Festival Timbre 2026: “Mais do que um festival, queremos criar um encontro que transforme pessoas e a cidade”, afirma Lucas Cordeiro
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Em entrevista exclusiva, um dos
organizadores do Festival Timbre fala sobre crescimento do evento, impacto
econômico, turismo, acessibilidade, sustentabilidade, Palco Sesc Hip-Hop, Canto
Conforto e os bastidores da edição que promete ser a maior da história do
festival.

Faltando poucos dias para o Festival Timbre
2026, Uberlândia vive a expectativa para receber uma edição histórica de um dos
principais festivais de música do país. Nos dias 8 e 9 de agosto, o Teatro
Municipal será novamente transformado em uma verdadeira cidade da música,
reunindo mais de 30 shows, dois palcos funcionando simultaneamente, centenas de
profissionais envolvidos, milhares de visitantes, artistas de diferentes
gerações da música brasileira e uma programação que vai muito além dos grandes
espetáculos.

Nesta entrevista exclusiva, Lucas Cordeiro,
um dos organizadores do Festival Timbre, fala sobre as novidades desta edição,
a expectativa de público, os impactos econômicos para Uberlândia, o
fortalecimento da cultura urbana, as ações de acessibilidade, sustentabilidade,
o novo espaço Canto Conforto e o papel que o festival conquistou ao longo dos
anos como uma das maiores plataformas de valorização da música brasileira.

Festival Timbre chega à edição de 2026 como
um dos maiores festivais do interior do Brasil. O que representa chegar até
aqui?

Chegar a essa edição representa a confirmação
de um sonho que começou muitos anos atrás. O Timbre nasceu acreditando que era
possível fazer um festival de padrão nacional no interior de Minas Gerais,
valorizando a produção cultural brasileira e colocando Uberlândia na rota dos
grandes eventos do país. Hoje percebemos que o festival ultrapassou a ideia de
um evento musical. Ele movimenta a economia, gera empregos, atrai turistas,
fortalece artistas locais, promove inclusão e cria oportunidades para centenas de
profissionais da economia criativa. É muito gratificante perceber que o Timbre
passou a fazer parte do calendário cultural de milhares de pessoas. Muita gente
já programa férias, viagens e encontros pensando no festival.

O line-up deste ano chama atenção por reunir
artistas de diferentes gerações da música brasileira. Essa foi uma escolha
intencional?

Sem dúvida. Uma das grandes características
do Timbre sempre foi construir encontros que dificilmente aconteceriam em
outros festivais. Nesta edição teremos nomes históricos como Alceu Valença,
Marcelo Falcão e Pato Fu, artistas que marcaram gerações inteiras. Ao mesmo
tempo recebemos alguns dos principais nomes da música brasileira contemporânea,
como Gloria Groove, BK’, Lagum, Fresno, Black Pantera, AJULIACOSTA e
NandaTsunami, além de dezenas de artistas independentes que representam o
presente e o futuro da música brasileira.

Também temos um compromisso muito forte com a
cena regional e independente. O festival reúne artistas de Uberlândia, de Minas
Gerais e de diferentes estados do país, criando um ambiente onde nomes
consagrados dividem o mesmo espaço com quem está construindo sua trajetória.
Essa diversidade é uma das marcas do Timbre e mostra que a música brasileira é
plural, potente e está em constante renovação.

Além dos grandes shows, o festival cresceu
muito em estrutura. O público encontrará um evento bastante diferente dos
primeiros anos?

Completamente. Hoje o Timbre oferece uma
experiência muito mais ampla. Teremos dois palcos funcionando simultaneamente,
praça gastronômica, feira criativa, cenografia inédita, ativações, espaços
instagramáveis, áreas de convivência, ações culturais espalhadas por todo o
complexo e uma operação muito maior de segurança, atendimento e serviços. Nossa
intenção é que as pessoas cheguem cedo e permaneçam o dia inteiro vivendo o
festival. Não é apenas assistir aos shows. É circular pelos espaços, conhecer
artistas, consumir cultura, encontrar pessoas e descobrir novas experiências.

