O que vale mais a pena: cotas de empreendimento ou aluguel?

Ana Silva
Ana Silva
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O que vale mais a pena: cotas de empreendimento ou aluguel?

Sabe aquela velha máxima que diz “comprar imóvel para alugar é o melhor tipo de investimento?”. Bom, talvez isso fizesse sentido há algumas décadas. Hoje, no entanto, o mercado imobiliário está mais dinâmico e oferece opções muito mais atrativas. É o caso das cotas de empreendimento imobiliário.

Elas são a maneira pela qual uma construtora capta recursos junto a pessoas físicas para dar início a uma obra, oferecendo em troca um percentual sobre o capital investido.

Na prática, esta modalidade se posiciona como uma opção de investimento capaz de aliar a segurança do mercado imobiliário com uma taxa de lucro elevada, cujos ganhos variam de 16% a 24% ao ano.

Só o fato do lucro ser de dois dígitos já seria suficiente para colocar as cotas de empreendimento imobiliário na frente do aluguel, mas existem outros pontos de vantagem.

De acordo com Jonata Tribioli, especialista em cotas de empreendimentos e diretor comercial da Neo In, construtora e incorporadora de São Paulo, o primeiro ponto a se considerar é o lucro proporcionado por um inquilino frente ao valor total do imóvel. “Em geral, é possível conseguir de 6% a 8% de rendimentos ao longo do ano, que é uma taxa bastante similar à da poupança e bem abaixo da inflação, que encerrou 2021 acima dos 10%”, comenta.

Ou seja, mesmo quando se fecha um negócio nas melhores condições para o proprietário, ainda assim o poder de compra do patrimônio estará sendo corroído.

Outra questão são os riscos do aluguel. Qual é a garantia de que o imóvel será alugado? E se for, quanto tempo isso pode demorar para acontecer? Além de não receber nenhuma receita durante este período, o proprietário ainda terá de arcar com custos de condomínio e impostos, como IPTU. “Ou seja, em vez de ganhar dinheiro, a pessoa acaba tendo despesas”, destaca o diretor comercial da construtora e incorporadora NeoIn.

Porém, mesmo com um inquilino, pode haver problemas, por exemplo, calote do aluguel, danos no imóvel, fazer melhorias para alugar com maior facilidade. De acordo com o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, em janeiro de 2022 foram protocoladas 734 ações locatícias na capital, sendo a falta de pagamento de aluguel responsável por 84,3% dos casos.

“Isso sem falar em todos os custos envolvidos no processo de aquisição do imóvel, que inclui impostos, comissão do corretor, taxas de obras, gastos com registro, entre outras coisas”, alerta Tribioli, da construtora e incorporadora NeoIn.

Por fim, a renda obtida com os aluguéis ainda sofre com a incidência de imposto de renda. No final das contas, aquele percentual de 6% a 8%, que já não era tão significativo, pode se revelar ainda menor.

Já para quem adquire as cotas de empreendimento imobiliário, não há nenhum desses riscos. “Como o investimento está atrelado a uma quantidade determinada de metros quadrados, basta optar por um projeto com bom potencial de vendas para assegurar seus lucros a partir da comercialização das unidades”, diz o especialista da construtora e incorporadora Neo In.

Outra vantagem está no fato dos rendimentos serem pagos na forma de dividendos, que são isentos de imposto de renda. “Além de mais lucrativas, as cotas de empreendimento imobiliário mostram-se seguras e menos sujeitas a imprevistos ou descontos pelo pagamento de taxas e tributos na comparação com o aluguel”, finaliza Tribioli.



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