Cultura
Representatividade: Clipe de “Meu Desenho” marca o lançamento do álbum “Eu Sou Gio Elefante”
A produção colaborativa incentiva que corpos não padrão como os de PcDs sejam protagonistas
Gio Elefante, artista pernambucano, em novo projeto solo, lança, no próximo dia 26.07.2024, clipe de “Meu Desenho” e marca o lançamento do álbum “Eu Sou Gio Elefante”. Dividido em três partes, poeticamente chamadas de “atos”, o projeto conta com dez músicas e dois “entreatos” – recursos usados como marcadores entre os momentos da obra. O primeiro é “Algumas histórias de ontem”, seguido por “Paula” e, para encerrar: “O fim é o começo”. Vale lembrar que a faixa “Te amo que só” já foi lançada. O clipe está disponível no YouTube e a música em todas as plataformas.
Com produção musical de Luccas Maia. O clipe foi gravado no Rio de Janeiro, no Parque das Ruínas. “Meu Desenho” é um projeto colaborativo que busca trazer protagonismo a corpos singulares. Nele, artistas PcDs (Pessoas com Deficiência) mostram suas potências e belezas de forma sensível e poética, ilustrando a canção. “Meu Desenho” fala da vivência de um corpo não normativo habitado por uma deficiência física. O samba rock traz em sua letra um processo de reflexão sobre as sensações vividas por quem ocupa este lugar numa sociedade que subestima aquilo que está fora dos seus padrões. O videoclipe dessa canção busca abrir espaço para produções artísticas não estereotipadas, enfatizando os talentos para além de cada corpo. Participam desta produção os artistas Gio Elefante, Fábio Passos, Catharine Moreira, João Paulo Lima e Giovanni Venturini, que dirige o clipe. Este último é destaque em Justiça 2, e em 2022, foi premiado no Festival de Brasília do Cinema Brasileiro pela atuação em “Big Bang”.
Tanto no clipe quanto na música, existe um florescimento e a melodia ilustra isso. Ela evolui a partir da tomada de consciência de sentimentos dolorosos como inadequação, constrangimento por ocupar a condição de ser PcD, a busca por aprovação social, entre outras reflexões. O ápice da canção marca o empoderamento que vem da libertação desses sentimentos a partir da conquista da autoaceitação. A obra registra o processo de desconstrução vivido pelo cantor pernambucano Gio Elefante. “É uma carta de alforria das prisões que eu nutri em mim durante muito tempo. A composição me leva para esse lugar de uma nova liberdade, de ser mais autêntico, de ser eu mesmo”, afirma.
Exposição
Gloria Conforto e Dirce Fett apresentam a exposição ‘Dois Olhares’, no Centro Cultural Correios RJ, com pinturas diferentes na concepção e harmônicas na contemplação
Gloria Conforto apresenta trabalhos da Série Silêncio, pinturas a óleo sobre tela com trabalhos em pequenos formatos, que forçam o espectador a mergulhar na contemplação, no mesmo silêncio interior que gerou a produção das obras, onde todas as paisagens retratadas são fictícias, mas derivam da emoção da artista que as imagina como objeto contemplativo.
Sobre Gloria Conforto
Arquiteta e pós-graduada pela UFRJ, com longa atuação na área de projetos e de meio ambiente, frequentou cursos livres com os artistas Amador Perez, Gianguido Bonfanti e com os aquarelistas Javier Zorrilla e Cesc Farre. Vem se dedicando às artes plásticas, pintura e aquarela, desde 2015 com várias exposições coletivas e individuais. De 2010 a 2015 desenvolveu pesquisas no Atelier do artista Orlando Mollica na EAV e, posteriormente, com o artista e professor Bernardo Magina. Aprimorou sua pesquisa com acompanhamento de processos artísticos com a curadora e artista Bianca Madruga e a galerista Sara Figueiredo, em 2022 e 2023.
Sua expressão artística que se iniciou desde cedo pelo desenho, passou a aprimorar a técnica de pastel oleoso sobre papel e da aquarela, criando um universo vibrante, buscando como linguagem, a luminosidade e fluidez, na descoberta do onírico e mágico que existe por trás de cada cena. Possui mais de 50 obras adquiridas por colecionadores privados no Brasil e no exterior.
