Mudanças no sistema de impostos tendem a impactar diretamente taxas condominiais e exigem gestão financeira mais estratégica_
A reforma tributária em discussão no Brasil, considerada uma das maiores transformações no sistema de arrecadação das últimas décadas, deve provocar impactos diretos nos condomínios residenciais e comerciais. A principal consequência esperada é o aumento dos custos operacionais, o que pode resultar em elevação das taxas condominiais e crescimento da inadimplência, segundo análise da WS Cobrança, empresa especializada em cobrança condominial.
Com a substituição de tributos como ISS, PIS e Cofins pelo novo modelo baseado no IBS e na CBS, diversos serviços essenciais aos condomínios — como portaria, segurança, limpeza, manutenção predial, elevadores, jardinagem e administração condominial — tendem a sofrer aumento da carga tributária efetiva. Como os prestadores de serviço dificilmente conseguem absorver esse impacto, os reajustes acabam sendo repassados diretamente aos condomínios.
Outro ponto de atenção é que o condomínio, diferentemente das empresas, não gera crédito tributário, pois não exerce atividade econômica com finalidade lucrativa. Na prática, todo imposto pago se transforma em custo direto, pressionando o orçamento mensal e comprometendo o planejamento financeiro.
Esse cenário costuma gerar uma sequência de efeitos: orçamentos anuais rapidamente se tornam defasados, fundos de reserva se mostram insuficientes e assembleias são levadas a aprovar reajustes nas taxas condominiais. Em um contexto de inflação elevada e endividamento das famílias, mesmo aumentos moderados impactam diretamente os moradores.
“O condomínio é uma obrigação legal, mas muitas vezes não é percebido como prioridade imediata pelo morador, especialmente quando comparado a despesas como aluguel, financiamento ou contas básicas. Quando o custo de vida sobe, a inadimplência tende a crescer”, explica Welliana Sampaio, sócia-diretora comercial da WS Cobrança.
Segundo a empresa, o aumento da inadimplência gera um efeito em cadeia: a redução do caixa dificulta o pagamento de fornecedores, pode levar a novos rateios e amplia ainda mais a pressão financeira. Diante desse cenário, a cobrança deixa de ser uma ação pontual e passa a integrar uma estratégia contínua de saúde financeira do condomínio.
“Cobrança bem estruturada não é conflito, é gestão. Atuar de forma preventiva, negociadora e juridicamente segura será essencial para atravessar esse novo momento com equilíbrio”, destaca Welliana.
A WS Cobrança atua em condomínios de todo o Brasil, oferecendo soluções especializadas para recuperação de créditos, prevenção da inadimplência e fortalecimento da gestão financeira condominial.