Esportes
Times do Rio de Janeiro se juntam a ORC
A nova diretoria da ABVO – Associação Brasileira de Veleiros de Oceano se reuniu nesta semana com os representante da modalidade no Rio de Janeiro (RJ) para adoção da regra da ORC – Offshore Racing Congress para as regatas do segundo semestre de 2024 em diante.
Uma votação entre os comandantes do estado foi feita para escolher qual regra seria utilizada no 2º semestre 2024.
O Capitão de Flotilha Adalberto Casaes reiterou as ações da NOVABVO, comandada por Bayard Neto, com o objetivo de promover uma maior integração das equipes do ICRJ.
Essas ações visam facilitar a transição para a regra ORC e incentivar a participação dos barcos da flotilha nas competições promovidas pela ABVO e ICRJ.
”Creio que a ORC representa a regra que busca de forma mais justa a equiparação de barcos com características diferentes, como é o caso dos Veleiros de Oceano”, disse Adalberto Casaes, comandante do Maestralle.
Esportes
Famílias se juntam à multidão para festejar título do Flamengo no RJ
Em 1983, o baiano Moraes Moreira já cantava: “agora como é que eu me vingo de toda derrota da vida, se a cada gol do Flamengo eu me sentia um vencedor”. Na ocasião, ele lamentava a ida de Zico, o maior ídolo do clube, para a Europa.

Hoje, 42 anos depois, milhões de pessoas esqueceram as mágoas e frustrações do dia a dia quando o zagueiro Danilo acertou uma cabeçada e marcou o gol do quarto título da Libertadores do Flamengo.
Neste domingo (30), centenas de milhares desses vencedores retratados por Moraes Moreira se reuniram no Centro do Rio de Janeiro para, juntos, mostrar ao time o tamanho da importância dessa vitória para elas.
Do alto de um caminhão aberto do Corpo de Bombeiros, os jogadores comemoraram com parte da “Nação”, como a torcida do Flamengo se autointitula, a vitória do sábado (29) no Estádio Monumental de Lima, no Peru.
A multidão que enfrentou horas de espera sob o sol e lotou a Rua Primeiro de Março e a Avenida Presidente Antônio Carlos, duas das principais vias do centro da cidade, é uma expressão do poder de mobilização pelo futebol.
A Agência Brasil conversou com torcedores sobre a motivação e coesão forjadas pelo esporte, que fizeram pessoas acordarem cedo e se deslocarem de longe para acompanhar a celebração no Centro do Rio, a 5,1 mil quilômetros do local da partida.
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Vitória dupla
O casal Eduardo Ferreira Henrique e Valéria Nunes Domingos contou que a celebração de um título dentro de campo é também uma forma de motivação para enfrentar as dores do cotidiano.
No caso deles, que moram no Cosme Velho, bairro da zona sul carioca, o fim de semana é de comemoração dupla. No dia do jogo, veio uma ótima notícia.
“Ontem, a gente teve duas vitórias. Minha esposa estava com suspeita de câncer, deu resultado negativo; e a vitória do Mengão. Foi um dia maravilhoso, sensacional! Comemoração dupla”, vibrou Eduardo.
Para Valéria, vitórias como a do Flamengo são motivação para manter um sorriso constante na vida. O casal também exalta a união que o futebol proporciona.
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“Na hora da euforia, todo mundo se abraça, todo mundo demonstra felicidade. Esse negócio de violência já foi do passado, agora a galera toda se une, todo mundo junto”, acredita Eduardo.
Família
Se Eduardo e Valéria saíram de um bairro das redondezas, teve gente que saiu de bem mais longe. Foi o caso de Andressa Vitória, que mora em São Gonçalo, município na região metropolitana do Rio, a cerca de 30 quilômetros de distância, quase duas horas de deslocamento.
Andressa foi acompanhada da família e chegou por volta das 9h, mais de três horas antes de os atletas passarem pelo local. Ao lado da sogra, Rosane Rodrigues, ela disse à reportagem que a emoção com a vitória da véspera é um alívio para a vida pessoal.
