A abertura do Brasileiro de Oceano 2026 colocou as equipes diante de condições desafiadoras na tradicional travessia entre Santos e Rio de Janeiro. Para o Onda Phytoervas, a 76ª Regata Santos-Rio, iniciada na quinta-feira (22), foi também uma oportunidade de testar estratégias, preservar o equipamento e avançar na adaptação ao novo barco antes da próxima competição, o Circuito Rio, marcado para 30 de outubro a 2 de novembro.
O veleiro concluiu a prova às 11h45min26s deste sábado (24), na região da Ilha Rasa, no Rio de Janeiro, e ficou em terceiro lugar na ordem de chegada. Integrante do projeto Phytoervas 4Z e copatrocinado pela Galápagos Capital, o barco terminou pouco mais de cinco minutos depois do Bravo Soto40, segundo colocado. O Crioula 52 cruzou a linha de chegada primeiro e conquistou a Fita Azul.
A sequência de chegada não corresponde necessariamente à classificação final das classes, uma vez que os resultados dependem dos tempos corrigidos pelas regras de rating.
Desde o início da disputa, na saída da Baía de Santos, o vento forte exigiu atenção redobrada dos velejadores. As rajadas alcançaram 35 nós, enquanto as condições do mar aumentaram a exigência física e técnica da travessia. Contravento e calmaria na reta final também fizeram parte do percurso.
Diante desse cenário, a equipe optou por passar pelo Canal de São Sebastião, entre Ilhabela e o continente. A estratégia buscou proteger o material e proporcionar descanso à tripulação antes da continuidade da navegação rumo ao Rio de Janeiro.
Marcelo Bellotti ressaltou que a tomada de decisões e a capacidade de administrar o esforço foram determinantes durante a regata.
“Foi uma regata dura, com vento forte desde a largada e decisões difíceis. Escolhemos passar por dentro do canal de Ilhabela para preservar o equipamento e permitir que a tripulação descansasse um pouco, considerando o mar que sabíamos que encontraríamos lá fora. Fizemos uma passagem muito boa pelo canal e velejamos bem. Foi uma disputa de resistência e paciência, e estamos muito satisfeitos por ter completado”, afirmou Marcelo Bellotti.
A Santos-Rio foi a primeira participação do Onda Phytoervas na competição sob a estrutura do projeto. O barco ainda está em fase de adaptação pela equipe, que já conta com a experiência do Phytoervas 4Z, vencedor da Santos-Rio e do Circuito Rio em 2025.
A preparação agora se concentra na próxima etapa do Brasileiro de Oceano. Entre 30 de outubro e 2 de novembro, o Circuito Rio será o novo compromisso do time, que terá um intervalo para recuperar as energias e preparar o veleiro.
A expectativa para a sequência do calendário é positiva, segundo Bellotti, que também apontou as variações climáticas como um dos fatores que tornam a travessia especialmente exigente.
“A Santos-Rio exige muito. O clima no nosso litoral muda bastante, e viver essas mudanças no mar torna tudo mais desafiador. Saímos dessa experiência com uma expectativa alta para o Circuito Rio. Temos um equipamento muito bom, ainda estamos nos acostumando ao barco novo e seguimos confiantes para as próximas regatas”, disse Bellotti.
A organização do Brasileiro de Oceano 2026 está a cargo da Associação Brasileira de Veleiros de Oceano (ABVO), em conjunto com o Iate Clube de Santos e o Iate Clube do Rio de Janeiro. O campeonato inclui a Santos-Rio e as regatas do Circuito Rio. A travessia tem peso 1 na pontuação e não pode ser descartada.
Resultados: Sail Race
O maior projeto da vela brasileira
O Phytoervas é um dos projetos de atuação mais duradoura e consistente da vela brasileira. A iniciativa mantém nove barcos em três classes — Star, Snipe e ORC — e reúne velejadores presentes em disputas olímpicas, sul-americanas e de oceano.
A temporada de 2025 foi marcada pelo vice-campeonato geral na Semana Internacional de Vela de Ilhabela e pelo tricampeonato no Soto40. A equipe também venceu a Regata Santos-Rio e o Circuito Rio, além de acumular conquistas individuais em campeonatos brasileiros e sul-americanos das classes Star e Snipe.
Sobre a Phytoervas
Criada em 1986 para oferecer beleza natural aos cabelos, a Phytoervas desenvolve produtos com base no conceito de Cosmética Integral, priorizando a extração responsável de ativos naturais em sua forma mais pura e a preservação ambiental.
A empresa foi pioneira na criação do shampoo sem sal e segue investindo em inovação. Atualmente, é totalmente vegana e cruelty-free, com produtos sem parabenos, sulfatos e corantes. Além da linha capilar, comercializa itens para o corpo e para a casa pelo site www.phytoervas.com.br.
Sobre a Galapagos Capital
Fundada em 2019 por executivos seniores com ampla experiência de mercado, a Galapagos Capital atua globalmente no segmento de investimentos, com soluções financeiras interconectadas para pessoas, famílias e negócios.
A companhia reúne mais de 400 profissionais em onze escritórios brasileiros e também possui unidades em Miami, Genebra e Abu Dhabi. Sua base supera 50 mil investidores, com cerca de R$ 40 bilhões sob gestão.
Sobre a Raff Infra
A RAFF Infra é uma companhia brasileira especializada em infraestrutura, energia limpa e soluções sustentáveis. Por meio de investimentos estratégicos, desenvolve e opera ativos voltados à diversificação da matriz energética e ao crescimento socioeconômico nacional.