"Canções como Pontes" volta a São Paulo dia 18 com novos filmes de Mário de Almeida (BR) e Guillermo Wood (Montevidéu-UY)
Divulgação/ Guillermo Wood

Os cineastas Mário de Almeida (São Paulo-BR) e Guillermo Wood (Montevidéu-UY) retomam o projeto “Canções como Pontes — Documentários de ir a pé”, com o propósito de semear arte e construir pontes para uma cultura universal. Depois de uma primeira temporada de encontros em 2025, em setembro deste ano eles promovem encontros com olhar para cultura, o cotidiano de seus países e a música pelo Estado de São Paulo. O próximo será na sexta-feira, dia 18 de setembro, às 20h, no Espaço Acalanto, na zona oeste de São Paulo. O ingresso custa R$ 40,00 e as reservas podem ser feitas pelo telefone (11) 980-235-793.

O projeto

Em 2025, os diretores lançaram os documentários “De Cara Antigua” (Wood) e “Geada-1975” (Almeida), obras que evidenciaram as semelhanças entre seus trabalhos: o interesse comum pela poesia presente na cultura e no cotidiano popular do interior de seus países, captada em estradas, casas, conversas e canções. A partir dessas afinidades, os dois passaram a circular juntos por São Paulo, região metropolitana, interior paulista, Porto Alegre e litoral gaúcho, unindo exibição dos filmes, bate-papo e música.

Para a edição de 2026, Wood e Almeida levam ao público dois documentários inéditos no formato do projeto: “El Comandante y El Peregrino” (Wood, 2026) e “Vem com o Tempo” (Almeida, 2021), ambos voltados à relação das pessoas com a fé e o sagrado — cada um a partir de um olhar próprio sobre o tema.

Guillermo Wood acredita que a graça deste encontro é quebrar fronteiras, não só entre Brasil e Uruguai, mas entre música e cinema. “As duas linguagens podem se apresentar juntas, porque os filmes dialogam com as canções do povo e se retroalimentam. É bonito repetir o encontro e sonhar com os próximos: por coincidência, fizemos dois filmes que tratam de um tema comum, a espiritualidade, mas por caminhos distintos de olhar para ela, não a partir de uma religião em particular, mas de forma mais ampla”, afirma Wood.

Mário de Almeida explica que no giro do ano passado perceberam que não era só a proximidade das temáticas que fazia sentido, mas também a experiência de circular juntos, exibindo filme, conversando com as pessoas e tocando música. “Este ano ampliamos o repertório: estamos falando sobre fé, sobre o sagrado, sobre o contato com as nossas crenças, que são diversas. A coincidência aparece de novo, e isso já gerou conversas muito interessantes nas primeiras exibições”, pontua Almeida.

Sinopses

EL COMANDANTE Y EL PEREGRINO (Wood, 2026):

Faltam nove meses para a morte do Papa Francisco. Todos os caminhos levam a Roma. A personagem do filme tem uma missão: encontrar-se com o Papa. O documentário acompanha as últimas 24 horas de sua peregrinação — ligações telefônicas, bispos e cardeais, um plano B, a fé na Providência. Quantas portas serão preciso atravessar para que os dois se encontrem? O importante, diz ele, é ser ousado: receber a bênção, partilhá-la, desaparecer.

VEM COM O TEMPO — tradição e fé da Região Bragantina (Almeida, 2021):

Em suas serras e águas, a Região Bragantina, no interior do estado de São Paulo, guarda muitas riquezas naturais. Este é o cenário do universo mágico vivido por mestres e mestras da tradição popular de herança caipira do lugar. Das paisagens do mundo real até o infinito sobrenatural, a conexão é estabelecida por meio de rituais e formas de expressão culturais e religiosas que atravessam gerações. O filme foi realizado em homenagem à professora Neide Rodrigues Gomes.

Sobre os artistas

Guillermo Wood:

Nascido em Montevidéu em 1985, estuda literatura desde 2002 no ateliê de Hugo Giovanetti e na Faculdade de Letras. Estudou violão com a professora Olga Pierri. Entre 2010 e 2012, participou da Revista Fango. Em 2012, integrou o grupo Buceo Invisible, do qual ainda faz parte. Lançou seis álbuns solo e realizou quatro exposições de fotografia. Em 2023, estreou o filme “Pedales” no 41º Festival Internacional de Cinema do Uruguai. Em 2024, estreou seu segundo filme, “De Cara Antigua”, no 12º Festival Detour.

Mário de Almeida:

Documentarista, diretor, roteirista e produtor de São Paulo. Realiza projetos de documentários de música e cultura popular, exibidos em festivais, canais de TV e plataformas digitais. Em 2018, lançou seu primeiro longa-metragem, “Viola Perpétua”. Entre seus trabalhos recentes, destacam-se “Levi Ramiro — Violeiro e Artesão” e “Mostra Reverbo” (selecionado para o festival IN-Edit Brasil 2023). Em 2025, lançou os documentários “Geada-1975” e “João Arruda — Morada”.

SERVIÇO
Canções como Pontes — Documentários de ir a pé, com Mário de Almeida e Guillermo Wood
Data: 18 de setembro de 2026 (sexta-feira)
Horário: 20h
Local: Espaço Acalanto
Endereço: Rua Acalanto de Bartira, 77 — Butantã, São Paulo (SP)
Ingressos: R$ 40,00
Reservas: (11) 980-235-793

Encontrou algum erro? Entre em contato