O Instituto Desiderata promove encontros de formação em incidência política e promoção de saúde alimentar para moradores e lideranças comunitárias do Complexo da Maré (Rio de Janeiro), do Caramujo (Niterói) e do Coque (Recife). A agenda começou no último dia 25 e cerca de 15 lideranças de cada local participaram dos encontros, que discutiram temas ligados a direitos, políticas públicas e atuação coletiva.
Ao final da formação, todos os participantes irão elaborar um documento com propostas e demandas das comunidades relativos à segurança alimentar e acesso à alimentação saudável nas favelas e periferias. O material deve reunir os principais desafios enfrentados nos territórios e será levado para debate com parlamentares por meio de pedidos de audiências públicas.
A formação também trabalha para estimular a circulação de informação dentro das próprias comunidades e o fortalecimento de lideranças locais como agentes de mobilização. Entre os temas discutidos estão acesso à alimentação saudável, desigualdade social e os desafios enfrentados por moradores das periferias, muitas vezes atravessados pela rotina de sobrevivência e pela dificuldade de acesso a serviços e direitos básicos.
A discussão sobre alimentação saudável nas comunidades também ganhou força após estudo recente divulgado pelo Instituto Desiderata. A pesquisa mostrou que 60,7% das famílias vivem algum grau de insegurança alimentar nas favelas da Maré, Caramujo e Coque. O levantamento ainda apontou que alimentos saudáveis costumam ter preços mais altos e acesso mais difícil nesses territórios, enquanto produtos ultraprocessados acabam sendo mais baratos e presentes no dia a dia das famílias.
A pesquisa sobre ambientes alimentares em favelas: Percepção sobre o acesso aos alimentos de moradores de favelas brasileiras conta com apoio do Instituto Ibirapitanga e apoio da GHAI (Global Health Advocacy Incubator) com financiamento da Bloomberg Philanthropies.
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