Mulheres ambulantes cobram respeito, segurança e o direito de trabalhar com dignidade
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Relato de trabalhadora expõe os desafios enfrentados nas ruas e destaca a atuação de Marcolino na defesa da categoria

A rotina das mulheres que trabalham como ambulantes é marcada por esforço, insegurança e pela busca diária do sustento de suas famílias. Além das dificuldades econômicas, muitas convivem com o medo de perder suas mercadorias durante ações de fiscalização e com a falta de condições adequadas para exercer a atividade.

Dona Valdina, trabalhadora ambulante e liderança da Associação Jaciara, conhece de perto essa realidade. Em seu relato, ela recordou a perda de uma companheira de trabalho em um acidente ocorrido na região central de São Paulo.

“Eu acabava de perder uma companheira no cruzamento da Praça da República com a Rua Sete de Abril. Ela foi correr da fiscalização, um carro a atingiu e ela morreu na hora”, contou.

Segundo Valdina, aquele período também foi marcado pela insegurança em relação ao próprio trabalho. Ela afirma que chorava quando suas mercadorias eram recolhidas durante as fiscalizações.

“Eu sou trabalhadora ambulante e, quando levavam as minhas coisas, eu chorava. Até que um dia conheci, na Praça da República, uma pessoa que defendia os direitos dos trabalhadores e das mulheres”, relembrou.

Foi nesse momento que sua trajetória se cruzou com a do deputado estadual e candidato à reeleição Luiz Claudio Marcolino, do PT. De acordo com a ambulante, ele se aproximou e assumiu o compromisso de apoiar as mulheres que dependem do comércio nas ruas.

“Ele bateu nas minhas costas e falou: ‘Não chore. Vou defender as mulheres trabalhadoras ambulantes’. E assim já são 11 anos”, afirmou Valdina.

A partir desse encontro, ela encontrou forças para ampliar sua atuação e ajudar na criação da Associação Jaciara, entidade voltada à representação e ao acolhimento de trabalhadores ambulantes. Mais de uma década depois, Valdina continua defendendo respeito, organização e melhores condições para a categoria.

Marcolino tem colocado a valorização dos trabalhadores ambulantes entre as pautas de sua atuação. A defesa inclui diálogo com a categoria, respeito durante as fiscalizações, condições seguras de trabalho e construção de alternativas que garantam renda sem retirar a dignidade de quem depende das ruas para sobreviver.

O relato de Valdina também chama a atenção para a situação específica das mulheres ambulantes, que muitas vezes acumulam o trabalho nas ruas com os cuidados da casa e da família. Para elas, ter a mercadoria recolhida pode significar a perda da principal ou única fonte de renda.

Mais do que organizar o espaço público, o debate sobre o comércio ambulante exige escuta, responsabilidade e políticas que considerem a realidade de quem trabalha diariamente. A trajetória de Valdina mostra que acolhimento e representação podem transformar a dor em mobilização e fortalecer a luta coletiva por segurança, respeito e dignidade.

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