mevoi evoca paisagens e forças ancestrais femininas em “Atávica”

Ana Silva
Ana Silva
4 min. para leitura
mevoi evoca paisagens e forças ancestrais femininas em “Atávica”

Atávica”, a terceira amostra do que o compositor e pesquisador Ciro Lubliner – por meio do projeto mevoi – trará em fevereiro no disco de estreia “Seja lá o que isso Seja”, evoca ancestralidades femininas através de paisagens que remetem ao ambiente portuário. Envolta por um certo esoterismo, tanto no instrumental como na letra, a faixa traz distintas intensidades, do folk rock ao stoner.

Ouça aqui: https://tratore.ffm.to/atavica.

Atávica também sai em videoclipe: https://youtu.be/SLnDt4JtbYg.

Esta canção é mais uma peça sonora na arte expansiva do mevoi, que trouxe elementos do art rock e do glam no primeiro single “Serguei”, foi psicodélico e pisou terrenos alternativos em “Velho Normal” e que, desta vez, condensa tudo já apresentado anteriormente com mais doses de um pop soturno, abrindo espaço até mesmo para o peso lisérgico e o slow tempo do rock – além das guitarras noise gravadas por Diego da Costa, da banda Sonora Fantasma.

A força ancestral feminina é o norte da letra, cujas palavras, ora sussurradas, foram inspiradas no Porto da cidade de Santos envolvo por névoa, penumbras e campos marítimos de horizonte infinito.

O movimento de “Atávica” é mesmo o de tangenciar a racionalidade e o misticismo adentrando planos ocultos, tudo posto de forma poética pelos vocais de Ciro, aqui com referências a Tom Waits e Leonard Cohen.

mevoi evoca paisagens e forças ancestrais femininas em “Atávica”

O álbum

O mevoi nasceu com “Serguei”, lançada em dezembro de 2021 (ouça aqui) e continua em 2022 com novos singles, até chegar o álbum.

Algumas músicas destacam uma veia mais psicodélica, como a ‘Velho Normal’, enquanto outras apostam na introspecção e reverberam um cativante art rock.

O disco, já intitulado “Seja lá o que isso Seja”, acontece no próximo mês de fevereiro, mas um outro single aparecerá antes!

Sobre Ciro Lubliner

Ciro Lubliner é músico, pesquisador e tradutor e tem trabalhos no campo do cinema, onde participou da realização de curtas-metragens de ficção e documentários.

Na música, a jornada começou em 2006 com a banda Canções para um mundo sem Humanos, formada na cidade de São Carlos (interior de São Paulo) e que durou até 2008. Era um power trio, com Ciro (guitarra/voz), Hiro Ishikawa (bateria/teclado/voz) e Marcos Pio (baixo/voz). A banda lançou dois singles, “Let’s Take a Walk” e “The Clown’s Howl”, além do EP “canções”, com cinco faixas.

Em seguida, a partir de 2010, Ciro formou e entrou como guitarrista e vocalista na banda de rock alternativo Ladies & Gentleman, um quarteto que era completado por Gabriel Nanbu (guitarra e vocal), Caio Kenji (baixo) e João Paulo Paixão (bateria e vocais).

A Ladies, com letras em inglês, trazia na sonoridade os ecos do punk e de bandas alternativas dos 90, além de garageiras sessentistas. Nos arranjos, riffs pesados, solos grudentos, vocais estranhos, baixo-distorção, guitarras gentis.

O primeiro EP do Ladies & Gentleman, “Here They Are…”, foi gravado ao vivo no Z7Studio, de Tadeu Martinez, e lançado na internet em 2011. No início de 2013 foi lançado o segundo EP, intitulado “Silence, and Scents, and Sins”.

Já em 2015, com Hiro Ishikawa na bateria, o mesmo Hiro que está ao lado de Ciro no mevoi, o Ladies & Gentleman lançou seu último EP, “lost is all we are”, gravado no Estúdio Lamparina, produzido por Guto Gonzalez e que conta com a participação de Luciana Crepaldi (vocal).

mevoi nas redes sociais

www.instagram.com/cirolubliner.mevoi

https://linktr.ee/cirolubliner

Fotografia por Caio Kenji (@kenjicaio)



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