Em um mercado cada vez mais orientado pela experiência do usuário e pela eficiência tecnológica, cresce no Brasil a valorização de profissionais capazes de unir estética, funcionalidade e engenharia em um único processo. Nesse cenário, o papel do Design Engineer, ou do Front end Developer focado em Design, vem se consolidando como uma das funções mais estratégicas da economia digital. Um dos nomes que se destacam nessa interseção é o de Edgard Kozlowski Fernandes, profissional com mais de 12 anos de experiência no mercado brasileiro e internacional.
Edgard construiu uma trajetória marcada pela atuação em grandes empresas globais como Google, Samsung, PayPal, Pfizer, Autodesk, Itaú e FreshDirect. Atualmente, ele ocupa o cargo de Digital Product Design Manager na Work & Co, empresa que integra a Accenture Song, onde lidera projetos digitais complexos com foco em produtos escaláveis e experiências consistentes.
Diferente do modelo tradicional, no qual designers criam layouts que depois são interpretados por desenvolvedores, Edgard atua exatamente no ponto de encontro entre o design de interface e a engenharia de software. Para ele, compreender código é parte essencial do processo criativo. “O design não termina no layout. Quando eu levo os princípios de espaçamento, tipografia, cor e usabilidade diretamente para o código, consigo garantir que a experiência pensada seja a experiência entregue”, afirma.
Essa abordagem permite que o profissional vá além das ferramentas tradicionais de prototipação. Em vez de se limitar a softwares como Figma ou Protopie, Edgard cria protótipos funcionais utilizando código real, com bibliotecas e frameworks modernos, capazes de simular animações, microinterações e comportamentos da interface com alto grau de fidelidade. “Prototipar com código reduz incertezas e acelera decisões. É ali que testamos, erramos rápido e ajustamos antes de escalar”, explica.
Outro diferencial desse perfil híbrido é a atuação como ponte entre times de design e engenharia. Ao compreender as limitações técnicas e as necessidades do produto final, Edgard contribui diretamente para a criação e manutenção de sistemas de componentes robustos. “Quando designers e engenheiros falam a mesma língua, o produto ganha em consistência, performance e qualidade visual”, destaca.
O impacto dessa integração é sentido diretamente no ambiente de produção. O código desenvolvido não é apenas experimental, ele segue padrões de qualidade, performance e escalabilidade, indo direto para o produto final. “Escrever código pensando na experiência do usuário é tão importante quanto pensar na arquitetura do sistema”, pontua.
Com o avanço da inteligência artificial e de práticas como o vibe coding, o domínio de código se torna ainda mais estratégico. Para Edgard, programar não é apenas executar, mas orientar a tecnologia. “A IA acelera a criação, mas entender código garante critério, qualidade e controle sobre a experiência final”, afirma. Nesse contexto, o profissional híbrido assume um papel mais decisório, evitando soluções genéricas e elevando o nível do produto.
Ao unir domínio técnico, sensibilidade estética e visão estratégica, Edgard Kozlowski representa uma nova geração de profissionais que não apenas desenham interfaces, mas constroem experiências digitais completas, do conceito ao código final.