5 superalimentos para acrescentar na dieta
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Os chamados superalimentos, ou superfoods, movimentam um mercado bilionário em expansão. Em 2026, esse setor deve alcançar US$ 217,34 bilhões globalmente, segundo estimativa da Fortune Business Insights. O valor representa um avanço em relação aos US$ 202,1 bilhões registrados em 2025 e pode chegar a US$ 396,02 bilhões até 2034, com crescimento médio anual (CAGR) de 7,79%.

A instituição descreve os superalimentos como grupos ricos em nutrientes, como antioxidantes, vitaminas, minerais e flavonoides, que podem ser classificados entre vegetais, grãos e sementes, frutas, ervas e raízes.

Sua inclusão na alimentação tem sido associada a diferentes benefícios à saúde, como maior disposição e clareza mental, além de possíveis efeitos positivos sobre a saúde cardiovascular.

1. Abacate concentra fibras e gorduras monoinsaturadas

O abacate é uma fruta que reúne fibras, vitaminas, minerais e gorduras saudáveis. Seu perfil nutricional tem despertado o interesse de pesquisadores, principalmente no que se refere aos possíveis benefícios para o sistema cardiovascular, como o controle do colesterol e da pressão arterial.

“Ele pode fazer parte de uma alimentação saudável, especialmente por apresentar uma composição interessante de gorduras predominantemente monoinsaturadas, além de fibras e micronutrientes. O que importa é a quantidade consumida e o contexto da alimentação, com cuidado à maior densidade calórica da fruta”, explica o nutricionista Nicholas Colares, especialista em nutrição esportiva.

2. Psyllium chama atenção pelas fibras

Outro alimento que tem chamado atenção é o psyllium, uma fibra solúvel obtida principalmente da casca das sementes de Plantago ovata. O Conselho Federal de Farmácia (CFF) explica que, em contato com a água, ela aumenta de volume e forma uma espécie de gel no trato digestivo, prolongando a sensação de saciedade e contribuindo para o bom funcionamento do intestino.

Porém, o consumo da fibra exige atenção à hidratação. Dados divulgados pela farmácia de manipulação Medicinal indicam que o psyllium deve ser ingerido com volume adequado de água para favorecer sua expansão no trato digestivo. Caso contrário, pode provocar desconfortos gastrointestinais.

3. Maca peruana é estudada por efeitos sobre função sexual

Originária da região dos Andes, a maca peruana (Lepidium meyenii) é uma raiz tradicionalmente consumida na América do Sul e que, nos últimos anos, passou a compor suplementos, pós e outras preparações alimentares.

Segundo estudo da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Universidade de São Paulo (USP), o alimento contém aminoácidos essenciais, minerais e compostos bioativos. Entre os possíveis benefícios estão a redução de ondas de calor em mulheres na menopausa, além da melhora de sintomas como ansiedade e irritabilidade. Ensaios clínicos também identificaram alterações positivas na motilidade e na contagem de espermatozoides, além do aumento do desejo sexual.

“Existem diversos estudos que investigam possíveis efeitos do uso da maca peruana, como aumento da libido, melhora da função sexual e maior disposição. Contudo, as evidências ainda são heterogêneas, e isso não significa que o consumo vá produzir os mesmos efeitos em todas as pessoas. Por isso, principalmente no caso da suplementação, a orientação de um profissional deve ser considerada”, explica Colares.

4. Beterraba fornece nitrato e desperta interesse na nutrição esportiva

A beterraba reúne fibras, vitaminas, minerais e compostos que ajudam a explicar seu interesse nutricional. Entre eles está o nitrato, substância relacionada à melhora da oxigenação durante o exercício físico.

“Por isso, o consumo de beterraba ou de produtos ricos em nitrato vem sendo estudado como estratégia para melhorar alguns aspectos do desempenho, especialmente em exercícios de endurance. Entretanto, os resultados não são iguais para todas as pessoas e modalidades”, afirma o nutricionista.

Mas os possíveis benefícios da beterraba não se restringem à prática esportiva. Segundo a Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina (SPDM), o alimento também contém vitamina B9 e betaína, composto que auxilia na diminuição de processos inflamatórios e na proteção das células.

5. Peixes ricos em gordura são fontes de EPA e DHA

Salmão, sardinha, atum e cavala estão entre os peixes conhecidos por fornecer ácido eicosapentaenoico (EPA) e ácido docosa-hexaenoico (DHA), dois ácidos graxos da família do ômega-3. De acordo com Colares, esses nutrientes participam de diferentes funções no organismo e são associados principalmente à saúde cardiovascular, podendo ser obtidos diretamente pela alimentação.

Para Colares, aumentar a presença de peixes na alimentação já pode contribuir para elevar a ingestão desses nutrientes. Mas, nos casos em que as necessidades não são alcançadas pela dieta, a suplementação de ômega-3 pode ser considerada, desde que tenha indicação e dose individualizadas.

Cuidado com os superalimentos

Apesar dos possíveis benefícios no dia a dia, os superalimentos não devem ser tratados como sinônimo de alimentos milagrosos. Segundo o nutricionista, os superfoods se destacam pela composição nutricional ou pela presença de determinados compostos bioativos, mas nenhum deles, isoladamente, é capaz de compensar uma alimentação desequilibrada ou promover grandes mudanças na saúde.

“O benefício está principalmente na inclusão desses alimentos dentro de uma alimentação variada e adequada às necessidades de cada pessoa. Porém, mais importante do que procurar um ‘superalimento’ é construir uma ‘superalimentação’, ou seja, uma rotina alimentar variada, equilibrada e adequada às necessidades individuais”, conclui o especialista.

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