Uma das novidades desta edição é o Canto
Conforto. Como surgiu essa ideia?

Ela surgiu observando o próprio público. Ao
longo dos anos percebemos que muitas pessoas adoram festivais, mas procuram uma
forma diferente de aproveitar essa experiência. Nem todo mundo quer passar
horas na grade. Muitos preferem assistir aos shows sentados, conversar entre
amigos e ter uma estrutura mais confortável sem deixar de viver toda a
atmosfera do evento.

Foi pensando nisso que criamos o Canto
Conforto, um espaço que amplia as possibilidades de viver o Festival Timbre. O
ambiente contará com sofás, bistrôs, bares com atendimento, banheiro em
contêiner e uma excelente vista para o palco, oferecendo mais comodidade para
quem deseja aproveitar os dois dias de programação em outro ritmo.

É importante destacar que o Canto Conforto
funciona como um upgrade da experiência. A pessoa adquire normalmente seu
ingresso para o Festival Timbre e, caso queira utilizar esse espaço, adquire
também o acesso ao Canto Conforto para o dia escolhido.

O Palco Sesc Hip-Hop também retorna nesta
edição e cresce bastante em relação aos anos anteriores. Qual a importância
desse espaço?

O Palco Sesc Hip-Hop representa muito da
identidade do Timbre. Desde o início acreditamos que um festival precisa abrir
espaço para diferentes manifestações culturais. Em 2026 esse palco cresce em
estrutura, programação e número de participantes, reunindo mais de 300 artistas
ao longo dos dois dias de festival.

Realizado em parceria com o Sesc em Minas,
integrante do Sistema Fecomércio MG, o espaço vai muito além dos shows. Teremos
apresentações musicais, DJs, breaking, graffiti, batalhas, performances, a Hora
da Poesia, Mesa de Stickers, o projeto Re-vista, o Bazar Diferent, que une
moda, criatividade e sustentabilidade com peças reutilizadas e recicladas, além
de diversas ações formativas e experiências voltadas à cultura urbana.

Mais do que um palco, ele se tornou um
ambiente de formação, encontro, experimentação e valorização de artistas que
muitas vezes não encontram espaço nos grandes eventos. É um dos lugares mais
pulsantes do festival e reforça nosso compromisso com a diversidade artística.

A acessibilidade também sempre aparece como
uma das prioridades do Timbre. O que o público encontrará neste ano?

A acessibilidade nunca foi tratada por nós
como um diferencial. Ela faz parte do projeto do festival desde sua concepção.
Antes mesmo do evento realizamos um formulário de atendimento prévio,
permitindo que pessoas com deficiência ou com necessidades específicas informem
antecipadamente suas demandas. Isso possibilita que nossa equipe prepare um
atendimento ainda mais personalizado durante toda a experiência.

Além disso, teremos novamente intérpretes de
Libras em todos os shows, audiodescrição, espaço reservado em frente ao palco
para pessoas com deficiência e mobilidade reduzida, banheiros adaptados, equipe
especializada para atendimento, apoio durante toda a permanência no evento,
protetores auriculares para pessoas com sensibilidade auditiva, áreas de
descanso e toda uma operação voltada para garantir que qualquer pessoa possa
viver o festival de forma plena. Nosso objetivo é que todos tenham exatamente a
mesma oportunidade de aproveitar o Timbre.

O festival também gera um impacto importante
para Uberlândia. O que vocês esperam desta edição?

Esse talvez seja um dos aspectos que mais nos
orgulham. O Timbre movimenta praticamente toda a cadeia do turismo e da
economia criativa. Recebemos visitantes de diversas cidades de Minas Gerais e
também de estados como São Paulo, Goiás e Distrito Federal. Isso significa
hotéis ocupados, restaurantes movimentados, bares cheios, crescimento na
utilização de aplicativos de transporte, fortalecimento do comércio local e
geração de centenas de empregos temporários.

