Como escolher o roteador WiFi ideal para sua empresa

Como escolher o roteador WiFi ideal para sua empresa

Guilherme Vito
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O cenário empresarial moderno é totalmente dependente de uma conectividade robusta e ininterrupta. Se antes um roteador de nível doméstico poderia “quebrar um galho” para um escritório pequeno, hoje, com a explosão do trabalho remoto, videoconferências, serviços em nuvem e o uso crescente de dispositivos IoT (Internet das Coisas) corporativos, a rede sem fio se tornou a espinha dorsal de qualquer operação bem-sucedida.

A escolha do roteador ideal para um ambiente corporativo é um processo que exige uma análise criteriosa das necessidades atuais e futuras do negócio. Não se trata de comprar o modelo mais rápido ou mais caro, mas sim aquele que oferece o equilíbrio perfeito entre desempenho, recursos de gestão e, crucialmente, estabilidade para suportar picos de demanda e uma grande quantidade de usuários simultâneos.

A transição para os padrões mais recentes, como o WiFi 6 (802.11ax), é mandatório para qualquer empresa que queira se manter competitiva, oferecendo maior capacidade, menor latência e eficiência energética aprimorada. Um exemplo dessa modernização pode ser encontrado em equipamentos que já incorporam essas melhorias, como o Roteador ZTE WiFi 6, que oferece um salto significativo na qualidade e densidade da sua rede sem fio.

O que procurar em um roteador WiFi para empresas

Diferente dos equipamentos residenciais, os roteadores empresariais são projetados para lidar com cenários de alta densidade e requisitos de gerenciamento complexos.

Capacidade e cobertura (Mesh e Access Points)

Em ambientes corporativos, a cobertura de um único roteador raramente é suficiente. A solução mais eficaz é a adoção de Access Points (APs) gerenciáveis, que trabalham em conjunto para formar uma única rede coesa. Os APs oferecem a capacidade de estender o sinal de forma uniforme, eliminando zonas mortas e garantindo que os dispositivos se conectem automaticamente ao ponto de acesso com o melhor sinal (roaming).

O conceito de redes Mesh empresariais também se aplica, mas com uma arquitetura mais profissional e controlada.

Priorização de tráfego (QoS)

O recurso de Quality of Service (QoS) é indispensável. Ele permite que o administrador de rede defina prioridades para diferentes tipos de tráfego. Por exemplo, garantir que as chamadas de VoIP ou as videoconferências (que são sensíveis à latência) tenham sempre preferência sobre o download de um arquivo grande ou o uso recreativo da internet.

Para uma empresa, isso significa que as operações críticas nunca serão prejudicadas por atividades de menor importância.

Modelos de roteadores WiFi 6 e WiFi 7 ideais para ambientes corporativos

A escolha do modelo exato dependerá do porte e do orçamento, mas a tendência é clara: focar em dispositivos que suportem as últimas tecnologias e que sejam desenhados para a gestão centralizada.

A tecnologia WiFi 6 (802.11ax) já é o padrão mínimo recomendado. Ela introduziu o OFDMA (Orthogonal Frequency-Division Multiple Access) e o MU-MIMO aprimorado, permitindo que o roteador se comunique eficientemente com vários dispositivos ao mesmo tempo, em vez de sequencialmente. Isso é essencial para escritórios com dezenas de usuários.

O padrão WiFi 7 (802.11be), embora ainda em fase de adoção, oferece um avanço ainda mais notável, com velocidades ultra-rápidas e latência baixíssima, sendo a escolha ideal para empresas que trabalham com realidade virtual/aumentada, edição de vídeo em 8K ou qualquer aplicação que exija a máxima performance de rede.

Marcas como Cisco (linha Meraki), Ubiquiti (linha UniFi) e TP-Link (linha Omada) são referências no segmento corporativo, pois não vendem apenas o roteador, mas sim um ecossistema de gerenciamento de rede completo.

Recursos essenciais de segurança e gerenciamento

Em um ambiente de trabalho, a rede WiFi é um alvo constante de ameaças. As funcionalidades de segurança e o modo como a rede é administrada são, muitas vezes, mais importantes do que a velocidade máxima.

Segurança de nível empresarial

Um roteador para empresas deve suportar, no mínimo, o protocolo de segurança WPA3-Enterprise. Isso oferece uma criptografia mais robusta do que o WPA2 padrão. Além disso, é fundamental a capacidade de criar múltiplas Redes Virtuais (VLANs) e SSIDs (nomes de rede) separados.

Por exemplo, uma VLAN para os funcionários, outra para a rede de visitantes (Guest Network) e uma terceira para os dispositivos IoT internos. Essa segmentação garante que se um dispositivo na rede de visitantes for comprometido, ele não terá acesso aos dados sensíveis da rede principal.

Gerenciamento centralizado (Controladoras/SDN)

A maior diferença entre um roteador doméstico e um empresarial está na forma de gerenciar o sistema. O modelo corporativo utiliza uma controladora (seja um hardware dedicado ou um software baseado em nuvem, conhecido como SDN – Software-Defined Networking). Esta controladora permite que o TI gerencie todos os Access Points e roteadores da empresa, mesmo em filiais diferentes, a partir de uma única interface. 

 

Isso simplifica a configuração de políticas de segurança, atualizações de firmware e monitoramento de desempenho, economizando um tempo inestimável da equipe de tecnologia.

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