Crédito:Rattankun Thongbun/iStock

Entenda como cada grupo atua no organismo, suas indicações clínicas e os cuidados necessários para um uso mais seguro

Dor de cabeça, inflamações nos músculos e cólicas menstruais: o uso de anti-inflamatório nesses casos é bastante comum. Sendo parte da rotina, o medicamento serve tanto como um alívio no dia a dia quanto no tratamento de quadros clínicos mais complexos.

No entanto, nem todos eles agem da mesma forma. Entre as principais categorias, estão os anti-inflamatórios esteroides (corticoides) e os não esteroides (AINEs). São dois grupos com mecanismos de ação específicos usados em diferentes situações clínicas.

Apesar do nome parecido, eles têm mais diferenças do que semelhanças. O principal ponto semelhante está no modo como estes fármacos funcionam, bloqueando a geração de agentes inflamatórios do organismo, chamados eicosanoides.

Alguns efeitos colaterais, inclusive, podem ser semelhantes. No restante, as substâncias e o modo de agir são totalmente diferentes.

Entenda os anti-inflamatórios esteroides

Os anti-inflamatórios esteroides atuam reduzindo os efeitos dos hormônios naturalmente produzidos pelo sistema biológico.

Quando há uma inflamação, o remédio exerce efeito logo no início do processo. Eles bloqueiam uma enzima chamada fosfolipase A₂, impedindo a liberação da substância que dá origem aos mediadores da condição.

Adicionalmente, eles também reduzem a síntese de outros elementos que estimulam a reação do corpo, como citocinas e interleucinas, e dificultam a ação de enzimas e células envolvidas. O resultado é a interrupção da evolução da inflamação.

Os profissionais indicam esse tipo de tratamento para doenças graves, autoimunes ou crônicas. As principais indicações incluem:

  • artrite reumatoide;

  • asma;

  • rinite severa;

  • lúpus;

  • psoríase;

  • pós-operatórios.

De alta potência, esses fármacos exigem cautela, especialmente por conta de reações adversas, que podem envolver complicações sistêmicas, osteoporose, aumento de peso, retenção hídrica e supressão do sistema imunológico.

Entendendo a atuação dos anti-inflamatórios não esteroides

Os AINEs são compostos que operam na inibição da enzima ciclo-oxigenase. O resultado que se vê é a diminuição da produção de compostos derivados do ácido araquidônico, como as prostaglandinas e os tromboxanos.

Na prática, isso permite reduzir a inflamação, somando a diminuição de sensação de dor e febre, já que esses mediadores também atuam no controle da temperatura corporal e na ativação dos receptores de dor.

Por serem considerados igualmente eficientes e com menos efeitos colaterais, os médicos receitam esse tipo de medicamento, como o Tormiv SL, por exemplo, para o alívio de sintomas ou mesmo controle de doenças crônicas. As principais condições a serem tratadas são:

  • cólica menstrual;

  • dor muscular;

  • dor de cabeça;

  • dor de dente;

  • estomatite;

  • contusões.

Vale destacar que, ao sentir qualquer sintoma que possa estar ligado ao uso de anti-inflamatórios, é preciso fazer uma consulta com um médico especialista para iniciar um protocolo de tratamento adequado. A automedicação é prejudicial, principalmente quando feita em longo prazo.

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