Vape, narguilé e cigarro em festas aumentam riscos respiratórios imediatos, alerta pneumologista Dr. Ernando

Vape, narguilé e cigarro em festas aumentam riscos respiratórios imediatos, alerta pneumologista Dr. Ernando

Fernanda Leite
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Com a intensificação de festas, shows e eventos com grande circulação de pessoas, o uso de cigarro, vape e narguilé em ambientes de lazer volta ao centro do debate em saúde. O pneumologista Dr. Ernando alerta que, apesar de muitas vezes associados a momentos de descontração, esses dispositivos representam risco respiratório imediato, tanto para usuários quanto para quem está ao redor.

Segundo o especialista, a inalação de fumaça e aerossóis libera substâncias irritantes e tóxicas que afetam diretamente as vias aéreas. “Não existe forma segura de fumar. Cigarro tradicional, vape e narguilé provocam inflamação nos brônquios e podem desencadear sintomas agudos como tosse, chiado, ardor na garganta e falta de ar”, explica.

No caso do cigarro eletrônico, a percepção de menor dano é um dos principais problemas. De acordo com Dr. Ernando, o vapor contém nicotina e compostos químicos que também lesionam o sistema respiratório. “O vape não é apenas ‘vapor de água’. Há partículas ultrafinas e substâncias que penetram profundamente no pulmão”, afirma.

Já o narguilé costuma ser consumido por períodos prolongados, o que amplia a exposição. “Uma sessão pode equivaler a dezenas de cigarros em volume de fumaça inalado. Além disso, muitas pessoas compartilham o bocal, o que aumenta o risco de transmissão de infecções respiratórias”, destaca.

O pneumologista também chama atenção para o impacto do fumo passivo em ambientes de festa. Mesmo quem não utiliza os dispositivos pode apresentar irritação ocular, tosse e desconforto respiratório após exposição prolongada.

Pessoas com asma, bronquite, rinite alérgica e outras doenças pulmonares estão entre as mais vulneráveis e podem apresentar crises após contato com fumaça ou aerossóis. A recomendação é evitar ambientes fechados com consumo desses produtos e procurar áreas ventiladas.

“Sintomas como falta de ar, aperto no peito e tosse persistente após exposição à fumaça não devem ser ignorados. Se houver piora, o ideal é buscar avaliação médica”, orienta Dr. Ernando.

@dr.ernandosousa @agenciaacev

Assessoria de Imprensa ACEV

(Foto: divulgação)

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