Médico e fundador da Clínica WHIM integra
climatério, hormônios, metabolismo, estilo de vida e tecnologia no
acompanhamento feminino após os 40.
A partir dos 40 anos, muitas mulheres começam a perceber
mudanças no sono, energia, ciclo menstrual, metabolismo, composição corporal,
humor, concentração e sexualidade. É justamente para essa fase que o médico
Leonardo De Gasperi, fundador da WHIM, direciona seu trabalho.
A experiência clínica mostrou ao médico que muitas
pacientes já sabem que precisam dormir melhor, praticar atividade física,
cuidar da alimentação e acompanhar fatores de risco. A dificuldade, segundo
ele, está em transformar essas orientações em hábitos possíveis de manter no
cotidiano.
Foi dessa percepção que nasceu a WHIM, ecossistema voltado
à qualidade de vida feminina após os 40.
“A mulher 40+ não precisa apenas de mais informação. Muitas
vezes ela já sabe o que precisa fazer. O grande desafio é transformar esse
conhecimento em algo que consiga sustentar na vida real. É por isso que eu
acredito em medicina de continuidade”, afirma.
Climatério além dos sintomas mais conhecidos
Um dos principais focos de De Gasperi é ampliar a
compreensão sobre o climatério.
A menopausa é apenas um marco dentro de uma transição mais
ampla. Antes dela, podem surgir alterações menstruais e mudanças relacionadas
ao sono, disposição, humor, concentração, metabolismo e sexualidade.
Isso significa que a paciente pode continuar menstruando e,
ainda assim, já estar atravessando transformações importantes dessa etapa.
O médico também chama atenção para o cuidado de não
atribuir automaticamente aos hormônios qualquer alteração que apareça depois
dos 40.
“Nem tudo depois dos 40 é hormônio. Mas existe uma
transição biológica real acontecendo, e ela acontece no meio da vida”, explica.
Da consulta para a vida real
A WHIM foi criada com a proposta de integrar medicina,
nutrição, educação em saúde, acompanhamento e tecnologia.
Dentro desse ecossistema estão o Universo WHIM,
ambiente de conteúdo, especialistas e troca de conhecimento, e a IRYA,
estrutura tecnológica voltada à continuidade do acompanhamento e à sustentação
de hábitos.
A tecnologia funciona como apoio, e não como substituta da
relação entre profissional e paciente.
“Saúde não acontece apenas dentro do consultório. Ela
acontece numa terça-feira à noite, quando a mulher está cansada; no dia em que
dormiu mal; na semana em que o trabalho apertou. A orientação pode acontecer
durante uma consulta. A transformação precisa sobreviver ao restante da vida”,
diz De Gasperi.
Educação também fora do consultório
O trabalho desenvolvido pela WHIM também chegou a empresas
e comunidades por meio de projetos de educação sobre climatério, menopausa e
bem-estar feminino.
Segundo dados institucionais, mais de 2 mil mulheres já
foram atendidas pelo ecossistema.
Para De Gasperi, compreender essa fase é importante porque
as mudanças não afetam apenas o corpo. Sono ruim, exaustão, alterações
emocionais e mudanças na sexualidade podem repercutir nos relacionamentos, na
convivência familiar e no desempenho profissional.
Por isso, temas como menopausa e climatério também envolvem
qualidade de vida, envelhecimento, autonomia e relações pessoais.
Uma nova visão sobre os 40+
Outro ponto central de sua atuação é mudar a forma como o
envelhecimento feminino costuma ser apresentado.
Em vez de tratar essa etapa exclusivamente como perda, De
Gasperi defende uma visão baseada em compreensão, acompanhamento e adaptação.
Na WHIM, essa filosofia é resumida pela frase: “Informação
ajuda. Sustentação transforma.”
O objetivo não é fazer a paciente voltar ao corpo ou à
rotina dos 30 anos, mas ajudá-la a entender as mudanças atuais e construir
melhores condições para os próximos anos.
“Talvez o objetivo não seja fazer essa mulher voltar a ser
quem era antes. O corpo mudou, a vida mudou, os filhos mudaram, os
relacionamentos mudaram. Existe uma pergunta mais interessante: quem é essa
mulher que está surgindo agora?”
A reflexão também inspira uma das mensagens levadas por
Leonardo De Gasperi a palestras sobre essa fase da vida: “Não é sobre voltar. É
sobre se tornar.”
Com uma abordagem que
conecta medicina, estilo de vida, educação e tecnologia, Leonardo De Gasperi
vem se destacando no acompanhamento da mulher após os 40, com atenção especial
ao climatério, metabolismo e qualidade de vida.