Brasil conquista seis pódios femininos no Olympia 2026 e reforça presença entre potências do fisiculturismo
Foto: Rodrigo Dod | Savaget | Divulgação

O Brasil terminou o Olympia 2026 com oito pódios, sendo seis conquistados por mulheres, e ficou atrás apenas dos Estados Unidos no número de colocações entre os três primeiros. O resultado representa a maior marca brasileira em uma edição do campeonato mundial de fisiculturismo, realizado em Las Vegas. O desempenho das atletas femininas também ganhou destaque no Mr. Olympia Brasil Expo, que reúne competidores, profissionais e fãs da modalidade até domingo (18), no Distrito Anhembi, em São Paulo (SP).

Os dois títulos mundiais brasileiros foram conquistados por Eduarda Bezerra, na Wellness, e Natalia Abraham Coelho, no Women’s Physique. Isabelle Nunes, Zama Benta, Gabriela Queiroz e Levyna Rodrigues Barros completaram os seis pódios femininos.

Nas categorias masculinas, Lucas Garcia terminou como vice-campeão na 212, enquanto Ramon Dino conquistou o terceiro lugar na Classic Physique. Os resultados completaram os oito pódios do Brasil na competição.

A presença feminina também aparece nos números do evento brasileiro. Segundo a organização, aproximadamente 350 mulheres e 400 homens estão inscritos nas disputas de fisiculturismo, números que colocam a participação das atletas perto da metade dos competidores dessa modalidade.

Wellness mantém domínio brasileiro

Uma das principais conquistas do país aconteceu na Wellness, categoria que surgiu no Brasil e passou a integrar o Olympia em 2021. Desde então, o título mundial permaneceu com atletas brasileiras.

Francielle Mattos venceu as três primeiras edições, Isabelle Nunes conquistou o campeonato em 2024 e Eduarda Bezerra assumiu a liderança em 2025, confirmando o bicampeonato em 2026.

Natural de Caruaru (PE), Eduarda considera que seus resultados também ampliam sua responsabilidade como referência para outras mulheres.

“Eu me sinto muito feliz por ter essa representatividade, principalmente entre as mulheres, porque eu também sou dona de casa, além de atleta”, afirma a campeã.

A atleta considera que a visibilidade de sua carreira pode incentivar mulheres que não pretendem competir, mas desejam melhorar sua relação com o exercício físico e a saúde.

Levyna pede mais espaço para atletas

Outra brasileira que se manteve entre as melhores do mundo foi Levyna Rodrigues Barros. Natural de Santa Isabel do Pará (PA), ela terminou em terceiro lugar no Women’s Bodybuilding em 2025 e repetiu o resultado em 2026.

Para Levyna, os resultados confirmam a qualidade das competidoras brasileiras, mas ainda existe espaço para ampliar o apoio e a cobertura de mídia.

“O Brasil tem atletas incríveis, mas acho que ainda precisamos de um pouco mais de apoio para as meninas e também de mais espaço na mídia. Os homens, é claro, são impressionantes e têm grandes resultados, mas as mulheres não ficam atrás. Elas também estão mostrando toda a sua força e conquistando cada vez mais espaço”, afirma.

Eduarda e Levyna participaram do Olympia Talks na sexta-feira (16), conversando com visitantes do Mr. Olympia Brasil Expo sobre suas trajetórias esportivas.

O evento também reúne atletas amadores que disputam 24 Pro Cards, cartões que permitem o ingresso no circuito profissional de fisiculturismo. As competições são organizadas pela Musclecontest, enquanto a Savaget Group responde pela feira, pelas demais modalidades esportivas e pelo Olympia Talks.

A programação continua até domingo (18), no Distrito Anhembi, em São Paulo (SP), com expectativa de mais de 25 mil visitantes durante os três dias.

Sobre a Savaget Group

A Savaget Group, idealizada por Ana Paula Leal Graziano, organiza a feira do Mr. Olympia Brasil Expo e atua na realização de eventos dos setores fitness, esportivo e de bem-estar.

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