O painel “Filantropia Premiável e os Títulos de Capitalização” ocorreu no segundo dia de atividades do BiS SiGMA South America 2026, em 8 de abril, no palco Jardins. A discussão abordou inovação financeira, impacto social, regulamentação e o avanço do mercado de capitalização dentro do ecossistema de apostas e sorteios.
O debate contou com mediação de Hamilton Nobre, CEO da Rebara. Também participaram Miguel Mucilho, diretor-presidente da MDM8 Brasil, e Gustavo Rosa, sócio da Rosen Nebula.
Durante a abertura, Hamilton Nobre, CEO da Rebara, destacou a relevância social do modelo de capitalização. Segundo ele, “esse é um tema extremamente relevante, principalmente para captação de recursos e utilização em finalidades sociais de muitas entidades beneficentes”.
Miguel Mucilho, diretor-presidente da MDM8 Brasil, afirmou que o mercado de filantropia premiável ganhou força a partir da atuação do setor privado. O executivo declarou que “o mercado de filantropia premiável é uma realidade que foi construída não por órgão regulador, mas por empresários”.
Ao comentar o impacto social do segmento, Miguel Mucilho também ressaltou a importância da Federação Nacional das APAEs dentro desse cenário. Segundo ele, “as APAEs tiveram aplicação de recursos da capitalização nas suas atividades que ultrapassam R$ 1 bilhão”.
Como a filantropia premiável impacta o mercado de sorteios e apostas?
Já Gustavo Rosa, sócio da Rosen Nebula, apresentou um panorama histórico da capitalização e explicou como o modelo evoluiu ao longo das décadas. Durante sua participação, Gustavo Rosa afirmou que “a capitalização é um negócio de R$ 35 bilhões por ano”.
Além disso, Gustavo Rosa destacou o papel social da modalidade filantrópica. Segundo o executivo, “o trabalho que você está fazendo trazendo esse produto para o mercado está ajudando muita gente que precisa”.
Os participantes também discutiram a relação entre o mercado regulado de capitalização e o universo das apostas e sorteios. Hamilton Nobre destacou que “tem espaço para gaming, loteria, capitalização e loteria tradicional”.
Outro tema debatido foi a atuação do órgão regulador e a necessidade de compliance nas operações. Gustavo Rosa reforçou que “capitalização é um mercado regulado, é um mercado seguro e é um mercado centenário”.
Miguel Mucilho também comentou sobre o avanço tecnológico do setor. Segundo ele, “a capitalização sobrevive pela capacidade de inovação dos empresários”.
Ao final do painel, Hamilton Nobre afirmou que o objetivo da discussão era ampliar o conhecimento sobre o setor. O moderador declarou que “existem caminhos legais e possíveis de serem feitos dentro desse mercado”.
O debate integrou a programação do maior evento de apostas da América do Sul e reuniu representantes do setor interessados em inovação, regulamentação e desenvolvimento sustentável do mercado de sorteios e capitalização.