A terceirização de vendas ganhou um contraponto vindo de Curitiba, onde a SalesLab, empresa que forma e emprega profissionais comerciais, já atendeu mais de oitocentas empresas montando ou reforçando equipes dentro das próprias contratantes e sustenta publicamente que delegar a operação comercial inteira a um parceiro externo não funciona.
O que os dados mostram sobre metas de vendas nas empresas brasileiras
As empresas brasileiras querem crescer, mas a maioria não alcança as metas comerciais que define para si mesma.
O Panorama de Marketing e Vendas da RD Station aponta que 87% das empresas querem crescer, enquanto 75% não bateram as metas. O mesmo levantamento mostra que 54% operam sem nenhum sistema de CRM e 62% não acompanham a conversão do próprio funil. Quem quer acelerar sem processo instalado tende a procurar um atalho fora de casa.
Os números do levantamento sobre metas e previsibilidade comercial vêm de quase 3 mil profissionais de vendas e de marketing consultados no país. O retrato ajuda a entender por que o mercado de terceirização de vendas cresceu tanto no país. Empresa com ambição de crescimento e sem instrumento de gestão procura quem prometa resolver o comercial por ela.
Como a SalesLab monta equipes de vendas dentro das empresas
A empresa especializa vendedores em closers e SDR antes de colocá-los à disposição do mercado.
A SalesLab opera desde 2023 e mantém unidade presencial em Curitiba. Os profissionais investem tempo e recurso próprio na especialização antes de entrar no banco de talentos disponível às contratantes. Já são cento e trinta e sete profissionais colocados em vagas e mais de oitocentas empresas atendidas em diferentes soluções.
O modelo se afasta do recrutamento tradicional em um ponto específico. A maior parte das empresas de seleção apenas conecta candidato e vaga, sem interferir na formação de quem vai vender. O SDR, sigla para Sales Development Representative, cuida da prospecção e da qualificação, enquanto o closer conduz a negociação até o fechamento.
Em todos os casos, o profissional entra na folha da contratante. A equipe montada pertence à empresa que contrata, e não a um fornecedor que opera de fora com time próprio. É esse desenho que separa o serviço da terceirização de vendas praticada no mercado.
Por que o comercial não pode ser inteiramente delegado a um parceiro externo
A tese da empresa é direta, o time de vendas é o coração do negócio e não sai de casa por inteiro.
Quem vende conhece o produto por dentro, sustenta a relação com o cliente e responde pela meta. Esse conjunto de informações volta para o produto, para o atendimento e para o planejamento da companhia. Quando tudo isso fica com um fornecedor externo, a empresa perde o repertório que sustenta a própria operação.
A posição contraria o discurso dominante no setor. As páginas que disputam o assunto na busca pertencem, quase todas, a empresas que vendem terceirização de vendas e listam apenas as vantagens do modelo. O argumento defendido pela SalesLab, fundada por Pedro Sirius, desloca a conversa para o limite do arranjo.
A objeção não recai sobre o apoio externo em si. Ela recai sobre a ideia de entregar a um terceiro a área que concentra a relação com o cliente e a leitura do mercado.
O que pode ser apoiado de fora e o que precisa ficar dentro da empresa
Existe uma fronteira prática entre o apoio externo e a operação que precisa permanecer interna.
Recrutamento, formação de vendedores e estruturação de processo comercial funcionam bem com apoio de fora. Relação com o cliente, conhecimento profundo do produto e gestão da meta pedem gente contratada pela própria empresa. A terceirização de vendas costuma falhar quando cruza essa linha e leva embora o miolo da operação.
| Pode ser apoiado de fora | Precisa ficar dentro da empresa |
|---|---|
| Recrutamento e seleção de vendedores | Relação direta com o cliente |
| Formação e especialização em closers e SDR | Conhecimento profundo do produto |
| Estruturação do processo comercial | Gestão da meta e cobrança de resultado |
| Definição de rotina de prospecção | Leitura do mercado e ajuste da oferta |
O critério serve como filtro na hora de contratar qualquer serviço comercial.
Quando a proposta de terceirização de vendas inclui a relação com o cliente final, a empresa está abrindo mão de um ativo que dificilmente recupera depois.
O que muda para quem contrata e para quem quer trabalhar em vendas
A escassez de profissionais qualificados muda o cálculo dos dois lados da mesa.
A Pesquisa de Escassez de Talentos do ManpowerGroup mostra que 80% dos empregadores brasileiros têm dificuldade para contratar. O índice fica acima da média global de 72%, apurada junto a mais de 39 mil empregadores em 41 países. No Brasil, foram ouvidos mais de mil empregadores.
O dado da pesquisa sobre dificuldade de contratação no mercado brasileiro explica parte da procura por atalhos. Contratar bem custa tempo e método, e o gestor pressionado por meta tende a buscar quem entregue a equipe pronta. A formação prévia do candidato encurta esse caminho sem transferir o comercial para fora.
Do lado de quem trabalha com vendas, o cargo segue como porta de entrada no mercado formal. Segundo o Portal Salário, vendedor é o cargo mais contratado do país, com uma base de mais de 2 milhões de profissionais registrados.
A migração da venda tradicional para funções de closer e SDR aparece como caminho de recolocação para quem já tem prática de balcão ou de telefone.
A SalesLab atende contratantes em todo o Brasil, o que inclui o mercado da Região Nordeste e de Alagoas. Para o vendedor alagoano, isso significa concorrer a vagas que antes ficavam restritas aos grandes centros. Para o empresário local, significa poder estruturar um comercial próprio sem depender de um time que responde a outra companhia.