“Ainda mais para quem tem uma crise de ansiedade”, revela.
Ela também enxerga no futebol uma forma de unir as pessoas ao ponto de, para ela, formarem uma família.
“Se você estiver vendo um jogo no bar, parece que todo mundo se conhece, começa a trocar assunto sobre isso. Você acaba fazendo uma amizade porque sempre vê um jogo naquele lugar, acaba se tornando uma família”, conta.
Vida mais leve
O torcedor Eusébio Carlos André mora em Resende, cidade no sul do estado a 170 quilômetros do Rio. Otimista, ele tinha se programado para estar na capital fluminense neste fim de semana e participar de uma então eventual comemoração.
Para ele, as alegrias no futebol ajudam a deixar a vida mais leve. “O Flamengo ganhando deixa o pai de família feliz, todo mundo feliz. O cara feliz no trabalho, feliz no amor, feliz com o filho”, diz.
Ele ressalta também o que considera ser o lado democrático do futebol, em todas as torcidas, independentemente de clube.
“Todas as torcidas conseguem reunir o pobre com o rico, o cara que ganha R$ 50 mil junto com o que ganha R$ 80 por dia. O futebol une tudo, todas as raças e etnias”, declara.
Fenômeno de massa
As paixões e a coesão social causadas pelo futebol já foram tema de inúmeros estudos acadêmicos. Um deles é o do professor aposentado Mauricio Murad, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj).
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No artigo Futebol no Brasil: reflexões sociológicas, o também doutor em sociologia do esporte pela Universidade do Porto, de Portugal, afirma que o futebol é um dos maiores eventos da cultura da massa no Brasil.
“Mobiliza paixões coletivas, expressa os fundamentos antropológicos de nossa formação e representa o nosso sistema simbólico, como poucos acontecimentos da estrutura social”, escreve.
Murad considera que “a materialidade maior do futebol, não se restringe ao esporte profissional”. Para ele, o valor simbólico do futebol transborda para toda a vida social.
“O futebol é o mais significativo fenômeno da cultura das multidões no Brasil, estimulando corações e mentes, em regiões diversas, em classes sociais distintas, em diferentes faixas etárias, níveis de escolaridade e relações de gênero”.
O professor ressalta que esse efeito supera até o carnaval, por se espalhar por todo o país e se manifestar o ano interior. “Costuma se dizer que o reinado do Rei Momo dura quatro dias e que o reinado do Rei Pelé dura o ano todo”.
Paixão como herança
O casal Maurício Braz e Flávia Torres saiu de Magé, município da região metropolitana, para acompanhar a comemoração. Eles levaram para festa um dos rubro-negros mais novos por lá: João Vicente, de apenas 9 meses.
Com o bebê do colo, o pai explicou com orgulho como a tradição de torcer para o clube passa de geração em geração. “É algo que passa de pai para filho. Igual aqui, essa camisa eu guardo desde novembro de 1995”, diz ele enquanto aponta para a blusa vermelha e preta no corpo do bebê flamenguista.
“Estou passando para ele aqui hoje com o tetra da Libertadores”, completa.
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A geração pode até passar de família em família, mas para Hélio Marcos Ferreira Chaves, a festa deste domingo foi um pouco mais desacompanhada do que as de 2019 e 2022, quando o Flamengo também foi campeão.
“Em 2019 e em 2022, eu estava com os meus filhos. Agora estou sem eles”, brinca, ao justificar que um deles estava trabalhando e não pôde comparecer.
“Mas quarta-feira ele estará comigo”, prometeu para quarta-feira (3), quando o time enfrenta o Ceará pelo Campeonato Brasileiro. O jogo pode dar ao clube mais um título de campeão.
O célebre sambista João Nogueira já dizia: “quando o Mengo perde eu não quero almoçar, eu não quero jantar”. Mas neste fim de semana, a Nação vai almoçar, jantar e dormir feliz.
