Organização de exames, laudos e prescrições pode evitar retrabalho, apoiar diagnósticos e agilizar atendimentos de emergência

O avanço do prontuário eletrônico no Brasil ainda não resolveu um problema cotidiano para os pacientes: a dificuldade de manter o próprio histórico de saúde organizado e acessível. Embora 87% das Unidades Básicas de Saúde brasileiras já utilizem prontuário eletrônico e 94,6% estejam conectadas à internet, segundo o Ministério da Saúde, exames, laudos, prescrições e relatórios médicos seguem frequentemente espalhados entre médicos, laboratórios, hospitais, planos de saúde, e-mails, aplicativos e papéis.

Essa fragmentação pode dificultar diagnósticos, atrasar tratamentos e gerar retrabalho. Estudos da American Health Information Management Association (AHIMA), entidade internacional referência em gestão de informações em saúde, estimam que entre 5% e 10% dos registros médicos armazenados em hospitais sejam duplicados, índice que pode chegar a 20% em sistemas complexos. Nesse contexto, plataformas digitais de centralização de informações ganham espaço ao dar mais autonomia ao paciente e facilitar o compartilhamento seguro de dados.

Para a MYME, healthtech brasileira focada na gestão de informações de saúde pelo próprio paciente, o histórico médico deve estar sob controle de quem mais precisa dele: o cidadão.

“O paciente passa por diferentes médicos, laboratórios e hospitais ao longo da vida, mas suas informações de saúde continuam dispersas. Isso dificulta a construção de uma visão completa sobre sua condição clínica. Na MYME, acreditamos que o histórico de saúde deve estar organizado sob controle do próprio paciente, para que ele possa compartilhar essas informações quando necessário e contribuir para decisões de cuidado mais assertivas”, afirma Lucas Santiago, cofundador da MYME”, afirma Lucas Santiago, cofundador da MYME.

Confira sete dicas para manter seu histórico de saúde sempre acessível:

1- Organize exames e laudos em um único lugar

Resultados laboratoriais, exames de imagem e laudos costumam ficar dispersos entre e-mails, aplicativos, portais de laboratórios e papéis. Reunir esses documentos em um só ambiente facilita consultas futuras, ajuda a comparar resultados ao longo do tempo e reduz o risco de repetir exames já realizados. Para que esse histórico seja realmente útil, é importante manter a data de realização de cada exame e algum tipo de organização por tema, especialidade ou condição de saúde, como etiquetas ou marcadores que indiquem do que se trata aquele documento.

2- Mantenha uma lista atualizada de medicamentos

Registrar medicamentos de uso contínuo, dosagens, horários e eventuais mudanças na prescrição ajuda o profissional de saúde a entender o tratamento em andamento e pode evitar interações medicamentosas ou duplicidade de remédios.

3- Guarde prescrições, relatórios e encaminhamentos

Receitas, pedidos de exame, relatórios de consulta e encaminhamentos ajudam a reconstruir a linha do tempo do cuidado. Esses documentos podem ser importantes em uma segunda opinião, na troca de especialista ou no acompanhamento de doenças crônicas.

4- Tenha alergias e condições pré-existentes disponível

Informações sobre alergias, doenças crônicas, cirurgias anteriores, internações e restrições médicas devem estar facilmente acessíveis, especialmente em situações de urgência ou emergência.

5- Registre sintomas e sinais do dia a dia

Anotar sintomas recorrentes, alterações de sono, alimentação, pressão, glicemia, peso ou outros indicadores pode oferecer contexto adicional para a avaliação médica. Esse tipo de registro ajuda a transformar episódios isolados em uma visão mais completa da jornada de saúde.

6- Compartilhe informações com quem você confia

Ao consultar um novo médico, buscar uma segunda opinião ou envolver familiares e cuidadores, o acesso ao histórico de saúde pode tornar o atendimento mais eficiente. O ideal é que esse compartilhamento aconteça apenas com pessoas envolvidas neste cuidado, de forma segura, mediante autorização do paciente e com controle sobre quem pode acessar as informações.

7-Use a tecnologia como apoio à organização, não como substituta do cuidado

Ferramentas digitais podem ajudar a reunir exames, receitas, medicamentos, vacinas, sintomas e dados de saúde em uma linha do tempo acessível. Plataformas como a MYME permitem que o paciente organize essas informações em um perfil próprio e compartilhe dados com profissionais de saúde, familiares ou cuidadores quando necessário, sempre mediante autorização. A tecnologia, porém, deve funcionar como apoio à continuidade do cuidado e não substitui a avaliação médica.

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