Levantamento: Como o mercado financeiro reagiu às guerras?

Ana Silva
Ana Silva
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Levantamento: Como o mercado financeiro reagiu às guerras?

O atual embate entre Rússia e Ucrânia tem levantado questões sobre seus impactos sociais, financeiros e políticos. E como ficam os aspectos econômicos de uma nação após enfrentar um período de guerra? Para analisar essa questão, o Yubb (https://yubb.com.br/), maior buscador de investimentos do país, fez um levantamento considerando os principais períodos de guerras pontuais.

Dentre os momentos históricos analisados, a Guerra do Vietnã foi o embate que levou o maior tempo para o S&P 500 se recuperar após a queda em 1959. Foram 1017 dias. Confira o levantamento completo:

Ano Guerra S&P500 Tempo de Recuperação
1959 Guerra do Vietnã -14,62% 1017 dias
1962 Crise dos mísseis em Cuba -9,06% 23 dias
1990 Guerra do Golfo -20,22% 211 dias
1992 Guerra da Bósnia -3,21% 186 dias
1998 Guerra do Kosovo -2,20% 4 dias
1999 2ª Guerra na Chechênia -10,57% 77 dias
2001 11 de setembro -12,85% 53 dias
2001 Guerra do Afeganistão -2,56% 29 dias
2003 Guerra do Iraque -5,53% 32 dias
2008 Guerra Russo-Georgiana -1,92% 7 dias
2014 Invasão na Crimeia -6,01% 92 dias
2022 Guerra da Ucrânia -7,62% ???

Bernardo Pascowitch, fundador do Yubb, explica que tais guerras acabam não impactando tão duramente os mercados como os conflitos mundiais. “Isso acontece porque, durante as guerras mundiais, os ciclos econômicos são interrompidos, as cadeias produtivas são desestabilizadas e a ordem global é alterada. Já as guerras pontuais não atingem os resultados de grandes empresas e, portanto, não afetam a bolsa de valores”.

O especialista também aponta uma diferença econômica que o atual conflito entre Rússia e Ucrânia possui dentre as demais guerras: as criptomoedas. “Tendo em vista a correlação atual do Bitcoin com o S&P 500, o mercado cripto tende a seguir esse mesmo movimento de leve queda e rápida recuperação. No entanto, vale lembrar que o Bitcoin não passou por muitas guerras, então, ainda estamos entendendo como ele se comporta frente a tensões globais”, conclui.



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Por Ana Silva
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