Grupo paulista lança “Ela Quer Patifaria” e transforma a energia das festas de rua em um movimento cultural que une música, pertencimento e celebração coletiva.
As grandes tendências culturais nem sempre nascem nos palcos mais tradicionais. Muitas vezes, surgem nas ruas, nos encontros entre amigos e na capacidade de transformar experiências coletivas em algo maior. Foi exatamente assim que nasceu a Patifaria Popular, projeto que vem se consolidando como um dos movimentos culturais independentes de maior crescimento em São Paulo e que agora dá um novo passo em sua trajetória com o lançamento de “Ela Quer Patifaria”, primeiro single oficial do grupo.
A faixa apresenta ao público a essência de um projeto construído a partir da celebração da vida cotidiana, da liberdade de ser quem se é e da valorização dos encontros genuínos. Para isso, reúne Dida Sallô, João Fabra e 11NUNEZ em uma parceria com Los Brasileros, premiado time de produção da Head Media, vencedor do Grammy Awards e do Latin Grammy Awards.
Misturando referências do samba com elementos da música brasileira contemporânea e da cultura urbana, “Ela Quer Patifaria” surge como uma trilha sonora para quem escolhe viver sem amarras e aproveitar cada momento sem medo dos julgamentos alheios.
“Ela Quer Patifaria significa a patifaria na mais pura essência, sobre ser feliz sem julgamentos, aproveitando ao máximo todos os momentos. É uma música que representa exatamente aquilo que acreditamos e vivemos todos os dias”, afirma 11NUNEZ.
Fundada em São Paulo, em 2023, a Patifaria Popular nasceu com a proposta de resgatar a essência das festas populares brasileiras sob uma perspectiva contemporânea. Misturando samba, pagode, hip hop, forró, axé e a energia dos DJs, o projeto rapidamente ultrapassou os limites da música para se tornar um espaço de pertencimento, troca e construção de comunidade.
Em menos de dois anos, a iniciativa realizou 19 edições oficiais no Beco da USP, promoveu quatro eventos na Casa de Cultura do Butantã, em parceria com a Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo, organizou três blocos de Carnaval e participou de ações beneficentes ao lado da comunidade Bambas SP. Ao todo, o movimento já reuniu mais de 50 mil pessoas em eventos gratuitos, consolidando-se como um dos principais exemplos da força da cultura independente na capital paulista.
O crescimento também pode ser medido no ambiente digital. Atualmente, a Patifaria Popular soma mais de 8,5 milhões de compartilhamentos, ultrapassa a marca de 36 mil seguidores nas redes sociais e contabiliza mais de 30 conteúdos virais produzidos ao lado de artistas e criadores. Números que reforçam o interesse crescente do público por experiências que unem entretenimento, identidade e conexão humana.
O lançamento de “Ela Quer Patifaria” também antecipa a chegada de “Crônicas de Um Bom Malandro”, primeiro álbum completo da Patifaria Popular. Desenvolvido em parceria com Los Brasileros, DMAX e Head Media, o trabalho buscará inspiração em nomes como Bezerra da Silva, Mamonas Assassinas, Jorge Ben Jor, Seu Jorge, Rita Lee, Beth Carvalho, Fundo de Quintal, Arlindo Cruz e Natiruts, transformando histórias do cotidiano em músicas carregadas de humor, crítica social e brasilidade.
“Estamos realizando mais um grande sonho. Nossa primeira música lançada, em parceria com Los Brasileros e Head Media, realmente marca um momento especial. Levar a nossa mensagem para mais pessoas, poder compartilhar nossa alegria sempre com uma pitada de patifaria é o que a gente espera com esse lançamento”, completa João Fabra.
Com planos que incluem a gravação de um DVD, uma turnê pela Espanha, Portugal e Reino Unido e a realização do Festival de Inverno Patifaria Popular, no Memorial da América Latina, o projeto amplia seus horizontes sem perder de vista aquilo que motivou sua criação: a crença de que a música pode aproximar pessoas e fortalecer o sentimento de pertencimento.
Em tempos de relações cada vez mais mediadas pelas telas, a Patifaria Popular aposta justamente no caminho oposto. E talvez seja esse o segredo do seu crescimento: lembrar que, no fim das contas, algumas das melhores histórias continuam começando do jeito mais simples possível — com boa música, gente disposta a celebrar e uma boa dose de patifaria.