Notícias
UNIG é premiada pelo CREA-RJ 2025 com projeto de robô de inspeção para dutos industriais de baixo custo
A Universidade Iguaçu (UNIG) conquistou destaque no cenário da engenharia fluminense ao ser premiada pelo Prêmio CREA-RJ 2025 com o projeto de desenvolvimento de um robô autônomo de inspeção para dutos industriais, concebido como resultado de uma oficina acadêmica de prototipagem com foco em tecnologias de baixo custo e formação prática de engenheiros.
O trabalho, desenvolvido pelos alunos, contou com o apoio do professores Erick Marouço e Paulo Lube. O projeto integra as ações inovadoras da UNIG para qualificar a formação em Engenharia Elétrica, Engenharia Mecânica e Engenharia de Produção.
Tecnologia de ponta com baixo custo
O robô premiado foi projetado para realizar inspeções internas em dutos industriais, como sistemas de climatização, ventilação e processos industriais diversos. Utilizando plataforma Arduino Uno e módulo ESP32-CAM, o equipamento combina navegação autônoma, sensores infravermelhos e transmissão de imagens via Wi-Fi em tempo real, permitindo identificar obstruções, irregularidades e danos estruturais.
Com chassi em acrílico, motores DC, sensores de proximidade e sistema de alimentação por baterias, o protótipo atinge 95% de sucesso na navegação autônoma em testes controlados e oferece redução de 78% no custo em relação a soluções comerciais disponíveis, tornando-se uma alternativa viável para pequenas e médias empresas de manutenção industrial.
Oficina de Prototipagem: formação prática e desenvolvimento de competências
O projeto é fruto da Oficina de Prototipagem da UNIG, iniciativa que articula teoria e prática em um ambiente de aprendizagem ativa. Ao longo de um semestre, com encontros presenciais quinzenais e atividades a distância, os estudantes foram desafiados a integrar conteúdos de:
programação em C/C++;
eletrônica embarcada e instrumentação;
automação e robótica móvel;
prototipagem e modelagem de sistemas;
trabalho em equipe, planejamento e elaboração de relatórios técnico-científicos.
Sob a orientação do professor Paulo Lube e com a coordenação de Erick Marouço, a oficina se consolidou como um espaço estratégico de formação, estimulando a criatividade, a resolução de problemas reais da indústria e o protagonismo estudantil. Os resultados também evidenciam impacto acadêmico positivo, com baixa evasão dos participantes e fortalecimento do vínculo dos alunos com o curso.
Torneio consolida aprendizagem e premia talentos
Como etapa final da oficina, foi organizado o “Torneio – Robô de Inspeção de Dutos”, no qual equipes de alunos tiveram que projetar, montar, programar e colocar em operação robôs autônomos capazes de percorrer dutos com trajetos retos, curvas, bifurcações e obstáculos simulados, dentro de limites rigorosos de tempo e sem intervenção humana.
A atividade envolveu:
avaliação de desempenho dos robôs em campo de provas;
entrega de relatório técnico detalhado;
apresentação oral e arguição sobre o projeto.
Os alunos premiados no torneio se destacaram pelo desempenho técnico do robô, pela qualidade da solução proposta e pela maturidade das apresentações, evidenciando o impacto da Oficina de Prototipagem na formação de competências essenciais para o exercício profissional da engenharia.
Reconhecimento do CREA-RJ e compromisso com a inovação
O Prêmio CREA-RJ 2025 reconhece não apenas a qualidade técnica do robô de inspeção de dutos, mas também a metodologia de ensino adotada pela UNIG, que integra ensino, pesquisa aplicada e inovação tecnológica com foco em demandas reais da indústria e em soluções acessíveis.
Para o Prof. Paulo Lube, o prêmio simboliza “a comprovação de que é possível, com recursos de baixo custo e uma boa estratégia pedagógica, formar engenheiros capazes de propor soluções eficientes para problemas industriais complexos”. Já o coordenador Erick Marouço destaca que “a Oficina de Prototipagem se tornou um laboratório vivo de inovação, aproximando os alunos das tecnologias que já são exigidas pelo mercado de trabalho”.
