O Brasil, notadamente a cidade do Rio de Janeiro, já discute o potencial de inovação inerente à cultura em nível internacional. De acordo com Robert Janssen, presidente da Federação da Associação das Empresas Brasileiras de Tecnologia da Informação (Assespro-RJ) e vice-presidente da Aliança Mundial de Inovação, Tecnologia e Serviços (WITSA), que participou recentemente, no Bahrein, do painel de Inteligência Artificial no Meet ICT – BITEX, um dos encontros mais influentes do Oriente Médio sobre tecnologia e transformação digital, e também do Consumer Electronics Show (CES) 2026, maior evento de tecnologia e inovação do mundo, realizado em Las Vegas, nos Estados Unidos, o Rio possui uma identidade cultural única, profundamente enraizada na criatividade e na diversidade, que diretamente influencia na inovação e empreendedorismo do ecossistema econômico.
“O Carnaval é o maior exemplo da expressão da nossa capacidade de combinar arte, tecnologia e colaboração em um espetáculo global. O ambiente de trabalho no Rio se destaca pela sua multidisciplinaridade e sua capacidade de integrar abrangendo diferentes setores – desde tecnologia até a economia criativa”, afirma Janssen.

Segundo o especialista, a cidade tem forte internacionalização e potencial de crescimento devido à sua visibilidade global, que favorece parcerias e atrai investimentos. “Há desafios como a burocracia excessiva, limitação de acesso ao capital e fraca integração com os mercados internacionais. No entanto, o Rio conseguiu transformar a sua diversidade cultural em um ativo competitivo – como evidenciado pelo mundo através do impacto do Carnaval.
“O Brasil tem enorme potencial, mas ainda enfrenta desafios na consolidação da sua competitividade global. Embora países como os Estados Unidos e China tenham sistemas de inovação altamente estruturados, o Brasil se destaca pela sua adaptabilidade, criatividade e resiliência – traços nascidos de nossa rica cultura”, diz Janssen. Segundo ele, o Carnaval demonstra que o Brasil tem capacidade de liderar nos setores de criatividade e engajamento. “A área tecnológica pode aproveitar essa mesma energia para ganhar terreno em inovação. O grande desafio é incorporar esse potencial em políticas públicas e incentivos que apoiam a sustentabilidade e o crescimento das empresas”, define.
O especialista destaca que a inteligência artificial veio para ficar. “Assim como o Carnaval usa tecnologia para melhorar desempenhos e experiências, a IA pode otimizar processos, prever tendências e personalizar soluções em vários setores. Na diversificada economia brasileira de empreendedorismo e inovação, a IA pode ser um diferencial estratégico para as startups, ajudando-as a se posicionarem de forma inovadora e eficiente no mercado internacional. A combinação da cultura brasileira, com DNA específico e o poder da IA, tem potencial para gerar soluções tecnológicas únicas que geram valor e desbloqueiam novos oportunidades no cenário mundial”, crê Janssen.
Recentemente, o especialista teve reconhecimento nacional na Brasil Best Counsel 2025. “Isso reforça uma convicção que carrego há décadas: tecnologia e inovação somente geram impacto real quando respeitam cultura, contexto e pessoas. Muito além de frameworks, processos ou tecnologia, são as diferenças culturais — de tempo, confiança, comunicação e tomada de decisão — que frequentemente determinam o êxito ou o fracasso de iniciativas internacionais. Meu compromisso segue claro: conectar o Brasil ao mundo — e colocar o Rio de Janeiro no centro do mapa global de excelência em tecnologia e inovação”, conclui.
