Medicamentos da Medicina Tradicional Chinesa: como funcionam, como são prescritos e como são regulados

Medicamentos da Medicina Tradicional Chinesa: como funcionam, como são prescritos e como são regulados

Luiz Asts
3 min de leitura 90
Divulgação

A Medicina Tradicional Chinesa vem ampliando sua presença no Brasil, especialmente em consultórios integrativos, clínicas de acparo, fitoterapia e terapias complementares. Dentro desse cenário, cresce também o interesse pelos chamados medicamentos chineses prontos para uso — fórmulas industrializadas tradicionais que já circulam no país, mas ainda geram dúvidas sobre prescrição, padronização, controle de qualidade e enquadramento sanitário.

 

É justamente esse o foco do livro Guia de Medicamentos Chineses: Pronto para Uso no Brasil, de Paulo Noleto, considerado um dos principais nomes da farmacologia chinesa no país. A obra reúne conhecimento clínico e técnico sobre essas formulações, abordando desde sua origem histórica até os desafios atuais da regulamentação brasileira.

 

Logo no início, o autor esclarece um ponto central: o termo “medicamentos patenteados” é, na verdade, um erro de tradução. Na China, essas fórmulas são corretamente chamadas de medicamentos prontos para uso, produzidos em formatos modernos como cápsulas, xaropes, grânulos, drágeas e ampolas, mantendo receitas clássicas padronizadas pela farmacopeia oficial chinesa.

 

Com linguagem voltada a profissionais da saúde, o guia organiza os principais temas necessários para a prática clínica segura:

  • Conceito e evolução dos medicamentos prontos na tradição chinesa
  • Controle de qualidade, padronização industrial e certificações GMP
  • Formas tradicionais e modernas de apresentação farmacêutica (pílulas, pós, emplastos, cápsulas, xaropes etc.)
  • Como prescrever, combinar fórmulas e ajustar dosagens
  • Os 50 medicamentos prontos mais encontrados no mercado brasileiro
  • Segurança, toxicidade, efeitos adversos e riscos de contaminação

 

Regulação e debate sanitário no Brasil

 

Um dos capítulos mais relevantes discute diretamente a RDC nº 21/2014, norma que passou a regulamentar a fabricação e comercialização de produtos da Medicina Tradicional Chinesa no país.

 

O autor aponta que a ANVISA criou uma categoria própria “Produtos da Medicina Chinesa” sem enquadrá-los como fitoterápicos ou medicamentos convencionais, o que gerou dificuldades para importadores, prescritores e distribuidores.

 

O livro também destaca como a falta de regulamentação profissional específica da farmacologia chinesa no Brasil cria lacunas importantes na cadeia de prescrição e dispensação.

 

Segurança e controle de qualidade como eixo central

 

Outro ponto forte da obra é a ênfase em critérios modernos de segurança farmacológica. O autor dedica um capítulo inteiro a riscos como:

  • metais pesados
  • contaminações microbiológicas
  • adulterações com substâncias químicas
  • necessidade de laudos e rastreabilidade industrial

 

A recomendação é clara: prescrição responsável exige origem confiável, certificação GMP e controle laboratorial rigoroso.

 

Um manual clínico para profissionais da saúde integrativa

 

No prefácio, o pesquisador Francisco Vorcaro define a obra como um manual essencial para quem atua com farmacologia chinesa no Brasil, reunindo tradição, prática clínica e exigências contemporâneas de prescrição segura.

 

Mais do que um catálogo de fórmulas, o livro se propõe a ser uma referência técnica para o uso responsável desses medicamentos no contexto brasileiro, conectando medicina milenar, farmacologia moderna e regulação sanitária.

 

SERVIÇO / IMPRENSA
Título: Posturologia
Autor: Josenei Braga dos Santos
Editora: ÍCONE EDITORA
Site: www.iconeeditora.com.br
WhatsApp: (11) 95594-5813

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