O reconhecimento do CREA-RJ reforça o papel da UNIG como instituição comprometida com a formação prática, a inovação em engenharia e a democratização do acesso à tecnologia, valorizando o esforço dos alunos premiados, de seus docentes e da universidade na construção de soluções concretas para os desafios da indústria moderna.
Educação
Unicamp inicia segunda fase do vestibular 2026
Candidatos iniciaram neste domingo as provas da segunda fase do vestibular da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). No total, 13.045 se inscreveram para disputar 2.530 vagas em 69 cursos de graduação.

Neste domingo, os candidatos fizeram as provas de redação, língua portuguesa e literatura; e testes interdisciplinares, com questões de língua inglesa e ciências da natureza. Os estudantes puderam escolher entre dois temas para a redação: o discurso de ódio contra as mulheres e a importância histórica da CLT.
Nesta segunda-feira (1º), serão aplicadas as provas de matemática e interdisciplinar de ciências humanas. Serão aplicados também testes específicos de biologia e química, a candidatos da área de ciências biológicas e saúde; provas de física e química, a pretendentes a cursos da área de exatas e tecnológicas; e testes de geografia, história, filosofia e sociologia, para candidatos de ciências humanas e artes.
A segunda fase ocorre nas cidades paulistas de Bauru, Campinas, Guarulhos, Jundiaí, Limeira, Mogi Guaçu, Osasco, Piracicaba, Presidente Prudente, Ribeirão Preto, Santo André, Santos, São Carlos, São José do Rio Preto, São José dos Campos, São Paulo, Sorocaba, e também nas capitais Belo Horizonte, Brasília, Curitiba, Fortaleza, Recife e Salvador.
Notícias
Três das cinco linhas da CPTM em SP têm interrupções neste domingo
Três das cinco linhas da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) de São Paulo têm interrupções no funcionamento na manhã deste domingo (30). Às 10h30, as linhas 10 Turquesa, 11 Coral e 13 Jade operavam parcialmente. Apenas as linhas 7 Rubi e 12 Safira funcionavam normalmente. 

Segundo a CPTM, na Linha 10 Turquesa, em razão de problemas no sistema de energia, a circulação dos trens entre as estações Prefeito Celso Daniel, em Santo André, e Prefeito Walter Braido, em São Caetano do Sul, estava interrompida.
A companhia informou que o sistema Paese, que utiliza ônibus para o transporte da população, foi acionado.
Na linha 11 Coral e na linha 13 Jade, as interrupções ocorriam entre as estações Palmeiras Barra Funda e Luz em razão de serviços de manutenção.
Educação
Escolas de SP usam quadrinhos, conversas para ensino da história afro
Redes de ensino de todo o país adaptaram os currículos e processos formativos para cumprir a legislação brasileira desde o ano de 2003, que tornou obrigatório o ensino da história e cultura afro-brasileira nas escolas da educação infantil ao ensino médio, mas questões religiosas e a falta de diálogo ainda representam um entrave, mesmo com mais de 20 anos. 

Em pleno mês da Consciência Negra, por exemplo, uma escola da rede pública paulista presenciou a entrada de policiais armados após um pai ter chamado os agentes pelo fato de a filha ter feito um desenho de orixá em uma atividade escolar. O caso foi criticado pelos pais, comunidade escolar e políticos.
Para atender à legislação, as escolas na capital paulista são abastecidas om obras com temática étnico-racial. Segundo a Secretaria Municipal de Educação de São Paulo, foram adquiridos 700 mil exemplares em 2022, entre obras infantis, juvenis e adultas.
As unidades também passam por processos formativos e contam com documentos de referência, como o documento “Orientações Pedagógicas: Povos Afro-brasileiros”, que traz diretrizes para subsidiar práticas de valorização das histórias e culturas afro-brasileiras, indígenas e migrantes.
