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A economia criativa vive uma virada consolidada no ambiente on-line. Dados da Pro-Música Brasil mostram que a música segue na liderança do consumo digital, impulsionada pelo crescimento das plataformas de streaming nos últimos anos.

Todos os segmentos dos serviços de streaming cresceram, com destaque para as assinaturas de plataformas como Spotify, Deezer, Apple Music, YouTube Music e Amazon Music.

As plataformas alcançaram o faturamento de R$ 2,07 bilhões em 2024, o que representa um crescimento de quase 27% em relação a 2023 e uma faixa de 68% do mercado de streaming no Brasil. O uso de serviços de plataformas de áudio cresceu 8,3%.

Paralelamente, o mercado editorial amplia sua presença no digital, com e-books e audiolivros ganhando participação no faturamento das editoras. Iniciativas que abrangem modalidades de pitching editorial são destaque neste contexto porque aproximam os diferentes públicos deste mercado.

O relatório “Produção e vendas do setor editorial brasileiro: ano base 2024”, conduzido pela Nielsen BookData em parceria com o Sindicato Nacional dos Editores de Livros (Snel) e a Câmara Brasileira de Livros (CBL), mostra que a indústria do livro apresenta expansão em termos nominais no país.

O cenário revela não apenas mudança de hábito, mas uma reorganização estrutural na exposição de conteúdos culturais e na forma como são produzidos, distribuídos e monetizados.

Brasil entre os 10 maiores mercados da música

Com R$ 3,05 bilhões de faturamento, as plataformas de streaming representaram 87,6% das receitas totais do setor no Brasil, em 2024, segundo aponta o relatório Mercado Brasileiro de Música, produzido pela Pró-Música.

O resultado ajudou a impulsionar os números referentes à música no país, que cresceu 22,5% e se manteve na nona posição da lista dos maiores mercados no mundo, de acordo com o ranking da Federação Internacional da Indústria Fonográfica (IFPI).

“Os números refletem não apenas o aumento do consumo de música no país, mas também a evolução das estratégias adotadas pelas gravadoras e plataformas digitais, que continuam a impulsionar o setor por meio de investimentos em tecnologia, distribuição e inovação”, afirma o relatório.

Um exemplo de estratégia é um guia de mercado de música, que tem como objetivo a criação de oportunidades de negócios e a descoberta de novos talentos.

Mercado editorial apresenta números positivos

O Brasil possui 93,4 milhões de leitores, que correspondem a 47% da população, segundo dados da sexta edição da pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, do Instituto Pró-Livro e do Ministério da Cultura.

O relatório “Produção e vendas do setor editorial brasileiro: ano base 2024” mostra que

a indústria editorial produziu cerca de 44 mil títulos e movimentou mais de 366 milhões de exemplares impressos, entre edições inéditas e reimpressões.

As vendas totais, incluindo o setor público e o varejo, alcançaram 361 milhões de exemplares, com faturamento de R$ 6,6 bilhões. O mercado respondeu por R$ 4,2 bilhões, enquanto o governo foi responsável por R$ 2,4 bilhões em compras.

O conteúdo digital teve um salto nominal de 21,6%. Esse avanço se deve, principalmente, ao aumento no consumo por meio de bibliotecas virtuais e assinaturas de plataformas de leitura, que representam 44% do faturamento no segmento digital. As edições de livros em formatos digitais totalizaram, em 2024, 135 mil títulos, sendo 91% e-books e 9% audiobooks.

Apesar de o livro digital ainda representar apenas 9% da receita total do setor, seu crescimento acelerado aponta para transformações profundas nos modos de produção, circulação e consumo de conteúdo editorial no Brasil. Enquanto o crescimento nominal do mercado como um todo foi de 3,7%, o segmento digital avançou 32,6% no mesmo período.

Além disso, analisando a série histórica da pesquisa realizada pela Nielsen BookData, registra-se um crescimento de 200% do segmento de conteúdo digital desde 2019. Segundo o estudo, os dados mostram que o digital deve ser visto como ferramenta de crescimento e renovação do mercado editorial brasileiro.

Audiobooks

Dados da Bookwire Brasil revelam que o mercado de audiolivros mais do que dobrou no país, no quarto trimestre de 2024, crescendo 166% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Uma das principais plataformas de audiobooks e e-books da América Latina, o aplicativo brasileiro Skeelo projeta investir R$ 500 milhões no mercado editorial até 2030. Entre as ações, estão previstos a compra de títulos junto às editoras, patrocínio a eventos do setor, ativações com autores, ações de marketing e aquisição de direitos autorais.

Com a ampliação dos negócios no Brasil e avanços em países da América Latina, a expectativa é praticamente triplicar as vendas e alcançar um faturamento de R$ 500 milhões até 2027.

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