“Hoje, marcas não morrem por erro. Morrem por demora”, diz Daniel Rodhrigues

Em um cenário dominado pela velocidade das redes sociais e pela pressão instantânea da opinião pública, a maneira como empresas e figuras públicas enfrentam crises mudou radicalmente. Para Daniel Rodhrigues, diretor de comunicação da Betinho Alves Assessoria, o silêncio passou a representar um dos maiores riscos para qualquer marca.

“Antigamente, existia tempo para analisar cenários antes de responder. Hoje, a demora também comunica — e quase sempre de forma negativa”, afirma.

À frente da operação da Betinho Alves Assessoria em São Paulo, principal centro de visibilidade midiática do país, Rodhrigues acompanha de perto a transformação da reputação em um ativo estratégico diretamente ligado à percepção pública, ao valor de mercado e à permanência das marcas no debate digital.

Segundo ele, a internet alterou definitivamente a lógica das crises contemporâneas: o público já não exige perfeição, mas capacidade de reação, transparência e posicionamento.

“As pessoas entendem erros. O que elas não toleram é ausência, frieza ou sensação de descaso”, analisa.

Na avaliação do especialista, empresas que ainda tratam crises apenas como questões operacionais permanecem atrasadas diante de um consumidor cada vez mais atento à postura, coerência e velocidade das respostas.

“A reputação deixou de ser apenas institucional. Hoje, ela é dinâmica, instantânea e emocional.”

Nos bastidores da Betinho Alves Assessoria — um dos escritórios de comunicação e assessoria de imprensa mais influentes do país — Daniel atua diretamente na construção de narrativas estratégicas e no gerenciamento de imagem de empresários, artistas e personalidades públicas.

Para ele, a principal transformação da comunicação moderna pode ser resumida em uma frase:

“As crises não começam mais na televisão. Elas começam no celular das pessoas.”

(Fotos: Arquivo Pessoal)

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