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Durante anos, a pergunta mais comum no consultório era: “Qual o tamanho ideal da prótese?”. Hoje, essa conversa começa de outra forma. Cada vez mais mulheres querem recuperar a firmeza das mamas, corrigir a flacidez causada pela gravidez, pelo envelhecimento ou pelo emagrecimento, mas sem necessariamente aumentar o volume.
Essa mudança de comportamento também transformou a cirurgia plástica.

A tecnologia evoluiu, o conhecimento sobre a anatomia das mamas avançou e as técnicas se tornaram muito mais individualizadas. Em vez de buscar uma solução única para todas as pacientes, o planejamento passou a respeitar características como qualidade da pele, quantidade de tecido mamário, formato do tórax, estilo de vida e expectativa de cada mulher.

“O maior avanço da cirurgia plástica não foi apenas o desenvolvimento de novos materiais. Foi entender que cada mama conta uma história diferente e, por isso, merece um planejamento exclusivo”, afirma o médico Dr. Marco Aurélio Guidugli, membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) e especialista em procedimentos mamários.

Segundo ele, existe um equívoco bastante comum de associar qualquer tratamento das mamas ao implante de silicone.

“Muitas pacientes chegam ao consultório convencidas de que precisam colocar uma prótese. Quando fazemos uma avaliação detalhada, percebemos que, em diversos casos, é possível recuperar a forma da mama utilizando os próprios tecidos da paciente. Nem sempre o volume é o problema. Muitas vezes, o que incomoda é apenas a perda de sustentação.”
É justamente nesse ponto que a medicina moderna se diferencia.

Hoje, o especialista pode remodelar a mama utilizando retalhos do próprio tecido mamário, redistribuir volumes internos, associar enxertos de gordura e recorrer a materiais que aumentam a sustentação dos tecidos quando existe indicação. O resultado é um tratamento muito mais personalizado, que procura preservar a anatomia natural da paciente.

“Não gosto de pensar em um procedimento baseado apenas na colocação de um implante. Gosto de pensar em reconstrução de arquitetura. Nós reorganizamos estruturas, aproveitamos os tecidos existentes e buscamos equilíbrio entre forma, função e longevidade do resultado.”

Outro aspecto importante é que o planejamento deixou de considerar apenas o momento da operação.

“O nosso objetivo não é entregar uma mama bonita daqui a três meses. É pensar em como ela estará daqui a cinco, dez ou quinze anos. A escolha da técnica interfere diretamente nessa durabilidade.”

Essa preocupação se tornou ainda mais importante diante de um novo perfil de pacientes. O crescimento do uso de medicamentos para emagrecimento fez aumentar o número de mulheres que procuram tratamento para flacidez das mamas após uma perda importante de peso.

“Nesses casos, nem sempre aumentar o volume resolve o problema. Muitas vezes precisamos reconstruir sustentação, reposicionar tecidos e devolver proporção ao corpo. É uma medicina muito mais personalizada do que era há alguns anos.”

Para o especialista, esse é o futuro da cirurgia plástica: menos padronização e mais individualização.

“A melhor cirurgia é aquela em que ninguém percebe a técnica utilizada. As pessoas apenas enxergam uma mulher mais confiante, com resultados naturais e proporcionais ao seu corpo. Quando isso acontece, significa que fizemos a escolha certa.”

Fonte: Clínica Dr. Marco Aurélio Guidugli https://share.google/IXB4Km6RMrgJoJ6ZQ

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