Serviços baianos têm leve recuo, tanto de outubro para novembro (-0,3%), quanto frente a novembro/20 (-0,3%)

Ana Silva
Ana Silva
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Serviços baianos têm leve recuo, tanto de outubro para novembro (-0,3%), quanto frente a novembro/20 (-0,3%)

** Na Bahia, setor mostrou terceiro resultado negativo consecutivo frente ao mês imediatamente anterior (-0,3%), em um desempenho inferior ao do país como um todo (2,4%);

** Com a queda, o volume de serviços prestados no estado segue abaixo do patamar registrado antes da pandemia da COVID-19 (-3,9% frente a fevereiro de 2020);

** Na comparação com o mesmo mês de 2020 (-0,3%), o estado apresentou a primeira queda após 7 resultados positivos consecutivos. Índice negativo foi puxado por recuos importantes nos transportes (-11,0%) e nos outros serviços (-28,5%);

** Mesmo com esse resultado negativo, no acumulado no ano de 2021, os serviços baianos apresentam crescimento (10,1%), porém, com um resultado abaixo do nacional (10,9%). Nos 12 meses encerrados em novembro, o setor também se manteve no positivo (8,9%), mas pior que o país como um todo (9,5%);

** Serviços turísticos na Bahia tiveram leve queda na passagem de outubro para novembro (-0,4%), mas mostraram o  melhor resultado do país em comparação com novembro de 2020 (44,5%).

Em novembro, o volume do setor de serviços na Bahia seguiu em queda na comparação com o mês anterior (-0,3%), na série com ajuste sazonal, mostrando um terceiro resultado negativo consecutivo (havia recuado 1,3% entre agosto e setembro, e 2,8% entre setembro e outubro). Os dados são da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) do IBGE.

Foi um desempenho pior que o verificado no país como um todo, onde houve crescimento (2,4%). Nessa comparação, apenas 9 dos 27 estados tiveram variações negativas, sendo que os piores resultados foram registrados no Mato Grosso do Sul (-4,0%), no Acre (-3,3%) e em Rondônia (-1,6%).

Por outro lado, os maiores crescimentos ocorreram em São Paulo (4,0%), Santa Catarina (3,7%) e Sergipe (3,0%).

Com o resultado negativo na comparação com o mês anterior, o volume de serviços prestados na Bahia segue abaixo do registrado antes da pandemia da COVID-19 (-3,9% frente a fevereiro de 2020). No Brasil como um todo, em novembro, o setor de serviços estava 4,5% acima do nível pré-pandemia.

Além da queda frente a outubro/21, na comparação com novembro de 2020, os serviços na Bahia apresentaram a primeira retração (-0,3%), após sete resultados positivos consecutivos, em uma sequência que havia se iniciado em abril.

A Bahia foi um dos únicos 3 estados a apresentarem resultado negativo nesse indicador, junto ao Acre (-0,5%) e ao Piauí (-0,3%).

Nesse confronto interanual, os serviços cresceram no Brasil como um todo (10,0%). Os melhores desempenhos foram registrados em Roraima (21,4%), Ceará (18,5%) e Distrito Federal (15,9%).

No acumulado de janeiro a novembro de 2021, frente ao mesmo período de 2020, os serviços baianos seguiram em alta (10,1%) pelo sétimo mês consecutivo. A taxa, porém, é inferior à do país como um todo (10,9%), sendo apenas 18a entre as 27 unidades da Federação. Todos os estados continuaram avançando nesse indicador.

No acumulado em 12 meses, o setor de serviços baiano apresentou crescimento de 8,9% em novembro, o quinto resultado positivo consecutivo. Também ficou um pouco abaixo do nacional (9,5%), sendo apenas o 19o melhor entre os 27 estados. Nesse confronto, o setor também cresceu em todas as unidades da Federação.

Quedas nos transportes (-11,0%) e nas atividades de outros serviços (-28,5%) puxam queda do setor de serviços baiano em novembro

A queda do volume de serviços prestados na Bahia em novembro/21 frente a novembro/20 (-0,3%) foi resultado de retrações em dois dos cinco grupos de atividades investigados pelo IBGE.

A principal influência negativa para o resultado geral de novembro veio dos transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio (-11,0%), que apresentaram a sua segunda queda consecutiva. Este é o segmento de maior peso na estrutura do setor de serviços no estado.

Além dele, também apresentou retração o segmento de outros serviços (-28,5%), grupo de atividade bastante diverso, que também apresentou, em novembro, a sua segunda queda seguidaEste é o único setor que tem variação negativa no acumulado no ano de 2021 (-4,1%), na Bahia.

Por outro lado, os serviços prestados às famílias (55,4%) foram os que mais ajudaram a segurar a queda do setor de serviços baiano em novembro. O segmento apresentou o seu oitavo crescimento consecutivo, embora em um ritmo inferior ao dos últimos meses (em outubro a alta havia sido de 74,4%). Esse crescimento, também, se deu sobre a queda registrada em novembro de 2020 frente ao mesmo mês de 2019 (-22,0%).

Também apresentaram resultados positivos em novembro, mas em menor intensidade, os serviços profissionais, administrativos e complementares (1,6%, nono aumento consecutivo) e os serviços de informação e comunicação (0,7%, oitavo aumento consecutivo).

Serviços baianos têm leve recuo, tanto de outubro para novembro (-0,3%), quanto frente a novembro/20 (-0,3%)

 

Serviços turísticos na Bahia têm leve queda frente a outubro (-0,4%), mas  melhor resultado do país frente a novembro/20 (44,5%)

Enovembro, as atividades de serviços ligadas ao turismo na Bahia recuaram 0,4frente ao mês anterior (com ajuste sazonal)Este foi o segundo resultado negativo consecutivo para o estado no indicador, porém apresentando uma queda bem menos intensa que a registrada na passagem de setembro para outubro (-7,7%).

A Bahia foi um dos únicos quatro estados que apresentaram queda entre os 12 onde o agregado de turismo é pesquisado separadamente, e apresentou o 3º pior resultado do país, superior apenas ao Espírito Santo (-1,1%) e Pernambuco (-1,1%).

No Brasil como um todo, houve crescimento (4,2%), e os melhores resultados ficaram com São Paulo (8,0%), Paraná (6,3%) e Distrito Federal (5,3%).

Entretanto, na comparação com novembro de 2020, a Bahia teve o 2º melhor resultado do país (44,5%), com crescimento superior ao registrado no Brasil como um todo (25,5%), e ficando atrás apenas do resultado registrado em Minas Gerais (48,3%). Todas as 12 unidades da Federação pesquisadas mostraram crescimento.



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