Tratamentos como implantes hormonais ganham espaço como alternativa para bem-estar, mas exigem avaliação médica individualizada

Com a chegada do Dia das Mães, celebrado em maio, cresce a procura por presentes que vão além do tradicional e se conectam diretamente à saúde e à qualidade de vida. Entre eles, a reposição hormonal — especialmente por meio de implantes subcutâneos — tem se destacado entre mulheres que buscam mais disposição, equilíbrio e bem-estar no dia a dia.

A tendência reflete uma mudança de comportamento. Em vez de presentes simbólicos e passageiros, muitas mães têm priorizado cuidados de longo prazo, em meio a rotinas intensas e multifuncionais.

Mas existe uma realidade silenciosa — e muito mais comum do que se imagina — que acompanha muitas mulheres após a maternidade. Depois da gestação e, principalmente, durante e após a amamentação, o corpo passa por mudanças hormonais profundas. E, com elas, muitas mulheres percebem algo difícil de explicar: a diminuição do desejo, o cansaço constante e uma sensação de distanciamento de si mesmas.

Não é apenas sobre libido. É sobre não se reconhecer mais como antes. Sobre sentir que a energia diminuiu, que o toque já não desperta a mesma conexão e que, aos poucos, isso também pode impactar a relação a dois.

E, ainda assim, muitas silenciam. Acreditam que faz parte, que é “normal” e que precisam apenas dar conta de tudo — da casa, dos filhos, do trabalho — deixando a si mesmas por último.

Mas e se não precisar ser assim?

O autocuidado começa justamente no momento em que a mulher se permite olhar para si com mais atenção e buscar respostas. Entender o próprio corpo, investigar os sinais e considerar alternativas seguras pode ser um passo importante para resgatar não só o bem-estar físico, mas também a autoestima, a disposição e a qualidade das relações.

A doutora Nathalia Pires, nutróloga e proprietária da Clínica Nutrolife Especialidades (CRM-SP 282756), explica que o tratamento pode trazer benefícios importantes quando há indicação correta. “O implante hormonal libera doses controladas de hormônios de forma contínua, o que ajuda a reduzir sintomas como TPM intensa, oscilações de humor e cansaço frequente”, afirma a doutora Nathalia Pires.

Segundo a doutora, os efeitos podem ir além do físico. “Muitas pacientes relatam melhora na disposição, na qualidade do sono e até na autoestima. Isso acontece porque o organismo volta a funcionar de forma mais equilibrada”, diz a doutora Nathalia Pires.

Em tom descontraído, a doutora Nathalia Pires aponta uma mudança curiosa neste período. “As mães já cansaram de ganhar flores. Agora, muitas brincam que querem o ‘chip da beleza’ de presente dos filhos ou até se dão esse cuidado como forma de autocuidado”, comenta a doutora Nathalia Pires.

Apesar da popularização do chamado “chip hormonal”, especialistas fazem um alerta: o tratamento não deve ser visto como solução estética ou imediata.

“Cada mulher tem necessidades específicas. Antes de qualquer indicação, é fundamental realizar exames e entender o histórico clínico da paciente. A personalização é o que garante segurança e eficácia no tratamento”, destaca a doutora Nathalia Pires.

Neste Dia das Mães, talvez o maior presente não esteja em algo que se dá — mas em algo que se permite. Se escutar. Se cuidar. Se priorizar.

Porque quando uma mulher volta a se sentir bem consigo mesma, tudo ao redor também floresce.

A reposição hormonal, assim, se insere em um movimento mais amplo: o de resgatar o equilíbrio, a autoestima e o bem-estar — porque toda mulher merece se sentir inteira, viva e conectada com sua própria essência, em todas as fases da vida.

(Fotos : Divulgação)

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