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Com os Estados Unidos no centro das atenções durante a Copa do Mundo, um aspecto que ajudou a moldar o país também ganha evidência: a imigração. Se dentro de campo a seleção americana reúne atletas com diferentes origens familiares, fora dele a diversidade também é um dos pilares da maior economia do mundo.

Levantamentos da imprensa americana mostram que quase metade dos jogadores convocados para a seleção dos Estados Unidos possui raízes familiares em outros países. A composição da equipe reflete uma característica histórica da sociedade americana e ajuda a ilustrar a influência da imigração em diferentes áreas, do esporte ao ambiente de negócios.

Os números reforçam esse cenário. Atualmente, cerca de 16% da população dos Estados Unidos nasceu fora do país e aproximadamente 20% da força de trabalho é formada por imigrantes. No empreendedorismo, a participação também é expressiva: quase metade das empresas da Fortune 500 foi fundada por imigrantes ou filhos de imigrantes.

Para o advogado especialista em imigração Dr. Vinicius Bicalho, mestre pela University of Southern California (USC), a presença de profissionais estrangeiros sempre esteve associada ao crescimento econômico americano.

“A história dos Estados Unidos está diretamente ligada à capacidade de atrair talentos, profissionais qualificados, empreendedores e investidores de diferentes partes do mundo. Essa contribuição ajudou a impulsionar a inovação, a competitividade e o crescimento econômico do país ao longo de décadas”, afirma.

Embora o debate migratório frequentemente esteja associado às políticas de fronteira e segurança, especialistas defendem que a imigração legal continua sendo um dos fatores que fortalecem a economia americana, especialmente em setores como tecnologia, inovação, saúde, engenharia e empreendedorismo.

“Quando profissionais, empresários ou investidores chegam aos Estados Unidos por meio de processos legais e estruturados, eles não apenas buscam oportunidades individuais. Eles também geram empregos, estimulam a inovação e contribuem para o desenvolvimento de setores estratégicos da economia”, explica Bicalho.

Mais do que um retrato da diversidade americana, a seleção que disputa a Copa do Mundo simboliza uma característica que ultrapassa o esporte. A imigração faz parte da formação dos Estados Unidos e continua exercendo influência na capacidade do país de atrair talentos, criar empresas e manter sua competitividade em escala global.

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