Holambra, no interior de São Paulo, é o maior polo produtor de flores e plantas ornamentais da América Latina, concentrando cerca de 60% do mercado nacional e respondendo por aproximadamente 80% das flores e mudas exportadas pelo Brasil, segundo apresentação do município no Campinas Innovation Week 2026. A agropecuária responde por 38,6% da economia municipal, impulsionada pela floricultura, cadeia que movimentou PIB de R$ 23,35 bilhões no Brasil em 2025, crescimento de 10% sobre o ano anterior, de acordo com levantamento da Forbes Agro. O Instituto Brasileiro de Floricultura projeta novo avanço de 7% a 8% para 2026, sustentado por investimentos em tecnologia, logística e práticas sustentáveis.
A Primavera é o segundo momento mais importante do calendário comercial do setor, atrás apenas do Dia das Mães, e chega em 2026 com uma mudança que vai além da sazonalidade. O que antes era uma cadeia artesanal se tornou um sistema coordenado, no qual controle de temperatura, rastreabilidade e eficiência operacional passaram a definir a competitividade do negócio. O avanço tecnológico, porém, ficou restrito ao cultivo, a gestão das cooperativas segue operando com ferramentas que não foram construídas para sua realidade.
“O setor de flores é um exemplo claro de cadeia que modernizou a produção e ficou para trás na gestão. A tecnologia chegou à estufa antes de chegar ao sistema que administra o negócio”, diz Luis Carlos Crema, presidente da SOLTERRA SOLUÇÕES INTELIGENTES, desenvolvedora do ST7 COOP, o primeiro ERP do mundo construído a partir do ato cooperativo, mecanismo que rastreia, para cada associado, a parcela que ele contribuiu para os resultados do período.
O que muda para produtores e cooperativas a partir de 2027?
A reforma tributária impõe um prazo para fechar essa lacuna. Desde 3 de agosto de 2026, o preenchimento dos campos de IBS e CBS nas notas fiscais passou a ser obrigatório para empresas do lucro presumido e real, conforme orientação do Sindicato do Comércio Varejista de Flores, Plantas e Correlatos do Estado de São Paulo (Sindiflores). A partir de 2027, a CBS substitui o PIS e a Cofins, inserindo o produtor rural no circuito de tributação pela primeira vez. O crédito tributário passa a influenciar diretamente a negociação comercial, se o cadastro do fornecedor, o documento fiscal e o pagamento não conversarem entre si, o crédito pode ser atrasado ou perdido, impactando o custo da mercadoria adquirida, conforme análise do portal Contábeis. “As cooperativas ficaram à margem da evolução tecnológica. A contabilidade do setor precisa ser feita duas vezes, uma vez como qualquer empresa e outra sob as regras do cooperativismo”, ressalta Crema.
A reforma tributária é apontada pelo Sistema OCB como uma das principais pautas do cooperativismo agropecuário em 2026, ao lado da proteção do ato cooperativo e da ampliação do crédito rural. Para cooperativas sem controle integrado entre produtor e associado, a tributação que chega em 2027 tende a gerar perdas em cada transação. “O produtor rural vai entrar num sistema tributário que nunca passou por isso antes. Sem a gestão integrada entre a fazenda e a cooperativa, o prejuízo pode aparecer só na hora do fechamento, quando o espaço para corrigir já passou”, pontua Crema.
Sobre o ST7 COOP
O ST7 COOP é um sistema de gestão empresarial (ERP) desenvolvido pela SOLTERRA SOLUÇÕES INTELIGENTES para atender, de forma ativa, as necessidades das cooperativas do agronegócio. Com 27 módulos integrados, que cobrem contabilidade cooperativa, automação fiscal, CRM cooperativista, gestão de estoque, logística, comércio exterior, análise de crédito e inteligência artificial embarcada, o sistema foi construído em torno do ato cooperativo, mecanismo que rastreia a participação de cada associado nos resultados da cooperativa. Pode ser implantado em servidores próprios ou em nuvem, e é compatível com diferentes bancos de dados. A IA nativa do sistema, denominada IA-ST7, permite interação por voz, automação de compras e suporte ao planejamento estratégico.
Fonte: Assessoria de Imprensa SOLTERRA SOLUÇÕES INTELIGENTES – Kasane Comunicação