© Polícia Federal / Operação Espelho Branco 2

A Polícia Federal cumpriu nessa quinta-feira (2) mandando de busca e apreensão como parte da segunda fase da Operação Quadro Negro. A finalidade é identificar a empresa responsável por desviar recursos públicos destinados à Universidade Federal Fluminense (UFF), com prejuízo de mais de R$ 9 milhões.

Na ação, agentes federais da Delegacia de Polícia Federal em Niterói apreenderam documentos e um disco rígido (HD). O mandado foi expedido pela 2ª Vara Federal de Niterói.

A ação investiga esquema de corrupção, desvio de verbas públicas federais, lavagem de dinheiro e organização criminosa em prejuízo da UFF. As investigações apontam que servidores, em parceria com sócios e dirigentes de empresas contratadas pela universidade, autorizavam pagamentos superfaturados e recebiam propina por meio de pessoas jurídicas, provocando prejuízo de R$ 9,6 milhões aos cofres públicos.

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Nesta fase da investigação, a Polícia Federal identificou a empresa que teria assumido o papel de intermediária no esquema criminoso após o encerramento dos repasses feitos pela pessoa jurídica anteriormente identificada, dando continuidade às operações ilícitas do grupo até o ano de 2018.

UFF

Em nota,  a Universidade Federal Fluminense (UFF) informou que ainda não foi formalmente comunicada sobre novos elementos da investigação e garantiu que apoia a apuração de eventuais irregularidades envolvendo recursos públicos. 

A nota diz  ainda, que a averiguação inicial tem origem em ações e contratos referentes ao período de 2011 a 2015, conforme informado desde a primeira fase da operação, fatos que devem ser apurados com rigor, observado o devido processo legal e o respeito às atribuições dos órgãos responsáveis pela investigação.

Em 2022, quando deflagrada a primeira fase da Quadro Negro, a UFF oficiou a PF solicitando informações complementares, com vistas à abertura de procedimentos administrativos internos de apuração pelos órgãos de integridade. No entanto, o pedido foi indeferido, pois a Universidade e o reitor não figuram como investigados na apuração.

“A UFF reafirma seu compromisso permanente com uma gestão transparente e baseada nos princípios da Administração Pública. Destacamos que a instituição mantém instâncias próprias de controle interno, as quais foram ampliadas nos últimos anos com a criação da Corregedoria e do Comitê Gestor de Integridade, e tem como diretriz o constante aperfeiçoamento das medidas de governança e a capacitação de seus servidores”.

 

Matéria ampliada às 17h48 para acréscimo do posicionamento da UFF

Fonte

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