Juros elevados e perda de renda pressionam famílias e empresas, aumentando risco de perda de patrimônio
O avanço da inadimplência no Brasil tem provocado efeitos diretos no mercado imobiliário, refletidos no aumento do número de imóveis levados a leilão. De acordo com dados da Associação Brasileira dos Arrematantes de Imóveis (Abraim), esse tipo de operação cresceu 25% em 2025, evidenciando a dificuldade de famílias e empresas em manter compromissos financeiros de longo prazo, especialmente em um cenário de juros elevados e maior pressão sobre o orçamento.
Segundo Alberto Friggi, especialista em crédito estruturado e sócio-fundador da Friggi & Secco, esse movimento está diretamente ligado ao aumento da inadimplência e a uma combinação de fatores econômicos. “O que temos hoje é um cenário de juros elevados, redução da renda real das famílias e margens mais pressionadas nas empresas. Isso faz com que muitos financiamentos imobiliários se tornem insustentáveis ao longo do tempo. O leilão é, na prática, a etapa final de um processo de inadimplência prolongada”, explica.
O especialista esclarece ainda que o impacto dos juros altos vai além do encarecimento das parcelas. Ele afeta toda a dinâmica financeira de quem depende de crédito. “Os financiamentos ficam mais caros, as linhas de crédito para reorganização também encarecem e as famílias e empresas passam a ter menos margem para absorver imprevistos. Isso gera um efeito cascata que começa no fluxo de caixa, evolui para atraso, inadimplência e, muitas vezes, termina no leilão do imóvel”, afirma o especialista.
Além do cenário macroeconômico, decisões financeiras equivocadas também contribuem para esse desfecho. Entre os erros mais comuns, Friggi destaca a contratação de financiamentos no limite da capacidade de pagamento, a falta de planejamento de longo prazo e o uso inadequado do crédito. “Muitas vezes, o problema não é apenas a inadimplência, mas a demora em agir. A falta de uma estratégia para reorganizar a dívida faz com que a situação se agrave até um ponto difícil de reverter”, pontua.
Apesar do cenário desafiador, há alternativas que podem evitar a perda do imóvel antes que a situação chegue ao leilão. Entre elas estão a renegociação direta com instituições financeiras, a portabilidade de crédito, o alongamento de prazos e o uso de garantias imobiliárias, como o home equity. “Também é possível optar por uma venda planejada do imóvel, evitando perdas maiores. O mais importante é agir com antecedência. Existem soluções viáveis quando o problema ainda está no início”, ressalta Friggi.
O aumento dos leilões também tem chamado a atenção de investidores, que enxergam nesse mercado oportunidades de aquisição com desconto. No entanto, o especialista alerta que esse tipo de operação exige cautela e conhecimento técnico. “É fundamental fazer uma análise jurídica detalhada, entender a situação do imóvel, calcular todos os custos envolvidos e ter disciplina financeira. O erro mais comum é olhar apenas o desconto e ignorar os riscos. Quando bem analisado, pode ser uma boa oportunidade; quando não, pode se tornar um passivo relevante”, conclui.
O cenário reforça a importância de uma gestão financeira mais estratégica, tanto para famílias quanto para empresas, especialmente em períodos de instabilidade econômica. Mais do que uma consequência do endividamento, o crescimento dos leilões de imóveis expõe a necessidade de planejamento, acesso a crédito adequado e tomada de decisão antecipada para preservar patrimônio e evitar perdas mais severas.
FRIGGI & SECCO
Há mais de duas décadas, o Grupo Friggi & Secco se destaca como uma das principais revendas de crédito do Brasil, sediada em São José dos Campos. Com parcerias em mais de 20 instituições financeiras e um portfólio que ultrapassa 100 linhas de crédito, o grupo oferece soluções financeiras personalizadas, como consórcio, financiamento imobiliário, financiamento de obras, home equity e outras soluções sob medida, sempre fundamentadas em credibilidade, transparência e excelência no atendimento.
Como primeiro correspondente bancário da fintech Cashme no Vale do Paraíba, a Friggi & Secco amplia as possibilidades de acesso ao crédito na região, disponibilizando condições competitivas em relação aos bancos tradicionais e reafirmando seu compromisso com a inovação, solidez e realização de sonhos. Para mais informações acesse o Instagram: @friggiesecco ou entre em contato pelo WhatsApp: (12) 98879-1979.