Brasileiro de Oceano tem três barcos separados por menos de 10 pontos na reta final da ORC
Flávio Perez ; On Board 360

A classificação do Brasileiro de Oceano 2026 chega à última etapa com uma disputa equilibrada na classe ORC. Três embarcações seguem na briga pelo título, com menos de dez pontos de diferença entre a primeira e a terceira colocadas. Depois das provas deste domingo (1º), o Crioula 52, de Eduardo Plass, retomou a liderança, com 132,8 pontos, seguido pelo Magia IV, de Torben Grael, com 125,8, e pelo Duma, de Haakon Lorentzen, com 123. O campeonato será encerrado nesta segunda-feira (2), no Rio de Janeiro.

A competição reúne os resultados da 76ª Regata Santos-Rio e do 57º Circuito Rio, que corresponde à segunda etapa do Brasileiro. O evento é promovido pela Associação Brasileira de Veleiros de Oceano (ABVO), com participação do Iate Clube de Santos e do Iate Clube do Rio de Janeiro na organização.

Mudança na liderança após as provas de domingo

O penúltimo dia do Circuito Rio contou com duas regatas de percurso para as classes ORC e Bra-RGS. Nas categorias RGS-Cruiser e Clássicos, os velejadores participaram de uma disputa.

Na ORC, o Crioula 52, atual campeão brasileiro, aproveitou a primeira regata para conquistar a vitória. Na segunda, terminou em quarto lugar, resultado suficiente para superar o Magia IV e reassumir a liderança. A embarcação de Torben Grael havia encerrado o sábado na primeira posição.

O Magia IV continua entre os favoritos. A equipe alcançou o terceiro lugar na última prova do dia e mantém chances de conquistar o campeonato. Integram a tripulação os bicampeões olímpicos Martine Grael e Marcelo Ferreira, além de Andrea Grael e da jovem Duda Serrão, que ganhou destaque na classe ILCA 6 após sua formação no Projeto Grael.

A proximidade na pontuação também mantém o Duma na disputa. O barco de Haakon Lorentzen terminou as duas regatas com um terceiro e um segundo lugares, respectivamente, e está a 2,8 pontos do Magia IV. Na quarta colocação, com 119,2 pontos, aparece o Dona Bola, de Ricardo Tramujas, vencedor da última prova do domingo.

Sistema de pontuação aumenta importância das últimas provas

A definição do Brasileiro utiliza o formato High Point, no qual não existe descarte de resultados e o título fica com a equipe que alcançar a maior soma de pontos. A 76ª Regata Santos-Rio teve peso 1 na abertura do campeonato, enquanto cada regata posterior recebe um acréscimo de 0,1.

Com esse modelo, as provas disputadas na fase final têm impacto ampliado na classificação, o que mantém a disputa aberta até o encerramento.

O cenário competitivo foi destacado por Bayard Neto, comodoro da ABVO, ao avaliar o desempenho das equipes e a expectativa para a última jornada.

“Chegamos ao último dia com uma disputa muito boa e equipes próximas na pontuação. Cada regata tem feito diferença, e os resultados de hoje mostram como a classificação pode mudar. A expectativa é de uma decisão à altura do campeonato que estamos acompanhando”, afirma.

Bra-RGS tem diferença de apenas um décimo entre segundo e terceiro

Na Bra-RGS, Luiz Henrique Macedo continua na liderança com o Avohai, que acumulou 77,8 pontos. A segunda colocação pertence ao Nativo 3, de Eduardo Harabedian, com 67,6 pontos. Logo atrás está o Bravo, de Renato Simões Pimentel Avelar, com 67,5, diferença de apenas um décimo. Lars Muller, com o My Boy, ocupa a quarta posição, somando 63,5 pontos.

Classificação dos Clássicos

Entre as embarcações da categoria Clássicos, o Don Alberto, de Tomas Bonel, está na frente com 6,4 pontos. O Kameha Meha–Brancante, comandado por Edmar Moraes, aparece em segundo, com quatro pontos. O terceiro lugar é do Asteriscus, de Marcelo Passarelli Gomes, com três pontos.

A programação do 57º Circuito Rio termina nesta segunda-feira, com a realização das últimas regatas e a entrega dos prêmios no Iate Clube do Rio de Janeiro.

Informações e resultados: www.sailrace.com.br

Sobre a ABVO

Fundada em 1955, a Associação Brasileira de Veleiros de Oceano é a única entidade brasileira voltada à promoção da Vela de Oceano. A ABVO representa o braço oficial da Confederação Brasileira de Vela (CBVela) nessa modalidade, sendo responsável pela realização de campeonatos anuais e pela valorização de um esporte que acumula importantes conquistas nacionais, tanto em classes olímpicas quanto não olímpicas.

A direção da associação é composta pelo santista Bayard Umbuzeiro Neto, que exerce a função de Comodoro, pelo bicampeão olímpico Torben Grael, como 1º Vice-Comodoro, e por Paulo Cezar Gonçalves, conhecido como Pileca, no posto de 2º vice-Comodoro.

A atual gestão tem entre suas metas aperfeiçoar e racionalizar o calendário nacional, ampliar a cooperação com os clubes para a realização de eventos e atrair mais barcos das flotilhas regionais. Também fazem parte dos objetivos prestar assistência técnica às competições em diferentes níveis, melhorar a apuração instantânea dos resultados e buscar, junto ao Governo Federal, incentivos tributários e condições mais favoráveis para a importação de embarcações.


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