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NR-1, assédio, burnout, turnover, plateau de crescimento. O mercado trata cada sintoma separadamente. Especialista revela que são faces do mesmo problema e que resolvê-lo gera retorno mensurável.

Por Cândida Cataldi | Psicanalista Estrategista de Carreira e Negócios com Saúde Mental Integrada, Conselheira de Expansão com 20 anos de trajetória

Existe uma crença profundamente arraigada no mundo corporativo, de PMEs a multinacionais: cuidar do campo organizacional é custo. Que o que importa é o resultado. Essa crença é economicamente equivocada.

546kafastamentos por saúde mental em 2025, recorde histórico, com alta de 79% em relação a 2023. Cada afastamento gera custo direto e indireto.
Fonte: INSS · Ministério da Previdência Social 2025

+40%de aumento nos casos de assédio sexual no trabalho em 2025 versus 2024. Mais 22% de assédio moral. Mais de 12 mil novos processos trabalhistas apenas por assédio no ano.
Fonte: TST · Ministério do Trabalho 2025

67%das empresas que atingem um plateau de crescimento permanecem nele por mais de 3 anos sem conseguir romper. A maioria nunca identifica a causa real.
Fonte: McKinsey · Organizational Health Research

“Campo adoecido não aparece numa única linha do orçamento. Aparece em todas as linhas, disfarçado de retrabalho, de turnover, de reunião improdutiva, de ação trabalhista surpresa, de talento que foi para o concorrente.”

O impacto que ninguém calcula: marca institucional

Para uma PME, um caso público de assédio, um processo trabalhista amplificado em redes sociais ou uma avaliação devastadora no Glassdoor pode destruir em semanas o trabalho de anos de construção de marca empregadora.
Para uma multinacional, o impacto vai além: afeta a capacidade de atrair talentos de alto nível, o relacionamento com investidores ESG e o posicionamento competitivo em licitações e parcerias estratégicas.

NR-1 não é punição

Empresas que tratam a NR-01 como compliance reativo continuam pagando o custo invisível do campo adoecido e agora com multa por cima. Empresas que tratam como estratégia antecipam o problema, reduzem o passivo e ganham posicionamento de mercado.

A Convenção 190 da OIT, da qual o Brasil é signatário, estabelece tolerância zero para violência e assédio no trabalho. Quem estruturar cultura preventiva agora vai estar posicionado como empresa de alto padrão.

“Um ambiente de convívio saudável não é apenas uma obrigação legal. É a fundação estrutural de uma empresa inquebrantável.”

O retorno da prevenção

Segundo a Gallup, empresas com alto engajamento têm 21% mais lucratividade, 41% menos absenteísmo e 59% menos rotatividade. Esses não são números de bem-estar. São números de negócio.

Quando o campo está saudável, o resultado vem com menos atrito, menos retrabalho, menos conflito, menos energia desperdiçada em política interna. A produtividade não precisa ser extraída. Ela emerge de um sistema que funciona com suas leis respeitadas.

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