Também contratamos profissionais de
diferentes áreas como montagem, iluminação, sonorização, cenografia, segurança,
limpeza, alimentação, comunicação, audiovisual, produção e serviços gerais. O
impacto financeiro vai muito além dos dias do evento. Ele permanece na cidade e
fortalece diversos setores da economia local.

O Festival Timbre também é reconhecido pelas
ações de sustentabilidade. Como esse compromisso acontece na prática?

Nós acreditamos que um grande festival também
precisa assumir responsabilidades. Por isso desenvolvemos diversas ações
voltadas à redução dos impactos ambientais, com coleta seletiva, incentivo à
reciclagem, destinação correta dos resíduos e ações permanentes de
conscientização junto ao público.

Neste trabalho contamos com uma parceria
muito importante com a Associação Arca do Resgate, responsável pela destinação
dos materiais recicláveis arrecadados durante o festival. Todo o recurso obtido
com essa reciclagem contribui para projetos sociais desenvolvidos pela
entidade, que atua no acolhimento de dependentes químicos e pessoas em situação
de rua.

Também seguimos fortalecendo nossa parceria
com o Programa Sesc Mesa Brasil. Por meio do ingresso solidário, milhares de
quilos de alimentos são arrecadados e destinados a instituições sociais que
atendem pessoas em situação de vulnerabilidade. É uma forma concreta de fazer
com que o impacto positivo do festival continue muito depois do encerramento
dos shows.

Depois de tantos anos produzindo o Timbre,
ainda existe ansiedade antes da abertura dos portões?

Muita. Acho que ela nunca vai desaparecer.
Existe um trabalho enorme acontecendo durante meses para que tudo funcione
perfeitamente. São centenas de profissionais envolvidos, dezenas de
fornecedores, artistas, equipes técnicas e uma logística muito complexa. Quando
os portões se abrem, sentimos que aquele projeto finalmente ganha vida. É um
momento muito emocionante.

Que convite você faz para quem ainda está
pensando em participar do Festival Timbre 2026?

Eu diria para a pessoa viver essa
experiência. O Timbre não é apenas uma sequência de shows. É um espaço onde
diferentes gerações se encontram, onde artistas consagrados dividem o mesmo
festival com novos talentos, onde a cultura urbana dialoga com diferentes
estilos musicais e onde cada pessoa encontra uma forma própria de viver o
evento.

Quem vem ao Timbre percebe rapidamente que
existe algo diferente acontecendo. Você encontra grandes shows, novos artistas,
ações de acessibilidade, experiências culturais, gastronomia, economia
criativa, sustentabilidade, espaços de convivência e um festival pensado para
acolher diferentes públicos.

Tenho certeza de que esta será uma das
edições mais completas da nossa história e queremos que cada pessoa saia daqui
levando não apenas boas lembranças dos shows, mas a sensação de ter vivido uma
experiência única de cultura, diversidade, encontro e transformação.

Patrocínio, apoio e realização

O Festival Timbre 2026 é patrocinado por
Colégio Gabarito, Citrino e eFácil. Tem parceria cultural do Sistema Fecomércio
MG, por meio do Sesc em Minas, do Programa Sesc Mesa Brasil e do Sindicomércio
de Uberlândia. O projeto conta com o apoio de Café Cajubá, Piticas e Chapelê.
Terra Sonora e Educadora FM são parceiros de mídia e Revista Noize como
parceiro editorial. Uma realização da Eventaria e Timbre Cultural.


Serviço

Festival Timbre 2026

Data: 8 e
9 de agosto de 2026

Local:
Teatro Municipal de Uberlândia (MG)

Ingressos:
disponíveis pela plataforma Ingresse e no ponto de venda oficial.

Shows principais:

Sábado (8)
Alceu Valença, Gloria Groove, Fresno, BK’, AJulliaCosta, Black Pantera, Projeto
Nêga Doce, DJ Dani Salci.

Domingo (9)
Marcelo Falcão, Pato Fu, Lagum, NandaTsunami, Funkse, Duda in the Sky, Michz
& Oric, Tropikaya.

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