21 de março: Síndrome de Down não é doença, é uma condição genética, e o estímulo faz toda a diferença no desenvolvimento

21 de março: Síndrome de Down não é doença, é uma condição genética, e o estímulo faz toda a diferença no desenvolvimento

Déborah Ferreira Goi
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Especialista destaca que, com estímulos adequados e acompanhamento de saúde, crianças com a condição podem se desenvolver e se tornar adultos com vida social e profissional ativa

Celebrado em 21 de março, o Dia Internacional da Síndrome de Down reforça a importância da informação para combater mitos e ampliar a inclusão. A Trissomia do 21 (T21), conhecida como Síndrome de Down, não é uma doença, mas uma condição genética que, com acompanhamento adequado e estímulos ao longo da vida, permite que crianças se desenvolvam e conquistem autonomia.

Nas últimas décadas, o cuidado com pessoas com T21 evoluiu de forma significativa. O que antes era cercado por estigmas e limitações passou a ser compreendido a partir do potencial de desenvolvimento de cada indivíduo. De acordo com diretrizes da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), o acompanhamento médico deve ir além do diagnóstico, buscando garantir que cada pessoa tenha condições de desenvolver suas capacidades e ter uma vida plena, integrada e independente.

Para o médico pediatra Antonio Carlos Turner, coordenador técnico da rede de clínicas Total Kids, compreender a síndrome como uma condição genética — e não como uma doença — é um passo essencial para combater preconceitos e ampliar as oportunidades de desenvolvimento.

“É um mito achar que pessoas com T21 serão eternas crianças. O fato é que, com estímulo adequado e acompanhamento de saúde, tornam-se adultos com desejos, capacidades profissionais e vida social ativa. É fato que existem diferentes ‘graus’ de Síndrome de Down, mas a variação no desenvolvimento não depende de um grau da síndrome, e sim do acesso a terapias, educação inclusiva e, acima de tudo, do ambiente familiar e social”, explica o especialista.

Segundo as diretrizes da Sociedade Brasileira de Pediatria, o acompanhamento pediátrico deve ser preventivo e proativo. Algumas condições de saúde são mais frequentes em pessoas com T21, como alterações cardíacas, tireoidianas e auditivas. Nesse contexto, o papel do pediatra é coordenar esse cuidado para garantir que a saúde física seja a base para o desenvolvimento cognitivo e emocional.

“A T21 é apenas uma característica do indivíduo, não a sua definição total. Como pediatras, nosso compromisso é oferecer um acolhimento gentil e técnico, combatendo o preconceito com ciência e empatia. Queremos que cada família saiba que o diagnóstico não é um teto para o que a criança pode ser, mas o ponto de partida para uma jornada repleta de conquistas”, afirma Turner.

A importância da rede de apoio

Para especialistas, o desenvolvimento pleno de crianças com Síndrome de Down também depende de uma rede de apoio sólida, que envolve família, escola e sociedade. A inclusão começa dentro de casa e se estende aos ambientes de convivência, contribuindo para a construção da autonomia ao longo da vida.

Entre os aspectos fundamentais para esse processo estão a socialização em ambientes inclusivos, o acesso à educação que respeite o tempo de aprendizado e o planejamento de um futuro com participação ativa na sociedade, incluindo a inserção no mercado de trabalho.

Nesse cenário, a informação e o combate aos estigmas são ferramentas importantes para garantir que pessoas com T21 sejam reconhecidas por suas capacidades, e não limitadas por preconceitos.

Fonte:
Antonio Carlos Turner
Médico pediatra e coordenador da rede de clínicas Total Kids
CRM 52-46851-4 | RQE 49635

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