Brasileira faz história como primeira mulher a disputar a tradicional Cape to Rio em solitário

Brasileira faz história como primeira mulher a disputar a tradicional Cape to Rio em solitário

Fabrizio Gallas
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Divulgação

Theodora Prado, de 28 anos, entrou para a história da vela brasileira ao ser a primeira mulher brasileira a disputar em solitário a tradicional regata Cape to Rio – Cidade do Cabo, na África do Sul, até o Rio de Janeiro.

Ela largou no último dia 27 de dezembro e está próxima do litoral carioca com previsão de chegada para a final da manhã deste domingo para a regata de mais de 3.500 milhas náuticas que tem conclusão na ilha da Laje e sede no Iate Clube do Rio de Janeiro.

Theodora deixou o mercado financeiro onde tinha emprego para se dedicar à vela, morando em Ubatuba (SP). Ela iniciou seu planejamento para disputar a regata ainda em 2024 e largou no último dia 27 com mais outros barcos sendo dois do Brasil, um da Alemanha, veleiros da Suíça, África do Sul e Noruega.

“O processo foi longo e bem cansativo .Sempre sonhei navegar em solitário, mas levei tempo para construir a autoconfiança necessária para isso. Esse desejo nunca foi imediato. Foi se formando à medida que ganhei experiência, naveguei com outras pessoas e aprendi a confiar nas minhas próprias decisões no mar”, disse Theodora que já havia feito outras cinco travessias no Atlântico, mas sempre com companhia.

Theodora está próxima da capital carioca no seu veleiro de 31 pés, o Suidoos, e destaca os desafios: “Se a gente não cuida os desafios não ficam pontuais e se acumulam. Há o desafio técnico com leitura constante do barco e da meteorologia. Há o desafio físico, administrar energia ao longo de muitos dias. Essa é minha primeira travessia sozinha então o foco sempre foi na segurança, chegar bem no Rio de Janeiro que é minha prioridade”.

A regata data de 1971 e é disputada a cada três anos e está em sua 18ª edição:
“A Cape to Rio vai além da competição. Representa a celebração do hemisfério sul, conectando dois continentes de uma beleza imensa: a África e a América do Sul. Em um esporte centrado na Europa e Estados Unidos, estar aqui também é afirmar o valor , a técnica e a cultura náutica do sul do mundo”.

Pódio definido com barco brasileiro

Os campeões já estão definidos e serão premiados na próxima terça-feira, 27, no Iate Clube do Rio de Janeiro. O Alexforbes, da África do Sul, comandado por Sibusiso Sizatu, foi o campeão no tempo corrigido. O alemão Vineta, que foi o Fita Azul, ou seja, o primeiro a concluir a prova, ficou em segundo (perdeu no tempo corrigido) e o barco gaúcho Esperança, de Márcio Lima, fechou o pódio.

Contando com o Suidoos e o Audaz, o Brasil teve a maior participação na regata com três veleiros.

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