Dra. Betânia Lima explica a Otomodelação Avançada
Dra. Betânia Lima

Técnica realizada no Instituto OtoPrime associa fios à
fragilização e remodelação estratégica da cartilagem, com planejamento
individualizado de acordo com a anatomia de cada paciente

A busca por procedimentos menos invasivos e capazes de
promover mudanças mais naturais tem impulsionado novas abordagens na área da
estética. No tratamento das orelhas, uma dessas possibilidades é a Otomodelação
Avançada, técnica que busca ir além da simples aproximação das orelhas em
relação à cabeça.

À frente do Instituto OtoPrime, em São Paulo, a biomédica e
enfermeira Dra. Betânia Lima, que atua com foco na harmonização das
orelhas, desenvolveu uma abordagem que associa o uso de fios à fragilização
controlada e à remodelação estratégica da cartilagem.

Segundo a profissional, o planejamento considera
características como anatomia, resistência da cartilagem, formação da
anti-hélice, grau de projeção e possíveis assimetrias.

“Eu percebi que, em muitos casos, não bastava apenas
utilizar o fio para aproximar a orelha. Era necessário entender a força e a
memória daquela cartilagem e trabalhar sua remodelação de forma
individualizada”, explica Dra. Betânia.

Cartilagem é um dos pontos centrais do procedimento

Na Otomodelação convencional, os fios auxiliam na mudança do
posicionamento e do formato das orelhas. Entretanto, segundo a especialista,
determinados pacientes apresentam uma cartilagem mais resistente, o que exige
uma análise específica.

A cartilagem apresenta tendência a manter ou retornar à sua
conformação anterior, característica frequentemente chamada de “memória da
cartilagem”.

Na Otomodelação Avançada, a proposta é trabalhar também essa
estrutura. Antes ou em conjunto com o posicionamento dos fios, são realizadas
manobras para fragilizar de forma controlada determinadas áreas e favorecer a
remodelação planejada.

Dessa forma, os fios não ficam como único recurso
responsável pela alteração do formato.

Nem sempre o objetivo é apenas aproximar as orelhas

A Dra. Betânia explica que um dos equívocos relacionados à
Otomodelação é considerar que todos os pacientes apresentam a mesma necessidade
estética.

As orelhas possuem diferentes características nos terços
superior, médio e inferior. Também podem ocorrer alterações na definição da
anti-hélice, assimetrias e diferenças na resistência da cartilagem.

“Não existe uma orelha igual à outra. Até mesmo no mesmo
paciente, a orelha direita pode apresentar características completamente
diferentes da esquerda. A técnica precisa respeitar essas diferenças”, afirma.

Por isso, no Instituto OtoPrime, o procedimento começa com
uma avaliação da anatomia e das expectativas do paciente.

Essa análise também ajuda a identificar situações em que a
Otomodelação pode não ser a indicação adequada e uma abordagem cirúrgica deve
ser considerada.

Como funciona a Otomodelação Avançada?

O procedimento é realizado em ambiente clínico, sob
anestesia local, sem as incisões características de uma cirurgia convencional.

Depois da avaliação, são definidos os pontos que precisam
ser tratados. A partir desse planejamento, são realizadas manobras específicas
sobre a cartilagem para modificar ou aprimorar determinados contornos da
orelha.

Na sequência, os fios são posicionados estrategicamente para
contribuir com a remodelação e o controle da projeção.

Dependendo das características do paciente, diferentes
regiões podem ser trabalhadas, principalmente os terços superior e médio das
orelhas.

O procedimento costuma durar entre uma hora e uma hora e
meia. A mudança no posicionamento pode ser percebida imediatamente, embora o
resultado passe por um período de edema, cicatrização e acomodação dos tecidos.

Naturalidade depende de planejamento

Para Dra. Betânia, o objetivo não deve ser simplesmente
deixar as orelhas excessivamente próximas da cabeça, mas buscar proporção e
equilíbrio em relação ao rosto.

“Meu objetivo não é criar uma orelha padronizada. É avaliar
o que incomoda aquele paciente, entender o que sua anatomia permite modificar e
buscar um resultado equilibrado e natural”, explica.

Fotografias, análise das estruturas das orelhas e uma
conversa detalhada sobre as expectativas fazem parte dessa etapa.

Segundo a profissional, alinhar previamente o que é possível
alcançar é fundamental para evitar expectativas incompatíveis com a anatomia
apresentada.

Pós-procedimento também influencia a evolução

O acompanhamento após a Otomodelação é outra etapa
considerada importante.

Nas primeiras semanas ocorre o processo de cicatrização e
acomodação da cartilagem. Durante esse período, o paciente recebe orientações
relacionadas à higiene, proteção das orelhas e utilização de faixa, conforme o
protocolo indicado para cada caso.

Consultas de acompanhamento também permitem observar a
cicatrização, a simetria, a acomodação dos tecidos e a evolução do resultado.

“Existe a técnica, existe a anatomia do paciente e existe o
pós-procedimento. Um bom resultado depende do cuidado com todas essas etapas.
Por isso, faço questão de orientar e acompanhar a evolução dos meus pacientes”,
afirma Dra. Betânia.

Técnica considera estrutura e comportamento da cartilagem

Com atuação concentrada na harmonização das orelhas, Dra.
Betânia Lima utiliza a experiência clínica como base para o desenvolvimento dos
protocolos adotados no Instituto OtoPrime.

Na Otomodelação Avançada, fragilização e remodelação da
cartilagem, posicionamento estratégico dos fios e avaliação individualizada são
integrados ao mesmo planejamento.

“Quando entendemos a anatomia e o comportamento da
cartilagem, deixamos de pensar apenas em aproximar a orelha. Passamos a pensar
em remodelá-la. Essa é a essência da Otomodelação Avançada que realizamos no
Instituto OtoPrime”, conclui.

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