Parceria entre ACNUR e Polícia Federal reduz espera por documentação de refugiados e migrantes em Roraima

Ana Silva
Ana Silva
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Parceria entre ACNUR e Polícia Federal reduz espera por documentação de refugiados e migrantes em Roraima

São 20 horas em Boa Vista, no Posto de Orientação e Triagem (PI-TRIG) para refugiados e migrantes da Venezuela que chegam ao Brasil em busca de proteção. No atendimento, o venezuelano Antonio Bolboa aguarda ansioso o momento de obter documentos brasileiros e regularizar sua situação no país.

“Meu irmão, que está no Brasil há cerca de um ano, levou muito tempo para conseguir a documentação. Eu cheguei há pouco tempo e vindo ao PI-TRIG hoje consegui meu documento no mesmo dia”, conta Bolboa, de 37 anos, que está no Brasil há duas semanas. Agora, a regularização migratória em mãos, ele poderá ter um emprego formal, acessar plenamente serviços públicos e viajar a outros estados do Brasil, inclusive por meio da estratégia de interiorização do governo federal.

Ele é uma das centenas de pessoas venezuelanas que estão sendo atendidas pelo novo sistema noturno de atendimento para documentação em Boa Vista, realizado por meio de uma parceria entre a Polícia Federal, Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), Operação Acolhida e Associação Voluntários para o Serviço Internacional (AVSI Brasil).

Com apoio do irmão que mora no Brasil há quase um ano, Bolboa já conseguiu um emprego de garçom em um restaurante de Boa Vista. Para ele, assim como para as demais pessoas refugiadas e migrantes em Roraima, a documentação significa a possibilidade de acessar direitos e modalidades de interiorização para outros estados brasileiros.

 

O PI-TRIG de Boa Vista atende, em média, 500 pessoas por dia para a documentação. São cerca de 400 atendimentos no período diurno, que ocorre entre 8h e 18h, e outras 100 vagas na atenção noturna, que começa às 18h e se estende até às 23h.

A parceria entre ACNUR e Polícia Federal é inédita, e buscar diminuir o tempo de espera das pessoas refugiadas e migrantes para sua regularização migratória no país, executada exclusivamente pela PF em Roraima, no contexto da Operação Acolhida. Por meio da parceria, o ACNUR viabiliza o aporte de dez trabalhadores humanitários que auxiliam a PF nos registros de dados e processos necessários para a documentação, como fotografias das pessoas refugiadas e migrantes e identificação por meio de digitais.

“Ficamos honrados em ver a confiança que a Polícia Federal deposita no ACNUR e em outras agências da ONU para apoiar com a documentação em Roraima. Quando documentadas, pessoas refugiadas podem mais facilmente ir à escola, receber cuidados de saúde, ganhar a vida, casar e fazer todas as outras coisas que consideramos importantes para uma vida plena”, diz Oscar Sanchez Piñero, chefe de escritório do ACNUR em Roraima.

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Por Ana Silva
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