Brasil faz história no Mundial de Fórmula Kite com dois atletas no top-6 do planeta
Em uma das competições mais exigentes da vela olímpica, o Brasil alcançou um marco inédito no Campeonato Mundial de Fórmula Kite. Disputado em Viana do Castelo, Portugal, o evento terminou neste sábado (16) com Lucas Fonseca em quarto lugar e Bruno Lobo na sexta posição, consolidando a presença brasileira entre os principais nomes da modalidade.
Com isso, o país colocou dois representantes entre os seis melhores atletas do mundo na principal competição do Formula Kite, que reuniu 90 competidores e integra o ciclo preparatório para os Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028.
O presidente da Confederação Brasileira de Vela (CBVela), Daniel Azevedo, classificou o resultado como um momento histórico para o esporte nacional.
“É uma conquista incrível para a vela nacional. Estamos muito orgulhosos por termos dois velejadores no top-6 do mundo, o que comprova um trabalho sólido e de longo prazo que estamos realizando. É um momento especial para toda a comunidade náutica brasileira, em especial para o Nordeste. Ver dois velejadores do Maranhão entre os seis melhores do mundo é algo espetacular. Agora vamos continuar construindo o caminho rumo a LA2028.”
Lucas Fonseca saiu satisfeito com a campanha, embora tenha lamentado o desfecho envolvendo a disputa pelo bronze.
“E aí, pessoal, tudo bem? Acabamos de terminar o Campeonato Mundial desse ano e finalizei a competição em quarto lugar. Estou extremamente feliz com o meu resultado. Infelizmente, perdi a medalha de bronze por um protesto e ficou aquele gostinho de quero mais.
“Mas o principal evento é o Mundial do ano que vem. Quero agradecer também a todo o pessoal da Lei de Incentivo ao Esporte, porque sem ela não seria possível contar com tantos patrocinadores e ter a oportunidade de estar aqui representando o Brasil da melhor forma.”
Já Bruno Lobo destacou os aprendizados da campanha após encerrar o torneio na sexta colocação.
“Acabamos agora o Campeonato Mundial de Fórmula Kite aqui em Viana do Castelo. Acabei na sexta colocação, infelizmente não consegui avançar para a final. Acabei cometendo um erro ali no último jibe, que é a última perna do downwind na segunda volta da regata.
“Mas é isso, é o esporte, são erros e acertos. E a gente vai agora tirar muitas lições para os próximos campeonatos. Vamos voltar mais fortes, se Deus quiser, onde o próximo Mundial vai ser no Brasil.
“E quero agradecer a todo mundo que faz isso ser possível, todos os meus patrocinadores, a CBVela e toda a equipe. Muito obrigado e vamos para a próxima!”
Conhecida pelas condições desafiadoras, Viana do Castelo é uma das etapas mais técnicas do circuito internacional. No Formula Kite, os atletas utilizam pranchas com hydrofoil, capazes de superar os 50 km/h, em disputas que combinam velocidade, precisão e resistência.
O Mundial foi organizado pela International Kiteboarding Association (IKA), com apoio da Federação Portuguesa de Vela e supervisão da World Sailing.
Os dois atletas integram o Projeto Equipe Olímpica de Vela, voltado à preparação de nomes de destaque da modalidade para Los Angeles 2028. A iniciativa, conduzida pelo Instituto Bons Ventos, conta com apoio do Grupo Energisa, Icatu Vanguarda e Oceanpact, via Lei Federal de Incentivo ao Esporte, além de reunir Mateus Isaac, Bernardo Peixoto, Marina Arndt e Valentina Roma em diferentes classes olímpicas da vela.