Desde o dia 22 de abril, a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil passaram a operar com as novas regras do Minha Casa, Minha Vida, que elevaram o teto de financiamento para R$ 600 mil e o limite de renda familiar para R$ 13 mil mensais, alta de 62,5% em menos de um ano. A mudança recoloca no mercado um contingente expressivo de famílias de classe média que estava à margem do crédito habitacional subsidiado em um cenário de Selic a 14,75% ao ano.
Para Edgard Leite, CEO da Delfi Incorporadora, os efeitos vão além do acesso ao financiamento. “Com a revisão dos tetos de financiamento e das faixas de renda, a classe média agora está claramente no alvo do programa MCMV. Isso é um sinal importante para as incorporadoras porque esse público não busca o imóvel mais barato dentro do teto, busca o melhor imóvel que pode pagar”, afirma.
Diferentemente das faixas de menor renda, o comprador da Faixa 4 chega com padrão de consumo formado: quer metragem adequada, condomínio com infraestrutura completa e localização que entregue qualidade de vida sem o custo das grandes capitais. Com R$ 600 mil em São Paulo capital, ele acessa um imóvel médio em bairros periféricos. O mesmo orçamento em cidades como Caraguatatuba ou no interior paulista abre acesso a empreendimentos de padrão superior, com mais espaço e potencial de valorização consistente.
“O litoral norte de São Paulo, por exemplo, deixou de ser mercado de segunda residência. Há demanda real de moradia permanente, famílias que saíram das capitais e querem qualidade de vida sem abrir mão de um produto bem construído. A ampliação do MCMV atende uma demanda que o mercado já sentia de forma muito clara”, avalia Leite.
É nesse contexto que se insere o Ruy Barbosa Residencial, empreendimento da Delfi lançado em julho de 2025 em Caraguatatuba, no bairro Porto Novo, região que tem se consolidado como novo eixo de desenvolvimento imobiliário da cidade. Com duas torres, 108 apartamentos de uma a três suítes entre 53,5 m² e 94,3 m² e mais de 15 áreas de lazer e serviços, o projeto foi concebido para atender exatamente esse novo perfil de comprador: quem quer morar bem no litoral, com infraestrutura pensada para uso permanente, não sazonal. A obra já está em fase de superestrutura, com unidades em comercialização.
Para as incorporadoras, o recado é direto. “Não basta caber no teto de R$ 600 mil. Lazer completo, área verde, localização planejada, isso não é mais diferencial para esse público, é o mínimo. O crédito subsidiado chegou; o produto tem que estar à altura”, conclui Leite.