Sobre Dirce Fett
iconográficas, bem como uma linguagem mais abstrata onde as cores fortes direcionam a expressão do seu trabalho.
O trabalho de Dirce Fett, tanto em grandes como nos pequenos formatos, explora o paradoxo entre padrão e gesto pictórico, além da relação entre figura e fundo. As figuras emergem ou se dissolvem no fundo, que é tratado como manchas, enquanto as figuras são camadas espessas de tinta em harmonia contrastante. Dirce vem participando de diversas exposições individuais e em coletivas no Brasil e no exterior.
Dias e horários: terça a sábado, das 12h às 19h
Evento gratuito
Censura Livre.
Como chegar: metrô (descer na estação Uruguaiana, saída em direção à Rua da Alfândega); ônibus (saltar em pontos próximos da Rua Primeiro de Março, da Praça XV ou Candelária); barcas (Terminal Praça XV); VLT (saltar na Av. Rio Branco/Uruguaiana ou Praça XV); trem (saltar na estação Central e pegar VLT até a AV. Rio Branco/Uruguaiana).
Acessibilidade: adaptado para pessoas cadeirantes
A exposição tem como público-alvo empresários, profissionais liberais, colecionadores, professores, estudantes e público em geral.
Exposição
Exposição ‘Da Beleza ao Caos – a cidade que habita em nós’ traz ao Museu Histórico da Cidade do Rio de Janeiro artistas que convidam a pensar na cidade como um espaço vivo e diverso.
A exposição quer transportar a um entendimento quase filosófico de que beleza e caos caminham lado a lado, constituindo uma trama emocional tão complexa quanto fascinante. A temática atravessa diversas expressões culturais ao longo do tempo: da música — como em Rio 40 Graus, de Fernanda Abreu, Fausto Fawcett e Laufer — ao cinema, com o documentário Neville D’Almeida – Cronista da Beleza e do Caos; da literatura, em A Beleza do Caos, de Thales Amaral, ao teatro, na obra homônima de Nelson Baskerville. Em todos esses casos, emerge uma narrativa que revela os movimentos íntimos e coletivos da vida urbana, onde serenidade e inquietação coexistem como forças complementares.
Participam da mostra, que tem Lia do Rio como homenageada, os seguintes artistas: Andréa Facchini, Anita Fiszon, Benjamin Rothstein, Bruno Castaing, Daniela Marton, Fátima Vollú, Gloria Seddon,Helena Trindade, Heloisa Alvim, Jabim Nunes, Kacá Versiani, Laura Bonfá Burnier, Leila Bokel, Luís Teixeira, Luiz Badia, Luiz Bhering, Marcela Wirá, Maria Eugênia Baptista, Marilou Winograd, Mario Camargo, Marcelo Rezende, Osvaldo Carvalho, Osvaldo Gaia, Petrillo, Roberto Tavares, Rodrigo Viana, Rose Aguiar, Regina Hornung, Sanagê, Sandra Gonçalves, Sandra Passos, Sonia Guaraldi, Stella Mariz e Vania Pena C.
Ao propor tecer histórias sobre a cidade (e porque não cidades outras), o grupo de artistas aqui reunido pretendeu trazer seu olhar único para questões que nos envolvem desde um simples objeto visual de memórias subjetivas carregadas de afeto, até a matéria bruta e implacável de imagens cotidianas que nos cercam, porém, ganhando conotações íntimas. Em todos os casos, aqui e ali, há um olhar distinto que recorta a paisagem urbana; um vagar contemplativo que insinua um momento, uma lembrança; uma reflexão sobre paradigmas; uma busca pela essência de qualquer gesto da cidade e de seus habitantes.
Não é difícil conjecturar as “Cidades Invisíveis”, de Italo Calvino, pensando quantas cidades imaginárias criamos para nós mesmos. Todos possuímos uma compreensão particular do mundo em que vivemos, tornando plural as facetas sociais, conforme afirma o escritor moçambicano Mia Couto. É a dinâmica das relações interpessoais que dá vida à cidade para muito além de sua estrutura material, do concreto, do aço, do tijolo, etc. É um “organismo vivo” que se molda e se redefine em constante adaptação, “é o centro de um tempo onde se fabricam e refabricam as identidades próprias”, reitera Mia Couto.
