Por que a jovem de 20 anos deve cuidar da sua saúde reprodutiva?
Young woman visiting her gynecologist in clinic

Em pleno século 21, a mulher está em busca, cada vez mais, de sua independência financeira, de seu lugar no mundo, de dar sequência às suas conquistas. Antigamente, aos 20 e poucos anos, elas já estavam se casando e tendo os primeiros filhos. E hoje? “É fato – e os levantamentos do IBGE não deixam mentir – que as mulheres estão adiando cada vez mais a maternidade para depois dos 30, 35 anos. Sob o ponto de vista biológico, nós, médicos, acreditamos que a idade ideal para engravidar está entre os 20 e os 29 anos. Nesta fase, a fertilidade é alta e o corpo, de modo geral, apresenta menores chances de apresentar complicações na gestação e no parto. Como os óvulos são mais jovens, também é menor a probabilidade de o bebê nascer com alguma doença cromossômica”, diz o médico e diretor da clínica Origen, Marcos Sampaio.

Por essas razões, o ginecologista orienta jovens que têm o desejo de ser mães no futuro que cuidem na atualidade de sua saúde reprodutiva. “É fundamental que a mulher de 20 anos esteja atenta aos sinais do seu corpo. Se houver atraso na menstruação por período prolongado; encurtamento ou ausência do ciclo; cólicas fortes recorrentes, ela deve procurar um(a) ginecologista para analisar se está tudo bem. Além disso, é importante manter a rotina de exames periódicos em dia, como o Papanicolau”, comenta.

De acordo com Sampaio, depois da primeira menstruação – chamada menarca -, a mulher pode apresentar disfunções que podem dificultar a transcorrência natural do seu ciclo menstrual, afetando uma desejada gravidez espontânea. Exemplo disso são a síndrome de ovários policísticos (SOP), que afeta cerca de 20% das mulheres em idade reprodutiva; a endometriose; a amenorreia, marcada pela ausência de três ciclos menstruais consecutivos; e a oligomenorreia, caracterizada pelo intervalo prolongado entre um ciclo e outro, normalmente superior a 35 dias.

“Além de todos esses quadros que podem impactar a saúde reprodutiva da mulher, ela tem ainda a questão da reserva ovariana, definida ao nascer, ou seja, o estoque de óvulos finito, que não aumenta com o passar dos anos; pelo contrário: ele diminui e envelhece ao longo da vida. “, acrescenta o médico.

No caso das mulheres com baixo estoque de óvulos e que desejam engravidar, a Origen, especialista em reprodução assistida, oferece tratamentos específicos, como a estimulação ovariana. “O procedimento tem por objetivo elevar as chances de sucesso nos tratamentos focados na gravidez, para quem apresenta dificuldades, pois estimula vários folículos a crescerem. Com isso, ocorre um aumento no número de óvulos disponíveis para serem fecundados. O especialista em fertilidade fica responsável por planejar uma forma controlada e segura de estimulação ovariana, indicando a dosagem hormonal ideal que a mulher deve receber”, acrescenta Marcos Sampaio.

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Ana Silva
"Acredite em si próprio e chegará um dia em que os outros não terão outra escolha senão acreditar com você. Cynthia Kersey Bem, isso resume meu 2022 :)