Foto: Divulção

Levantamento da Navecon, empresa de inteligência tributária que atende mais de 1.350 empresas no país, mostra que três em cada quatro negócios do regime regular ainda não concluíram a revisão dos sistemas e cadastros exigidos pelo novo modelo. Regra que começou a valer nesta segunda-feira (3) pode impedir a autorização das notas fiscais e interromper o faturamento.

Agosto, 2026. Cerca de 75% das empresas do regime regular analisadas pela Navecon, empresa de inteligência tributária que atende mais de 1.350 negócios no país, ainda não concluíram a adaptação para o preenchimento dos campos do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) nos documentos fiscais eletrônicos. A nova exigência começou a valer nesta segunda-feira (3). O levantamento considerou a atualização do ERP, a revisão dos cadastros fiscais e a realização de emissões de teste com os novos tributos.

Os documentos passam a apresentar a alíquota-teste de 1%, dividida em 0,1% de IBS e 0,9% de CBS. Embora não haja cobrança efetiva em 2026 para quem cumprir as obrigações acessórias, erros ou ausência das informações podem provocar a rejeição da nota pelo sistema autorizador. Sobre eventuais penalidades por desconformidade dos documentos fiscais, o Fisco tem dito reiteradamente que 2026 será um ano de “aprendizado” e que multas e penalidades pela falta de preenchimento dos campos não serão cobradas. A CBS começa a ser cobrada em 2027, enquanto a substituição gradual do ICMS e do ISS pelo IBS ocorre a partir de 2029.

Para Fábio Edelberg, CEO da Navecon, o risco não está apenas na inclusão de um novo campo. “A emissão depende da integração entre o sistema, o cadastro do produto, a classificação fiscal, os dados do cliente e as características da operação. Atualizar o programa sem revisar essa base não significa que a empresa esteja preparada. Se a nota for rejeitada, a venda não é concluída, a mercadoria pode ficar parada e o faturamento é interrompido”, afirma.

Indústria, comércio, atacado, distribuição, logística e e-commerce estão entre os setores mais expostos devido ao alto volume de documentos e à variedade de produtos e operações. Segundo a Navecon, a adequação deve incluir cinco pontos: atualização do ERP, revisão da classificação dos itens, conferência dos dados de clientes e fornecedores, análise dos contratos e realização de testes em situações como vendas, devoluções, cancelamentos e transferências entre filiais.

Sobre a Navecon

Fundada em 2013, a Navecon é uma empresa focada em gestão e inteligência contábil, financeira, patrimonial e tributária, com sede no estado de Santa Catarina, e atuação em todo o território nacional. A companhia atende atualmente mais de 1.350 empresas com presença relevante em segmentos como indústria, comércio, e-commerce, logística e distribuição. Ao longo de sua trajetória, consolidou-se como uma parceira estratégica para empresas que buscam maior eficiência na gestão de seus recursos e maior segurança nas decisões empresariais.

Mais informações: navecon.net.br.

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