As interações diárias — formais e informais, intencionais e acidentais — que produzem trocas culturais, econômicas e afetivas são também os agentes da diversidade e do conflito, mas desse atrito social surgem inovações – a complacência no lugar da intolerância, a coexistência no lugar da segregação, o reconhecimento no lugar da indiferença. É a teia invisível de conexões gerando presença e sentido à configuração física da cidade (que habita em nós) estruturada a partir de nossas concepções individuais.
Ao observar cada um dos trabalhos que compõem a mostra, independentemente da escolha técnica, somos levados a contemplar as múltiplas vertentes que cercam nossa percepção e entendimento daquilo que chamamos convívio, essência do desenvolvimento humano. Lado a lado vão se escalonando e se complementando, formando laços, implicando elos, constituindo
valores, permitindo ao observador aplicar/absorver conceitos basilares de identidade, pertencimento e aprendizagem: como no Yin Yang o belo está no caos, o caos está no belo.
Osvaldo Carvalho, 2025
Abertura: 13 de dezembro de 2025 (sábado), das 11h às 16h
Visitação: de 13 de dezembro de 2025 a 08 de fevereiro de 2026
De terça a domingo – das 9h às 16h
Local: Museu Histórico da Cidade do Rio de Janeiro – MHC RIO
Estrada Santa Marinha, s/nº — Gávea, Rio de Janeiro – RJ
2º e 3º andar do pavilhão de exposições
Leitura
Márcio Moreira é o convidado do programa “Conversa com o Autor”
O cantor, poeta e compositor Márcio Moreira é o convidado da jornalista Katy Navarro no programa Conversa com o Autor. Considerado uma das vozes mais sensíveis da nova geração artística paraense, o artista transita entre a música e a literatura, explorando em sua obra a força da floresta Amazônica, a vivência urbana, o afeto e o pertencimento.
Moreira revisita temas como identidade, memória e cotidiano, elementos que vêm marcando sua trajetória e construção artística, seja nos palcos, nas letras ou nos livros.
Trajetória musical com grandes parcerias
Em 2022, Márcio lançou seu primeiro álbum de carreira, “REpartir”, que contou com participações de grandes nomes da música brasileira, como Roberto Menescal, Lia Sophia e Laila Garin, além de parcerias com Michael Sullivan e Delia Fischer. Suas composições também já foram gravadas por vozes consagradas, como Ney Matogrosso e João Cavalcanti, confirmando seu talento como letrista e compositor.
Com sonoridades que dialogam com sua terra e com os ecos da floresta, o artista vê na música um caminho poético de resistência, identidade e reinvenção.
Estreia literária em 2024
Em 2024, o artista estreou na literatura com o livro “Amanhecimento íntimo ou Princípio das Jornadas” (Editora Autografia). A obra reúne 100 poemas divididos em quatro capítulos, que percorrem temas como Belém do Pará, viagens pelo mundo, memórias afetivas, amores, desamores e ausências.
O livro é um convite ao mergulho interno, refletindo sobre o tempo, as travessias humanas e a busca por sentido no cotidiano. Moreira compartilha ainda, na entrevista, detalhes do processo criativo e de como a construção literária dialoga diretamente com sua música.
Experiência no mercado musical moldou o poeta
Antes de lançar o livro, Márcio reuniu uma sólida experiência no mercado fonográfico. Ele integrou o time de marketing da gravadora Som Livre por quase 10 anos, participando do desenvolvimento de projetos de artistas como Novos Baianos, Erasmo Carlos e João Bosco.
A convivência com grandes nomes da música brasileira, segundo o autor, foi essencial para amadurecer sua sensibilidade artística e consolidar seu estilo, tanto musical quanto literário.
Com o lançamento do álbum e agora da obra literária, Márcio Moreira se firma como uma voz plural, contemporânea e representativa de um Brasil que ainda se reconhece pouco. Entre melodias e versos, o artista reafirma sua capacidade de transformar percurso, identidade e Amazônia em palavra viva.
A entrevista completa pode ser acompanhada no programa Conversa com o Autor.
https://www.youtube.com/watch?v=eaByRJ_7dM4
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