“As ações são acompanhadas pelo Núcleo de Educação para as Relações Étnico-Raciais (NEER), responsável por apoiar as unidades educacionais na implementação de práticas antirracistas e na integração desse acervo ao Currículo da Cidade”, informou a secretaria à Agência Brasil, em nota.
No âmbito estadual, as orientações ao corpo docente ocorrem pelo Programa Multiplica Educação Antirracista, conduzido pela Coordenadoria de Educação Inclusiva (COEIN) e da EFAPE (Escola de Formação e Aperfeiçoamento dos Profissionais da Educação). Desde 2024, 6,8 mil professores passam pela formação sobre cultura e religiosidade africanas.
“Essa implementação assegura que os conteúdos sejam incorporados à rotina escolar como parte essencial da formação histórica e cultural dos estudantes”, explicou a Seduc-SP.
“Eu não trabalho religião, eu ensino cultura”
Há mais de duas décadas, a professora Núbia Esteves leciona geografia para estudantes dos ensinos fundamental e médio. Premiada por sua atuação na preservação da memória escolar e do bairro onde se localiza a EMEF Solano Trindade, no Jardim Boa Vista, periferia da zona oeste de São Paulo, ela aplica o ensino da cultura afrodescendente em sua disciplina e em projetos interdisciplinares.
“Eu não trabalho religião. Eu trabalho os orixás fora da questão religiosa, considerando a questão cultural. Abordo os arquétipos culturais, a mitologia, com uma mitologia comparada”, explica.
Nas aulas da docente, os alunos aprendem como os orixás expressam características humanas e comparados a símbolos de outras crenças, como a proximidade entre Iansã e a deusa grega Atena, entre Oxum e Afrodite, entre Xangô e Zeus.
“Acabo fazendo um debate, porque povos tão diferentes criam mitos tão parecidos. E incluo o tema na concepção que estes povos têm sobre, por exemplo, a importância da preservação do meio ambiente e da importância que ele tem para a humanidade. Mostro como orixás que protegem o mar (Iemanjá), as matas (Oxóssi) e outros elementos da natureza”.
Outra estratégia da docente é o uso de quadrinhos ou registros audiovisuais. “Dá para trabalhar com literatura, ler trechos de Pierre Verger ou Reginaldo Prandi, por exemplo, e aí criar quadrinhos e cordéis. Uma vez um aluno criou um quadrinho que era um orixá, conversando com um deus grego. É dessa maneira que eu começo a trabalhar, uso os quadros do Caribé, de mestre Didi e aí eu vou trazendo isso, sem trabalhar necessariamente a relação deles com as religiões”, conta a professora.
Rodas de conversa também fazem parte do currículo, momento de reflexão dos alunos sobre ética, convivência e valores individuais.
No entanto, a professora Núbia Esteves relata que já foi questionada por estudantes, por estaria tratando de religião em sala.
“Falo para eles que não é essa questão, que o trabalho com os orixás é uma forma cultural e não religiosa. Apresento eles como parte da história, da arte, da literatura, da formação do Brasil, e que é uma herança que veio do continente africano, junto com as pessoas. Do mesmo jeito que a escola estuda a mitologia grega, as lendas indígenas, os santos em festas populares, também a gente pode trabalhar com os símbolos africanos, e que isso (essa resistência) foi construído nas pessoas na questão racial, dentro do racismo, que foi um projeto para que a gente demonizasse tudo que é africano, o que a gente não pode fazer”, pondera.
A cultura de origem religiosa é central para construção de uma educação antirracista, destaca.
“Eu posso trabalhar São João nas festas juninas, dentro de uma cultura popular, Santo Antônio também, nas obras barroco, isso não significa que eu estou falando de religião. Posso falar de todos esses símbolos e não necessariamente falar de religião, e que é importante a gente conhecer, porque a gente vai conhecendo a cultura de um outro povo, a gente vai descolonizando e vai desmistificando e vai sendo menos racista”, conclui a docente.
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