Dra. Thayla Ferrari explica o uso do CBD para reduzir a dependência de tarjas pretas. Foto: Divulgação

O Brasil vive uma epidemia silenciosa de medicalização na vida adulta. Segundo levantamento recente da Funcional Health Tech, o uso de antidepressivos entre adultos de 29 a 58 anos saltou 12,4% entre o período de 2024 e 2025. Esse crescimento consolida um hábito perigoso: o uso indiscriminado de benzodiazepínicos (os “tarjas pretas”). O compartilhamento de comprimidos entre amigos tornou-se tão comum que o país é hoje um dos maiores consumidores globais dessas substâncias.

De acordo com a Dra. Thayla Ferrari, especialista no tema, o uso prolongado desses fármacos não causa apenas dependência, mas um processo de declínio das funções cerebrais. “O risco de usar por anos é a perda da capacidade cognitiva. As funções cerebrais ficam ‘preguiçosas’ e as sinapses mais lentas. É o que chamamos popularmente de emburecimento; o paciente sente na pele a falta de memória”, alerta a médica.

Neste cenário, o Canabidiol (CBD) tem surgido como a principal via de escape. O mercado de produtos à base de cannabis no Brasil já movimenta cerca de R$ 971 milhões (dados de 2025), impulsionado por pacientes que buscam substituir o químico por alternativas naturais que não gerem prejuízos ao sistema nervoso central.

O fim da “Ressaca” e o Protocolo de Desmame Um dos diferenciais apontados pela médica é a ausência da letargia comum aos ansiolíticos. “O paciente que usa o tarja preta muitas vezes acorda com uma ressaca medicamentosa. O CBD entrega o relaxamento e o sono sem essa ressaca e sem aumentar o apetite”, explica Ferrari.

Para quem deseja migrar, a especialista esclarece que o processo é gradual. O protocolo clínico envolve o uso simultâneo de ambos os produtos inicialmente, com a redução progressiva da dose do tarja preta enquanto o CBD estabiliza o organismo. “O objetivo é que o paciente recupere a autonomia cerebral, ficando 100% no canabidiol”, finaliza.

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