Esportes
Brasileiros ficam fora do pódio na Copa do Mundo de skate street
Os dois brasileiros que chegaram à final da etapa de Kitakyushu, no Japão, da Copa do Mundo de skate street ficaram longe do pódio. Os paulistas Giovanni Vianna e Wallace Gabriel terminaram em quinto e oitavo lugares, respectivamente, a competição deste domingo (30), que foi dominada pelos atletas da casa.

A decisão reuniu os oito melhores atletas da semifinal, realizada no sábado (29). Primeiro, os skatistas foram avaliados em três voltas pela pista. Depois, por três manobras. A pontuação final foi a somatória das notas das melhores volta e manobra. O evento vale pontos para o ranking da World Skate, que define os classificados à Olimpíada de Los Angeles (Estados Unidos) em 2028.
Giovanni obteve 163.40 pontos, graças aos 75.25 da volta mais bem avaliada e 88.15 da melhor manobra. Wallace, por sua vez, contabilizou somente os 67.05 de uma das voltas, já que não pontuou nas manobras individuais.
O pódio foi 100% japonês. Os dois primeiros lugares repetiram a classificação da semifinal, com Sora Shirai (170.27) na liderança e Kairi Netsuke (169.78) em segundo. O compatriota Yukito Aoki (165.91) completou o pódio.
A final feminina também foi dominada pelo Japão. A primeira colocação ficou com Ibuku Matsumoto (160.51), seguida por Yumeka Oda, apenas 22 décimos atrás da rival. A australiana Chloe Covell (155.60) foi a terceira. As paulistas Pâmela Rosa e Isabelly Ávila, representantes paulistas no evento, foram eliminadas nas quartas de final.
A maranhense Rayssa Leal não disputou o torneio em Kitakyushu. A medalhista olímpica de prata nos Jogos de Tóquio, no Japão, e Paris, na França, priorizou a conclusão do Ensino Médio nesta reta final do ano.
Rayssa, porém, estará na disputa do Super Crown (Super Coroa, na tradução livre), que é a etapa final do Street League Skateboarding (SLS), considerado o principal circuito da modalidade.
A competição será nos dias 6 e 7 de dezembro, no Ginásio do Ibirapuera, em São Paulo. A capital paulista receberá o evento pelo quarto ano seguido.
Esportes
Judô: Leonardo Gonçalves leva bronze no Grand Slam de Abu Dhabi
O judô brasileiro encerrou o Grand Slam de Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, penúltima etapa internacional da temporada, com três bronzes.

A última medalha foi conquistada neste domingo (30), pelo paulista Leonardo Gonçalves, da categoria até 100 quilos (kg).
Quinto colocado no ranking da Federação Internacional de Judô (IJF, sigla em inglês), Leonardo fez quatro combates para chegar ao pódio. Na estreia, venceu o eslovaco Benjamin Mataseje (118º). Depois, perdeu para o húngaro Zsombor Veg (14º). Na repescagem, derrotou Dzhakhongir Madzhidov (sétimo), do Tadjiquistão. Por fim, superou o holandês Simeon Catharina (18º), assegurando o bronze.
A medalha de ouro da categoria ficou com o russo Arman Adamian, nono do mundo, que superou o compatriota Idar Bifov (93º) na final. Além de Leonardo, o georgiano naturalizado espanhol Nikoloz Sherazadishvili (oitavo) também foi bronze.
O Brasil teve outros dois judocas no tatame neste domingo, na categoria até 90 kg.
Apesar de serem os mais bem ranqueados do peso, os paulistas Rafael Macedo (quinto) e Marcelo Fronckowiak (sexto) não chegaram à disputa por medalhas. Rafael perdeu na estreia, para Vadim Ghimbovschi, da Moldávia (68º). Marcelo, após derrotar Abdulahad Majidov, do Tadjiquistão (sem ranking), caiu para o sérvio Nemanja Majdov (22º).
As outras medalhas de bronze do Brasil em Abu Dhabi vieram no sábado (29), com a carioca Rafaela Silva, na categoria até 63 kg, e o gaúcho Daniel Cargnin, entre os judocas até 73 kg.
O próximo e último compromisso da temporada será o Grand Slam de Tóquio, no Japão, entre os dias 6 e 7 de dezembro.
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