Crédito:ToucanStudios/istock

A praticidade e a segurança fornecidas por essa tecnologia têm feito com que ela seja cada vez mais adotada pelos consumidores brasileiros.

Com a tecnologia veio também uma nova forma de interagir com dinheiro e serviços de aplicativos, cuja personificação se deu por meio das carteiras digitais. Segundo dados da Visa, cerca de 70% dos pagamentos já são feitos por aproximação, o que simboliza um reflexo direto dessa mudança cultural e tecnológica.

A revolução dos pagamentos por aproximação no cotidiano

Grande parte dos motivos por trás dessa alta adesão à tecnologia contactless, que permite transações rápidas e seguras por aproximação do dispositivo nas maquininhas, se deve à facilidade que essa modalidade traz para os consumidores.

O crescimento pode ser comprovado em números. Entre 2024 e 2025, a Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (ABECS) registrou um aumento de 31% nos pagamentos pela modalidade de aproximação com carteiras digitais.

Isso comprova uma mudança no hábito dos consumidores e do comércio, já que essa modalidade diminui filas e aumenta a velocidade nas transações, melhorando a experiência de compra. Esse tipo de tecnologia mostra como novas experiências de compra têm sido adotadas pelo mercado.

Como a segurança impulsiona o uso das carteiras digitais

A segurança foi um dos principais pilares para a popularização das carteiras digitais e pagamentos por aproximação. Como essa tecnologia envolve a transição de valores e a possibilidade de fraudes e golpes, ignorar esse fator era praticamente impossível. Por isso, a tecnologia oferece múltiplas camadas de proteção por meio de mecanismos como:

Tokenização: os dados reais do cartão, como número, validade e CVV, são trocados por um código digital único (token), que, caso interceptado, não terá valor, já que não contém informações relevantes.

Criptografia: a comunicação entre o celular ou smartwatch e a maquininha é protegida por códigos intrincados, o que impede a interceptação dos dados por terceiros.

Biometria: para acionar a carteira digital, é preciso usar a impressão digital ou o reconhecimento facial para realizar o pagamento, eliminando a necessidade de senha e adicionando mais uma camada de segurança ao usuário.

Por meio desses mecanismos, o risco de golpes trazidos pelo uso desta tecnologia é significativamente reduzido. É por isso que essa sensação de segurança, aliada à praticidade do pagamento por aproximação, tem ocupado cada vez mais espaço como meio de transações.

O futuro das transações financeiras e a mobilidade urbana

Engana-se quem acha que a adesão às carteiras digitais atingiu seu limite. De acordo com dados da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), somente em 2024, os pagamentos digitais representaram 38% das compras, superando o dinheiro físico.

Essa evolução não se restringe apenas ao comércio; ela também facilita a transação em sistemas de transporte público e aplicativos de mobilidade urbana. Isso porque ter todas as formas de pagamento em um único dispositivo, como um celular Samsung, pode trazer mais facilidade e diminuir filas, proporcionando mais eficiência para o dia a dia do usuário.

A digitalização como força motriz

As carteiras digitais não vieram do nada. Elas são um reflexo de uma sociedade que tem buscado na tecnologia uma forma eficiente de tornar seu dia a dia mais prático e eficiente, sem abrir mão da segurança.

Portanto, por meio desses processos, essa transição tem sido adotada pelos consumidores e alterado radicalmente as estratégias do varejo. O futuro aponta para um mercado em que as transações sejam realizadas de forma cada vez mais interligada com a tecnologia, mantendo esse padrão de eficiência e segurança para todos os usuários.

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