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A busca por procedimentos estéticos continua crescendo no Brasil. Homens e mulheres têm investido cada vez mais em tratamentos voltados para a melhora da autoestima, do bem-estar e da qualidade de vida. No entanto, junto com esse movimento, especialistas alertam para um fator que deve estar acima de qualquer tendência: a escolha de um profissional qualificado, ético e comprometido com a segurança do paciente.

Ao mesmo tempo em que cresce a procura por procedimentos estéticos, também se fortalece uma nova tendência: a valorização da naturalidade. Cada vez mais pessoas desejam melhorar aspectos que as incomodam, mas sem perder suas características individuais ou recorrer a exageros.

Para a biomédica esteta e especialista em citopatologia ginecológica e harmonização íntima masculina, Dra. Michelli Pacheco, a estética moderna deve estar baseada no equilíbrio e no respeito à anatomia de cada paciente.

“Hoje existe uma busca muito maior por resultados naturais. As pessoas querem se sentir mais bonitas, mais confiantes e mais saudáveis, mas sem transformar completamente a própria imagem. O objetivo da estética não deve ser criar excessos, mas realçar a beleza individual de forma harmoniosa”, explica.

Segundo a especialista, um dos maiores diferenciais de um bom profissional não está apenas na técnica, mas também na capacidade de dizer “não” quando necessário.

“Nem sempre o desejo do paciente corresponde ao que é seguro ou esteticamente adequado. Existem situações em que a pessoa pede mais preenchimento, mais retoques ou mais procedimentos, mas o profissional precisa avaliar se aquilo realmente fará bem para a saúde e para o resultado final. Ética também é saber estabelecer limites”, destaca.

A Dra. Michelli explica que muitos dos casos de deformidades e insatisfações observados atualmente são consequência da realização excessiva de procedimentos ou da falta de critérios técnicos durante a avaliação.

“O profissional ético não trabalha para vender mais produtos. Ele trabalha para entregar o melhor resultado possível dentro dos limites da segurança e da harmonia facial ou corporal. Quando percebemos que determinado procedimento pode comprometer a naturalidade ou aumentar riscos, nossa obrigação é orientar o paciente e, se necessário, não realizar o procedimento”, afirma.

Além da formação adequada, a especialista recomenda que os pacientes pesquisem o histórico do profissional, verifiquem especializações, observem resultados reais e desconfiem de promessas milagrosas ou de transformações radicais.

“A segurança do paciente deve estar sempre em primeiro lugar. E junto com a segurança vem a ética profissional. A estética tem o poder de transformar vidas e elevar a autoestima, mas isso só acontece quando é conduzida com responsabilidade, conhecimento científico e respeito à individualidade de cada pessoa”, reforça.

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