Com atuação contínua no Hospital Universitário Pedro Ernesto (HUPE/UERJ) desde 2008, a enfermeira Renata de Freitas e Silva ocupa um papel central na engrenagem assistencial e acadêmica de uma das mais relevantes unidades de ensino e cuidado do Estado do Rio de Janeiro. Renata é servidora da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) desde 2008, com vínculo como enfermeira em uma permanência que ultrapassa 15 anos e traduz experiência acumulada em um ambiente de alta exigência clínica, institucional e pedagógica.
O HUPE é descrito pela própria UERJ como peça fundamental na estrutura de ensino, pesquisa e atendimento à saúde, combinando assistência especializada com a missão acadêmica de formar profissionais e produzir conhecimento.
Com 560 leitos e 16 salas cirúrgicas, o hospital realiza procedimentos em mais de 60 especialidades e subespecialidades, incluindo intervenções de alta complexidade como cirurgia cardíaca e transplantes.
Outro aspecto que reforça seu papel no sistema público é o modelo de acesso: o HUPE não possui emergência e atende pacientes encaminhados por outras unidades públicas, o que o posiciona como hospital de retaguarda e referência para casos que exigem cuidado especializado e continuidade assistencial.
Nesse contexto, a Enfermagem assume uma função estruturante: é ela quem sustenta a operação diária, organiza fluxos, monitora qualidade e segurança do cuidado, e garante que as rotinas assistenciais estejam alinhadas a protocolos e diretrizes institucionais — especialmente em hospitais universitários, onde a assistência se conecta diretamente com a formação de novos profissionais.
Além de sua trajetória assistencial, Renata reúne formação acadêmica construída dentro do próprio ecossistema UERJ/HUPE, incluindo graduação, internato, residência vinculada ao Hospital Universitário Pedro Ernesto e especializações voltadas a terapia intensiva e gestão, além de mestrado profissional em Telessaúde/Telemedicina na UERJ.
No ambiente de um hospital universitário, esse perfil se traduz em uma atuação que vai além do cuidado direto: envolve suporte à governança do serviço, integração com lideranças e, sobretudo, compromisso com a formação. É nesse ponto que a presença de profissionais experientes — capazes de orientar residentes, organizar equipes e sustentar padrões de qualidade — se torna decisiva para a missão institucional.
No HUPE/UERJ, a atuação de Renata de Freitas e Silva se desenha na interseção entre a assistência direta, a coordenação do trabalho cotidiano e a formação de novos profissionais. Atuando como Supervisora de Enfermagem, ela realiza a conferência das escalas da equipe de Enfermagem, acompanha de perto o desempenho dos enfermeiros e técnicos, e garante juntamente com as chefias dos setores, que a rotina da unidade funcione com fluidez e segurança, alinhada às normas, rotinas e protocolos institucionais. No ambiente universitário, seu papel também passa pela supervisão e avaliação de residentes de Enfermagem, orientando a prática clínica e ajudando a consolidar padrões de cuidado no dia a dia. Além disso, participa de reuniões com chefias e lideranças, executa atividades privativas do enfermeiro conforme a legislação vigente, monitora a qualidade da assistência prestada e contribui para a educação continuada e o desenvolvimento profissional da equipe, apoiando ainda a elaboração de relatórios e registros técnicos que dão sustentação à gestão e à rastreabilidade do trabalho assistencial.
Em um hospital do porte do HUPE com alta rotatividade de casos complexos e uma rotina atravessada pela dinâmica do ensino, esse conjunto de responsabilidades representa, na prática, a sustentação do cuidado seguro e a padronização de processos, ao mesmo tempo em que cria um campo de aprendizagem contínua para residentes e profissionais em desenvolvimento.
Formação e visão de processos: da assistência à gestão
Com seu percurso acadêmico, Renata de Freitas e Silva se conecta diretamente à sua atuação profissional: ao longo de mais de duas décadas, ela acumulou experiência em liderança de equipes multidisciplinares, gestão de operações críticas e suporte a serviços de alta complexidade.
No mestrado profissional em Telessaúde/Telemedicina, consta projeto sobre telessaúde como ferramenta de educação permanente, alinhado a iniciativas como a criação de um curso on-line gratuito da UERJ para capacitação de profissionais de saúde offshore e a coautoria do livro Fronteiras da Saúde em Áreas Remotas: a Telemedicina no Offshore, com apoio da FAPERJ.
Em hospitais universitários, a excelência assistencial depende de estruturas invisíveis ao público: escalas bem desenhadas, fluxos que evitam gargalos, protocolos consistentes, supervisão qualificada e uma cultura de melhoria contínua. A atuação de profissionais como Renata de Freitas e Silva se insere exatamente nesse ponto onde gestão, assistência e formação se encontram.
Ao consolidar mais de 15 anos de trabalho no HUPE/UERJ, em um hospital que é referência no SUS fluminense e na formação de recursos humanos em saúde, Renata integra um grupo de profissionais que, diariamente, sustentam o padrão institucional exigido de uma unidade de alta complexidade e vocação acadêmica.