Entre motores e arquibancadas, famílias vivem o Troféu Ayrton Senna ao lado dos pilotos
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Antes de cada largada, há uma corrida que começa longe da pista. No Speed Park, familiares acompanham a movimentação nos boxes, participam da preparação dos karts, observam os treinos e vivem a tensão das classificatórias e das provas do Troféu Ayrton Senna de Kart.

Pais, mães, irmãos e outros parentes fazem parte da paisagem da competição e compartilham com os pilotos momentos de expectativa, comemoração, dificuldade e aprendizado. É uma dinâmica que evidencia como o kartismo consegue aproximar diferentes gerações.

Entre as histórias vividas no evento está a de Elcio Cunha e João. Pai e filho começaram a andar de kart há somente seis meses e já encaram juntos um desafio de grande porte no Troféu Ayrton Senna.

Os dois, entretanto, não estão na mesma categoria. Elcio compete na F4 Super Sênior, enquanto João disputa a Mini 2T. Na primeira experiência em um torneio desse tamanho, ambos estabeleceram uma meta semelhante: terminar as corridas e aproveitar a competição para aprender.

Para Elcio, acompanhar o filho na pista provoca uma mistura de satisfação e ansiedade.

“Ver meu filho correndo é uma sensação muito legal e muito satisfatória para mim. Ao mesmo tempo, eu também tenho que controlar a minha emoção na hora de ir para a pista, principalmente a ansiedade. É a primeira vez que participamos de um torneio desse tamanho”, conta Elcio.

A experiência ganha outro peso na F4 Super Sênior, categoria que reúne competidores com décadas de trajetória e títulos nacionais. Elcio reconhece a diferença de experiência e encara os adversários como referências.

“Na minha categoria tem pilotos com 20, 30 anos de kart, cinco ou seis vezes campeões brasileiros. São professores, na verdade. E eu, como um bom aluno, estou tentando aprender com eles”, afirma.

Do outro lado, João encara uma etapa igualmente importante de sua formação. Pela primeira vez em um campeonato de Mini, ele aproveita cada momento para evoluir.

“É a minha primeira vez correndo em um campeonato de Mini. Estou aprendendo bastante”, resume o jovem, que pretende seguir no automobilismo e tem a Fórmula 1 como sonho para o futuro.

A pista é apenas uma parte da formação

A decisão de João de entrar no kart também trouxe novas responsabilidades para a família. Elcio e a mãe do piloto conversaram com ele sobre o comprometimento necessário para conciliar a modalidade com a rotina.

“Quando ele falou que gostaria de entrar para o kart, eu e a mãe dele sentamos e explicamos que seria necessário ter muita dedicação. O kart exige esforço, disciplina, dormir cedo, se alimentar direito e, às vezes, abrir mão de alguma coisa para poder treinar”, explica.

Para o pai, no entanto, dedicação esportiva não significa deixar de lado a infância.

“Eles ainda são crianças e não podemos pular uma fase da vida. O que eu cobro dele é que seja uma criança dedicada, mas que continue sendo a criança que ele é. Além do esporte, queremos que o kart ensine uma lição de vida.”

Essa visão aparece de diferentes maneiras entre os participantes do Troféu Ayrton Senna. Nos boxes, famílias acompanham tanto os iniciantes quanto os pilotos que já possuem uma trajetória consolidada, dividindo com eles a preparação e as emoções proporcionadas pela competição.

Um circuito que também faz parte da experiência

Enquanto as famílias acompanham os pilotos, o Speed Park se torna o cenário para essa convivência durante os dias do evento. A estrutura do kartódromo também chamou a atenção de Elcio em sua primeira participação em uma competição desse porte.

“A pista é excelente, os fiscais estão muito bem posicionados e toda a estrutura é muito boa. Para mim, o Speed Park tem um padrão internacional. Acho que o Troféu Ayrton Senna não poderia ter escolhido um lugar melhor para homenageá-lo”, afirma.

João, por sua vez, observou especialmente a aderência do circuito e fez uma comparação com uma pista localizada na Itália.

“A pista está muito boa e tem bastante borracha. É tipo Cremona, na Itália. O kart fica muito preso na pista”, comenta.

Assim, entre o ronco dos motores, a movimentação dos boxes e a torcida nas arquibancadas, o Troféu Ayrton Senna reúne não apenas pilotos, mas também as famílias que acompanham cada etapa de suas trajetórias no kartismo.

Sobre o Speed Park

O Speed Park, oficialmente Kartódromo Internacional de Birigui (SP), conta com uma pista de aproximadamente 1,3 quilômetro em um complexo com área superior a 130 mil metros quadrados. O espaço oferece infraestrutura de padrão internacional destinada a competições, treinamentos e eventos corporativos.

O kartódromo já foi palco de campeonatos como o Campeonato Brasileiro de Kart, o Troféu Ayrton Senna de Kart e etapas do Circuito Paulista de Kart. Também realiza iniciativas de turismo esportivo, entre elas o Turismo em Movimento e o Kart Acelera Turismo.

O complexo está situado na Rua Hagime Saita, 4.001, com acesso pelo km 524 da Rodovia Marechal Rondon (SP-300), entre Birigui e Araçatuba. O Speed Park se consolidou como uma das principais referências do automobilismo de base na América Latina.

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