João Lourenço, empossado Presidente da República 2022_2027

Mido dos Santos
Mido dos Santos
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João Lourenço, empossado Presidente da República 2022_2027

Angola e o Mundo testemunharam a investidura do Presidente, João Manuel Gonçalves Lourenço, e da Vice-presidente, Esperança Maria Eduardo Francisco da Costa, que foram empossados pela Juíza Conselheira Presidente do Tribunal Constitucional, Laurinda Monteiro Cardoso, a cerimónia, decorreu, nesta quinta_feira (15), no memorial António Agostinho Neto, junto a Praça da República em Luanda. O acto contou com a presença de alguns líderes dos partidos políticos, diversos Chefes de Estado.

No seu discurso João Lourenço promete corresponder à grande expectativa criada em torno da sua eleição e a confiança renovada no MPLA, “Eu governarei usando todos os poderes que a Constituição e a força dos votos dos cidadãos expressos nas urnas me conferem”.

Neste novo ciclo político que hoje se inicia, legitimado nas urnas, a Constituição será a nossa bússola de orientação e as leis o nosso critério de decisão. A construção da democracia deve fazer-se todos os dias, mas ela não compete apenas aos órgãos do poder do Estado. Ela é um projecto de toda a sociedade, um projecto de todos nós. Vamos, por isso, construir alianças e trabalhar em conjunto, para podermos ultrapassar eventuais contradições e engrandecer o nosso país.

Assumo desde já o compromisso de executar as minhas promessas eleitorais, com políticas públicas que vão ao encontro dos anseios dos cidadãos e com uma governação inclusiva, que apele à participação de todos os angolanos, independentemente do seu local de nascimento, sexo, língua materna, religião, condição económica ou posição social.

Procurarei marcar este mandato por uma atitude responsável perante os problemas da Nação. É importante que quem quer que venha a exercer funções no Executivo se preocupe com esta missão, que deve comungar-nos a todos, para além da cor política ou das opções ideológicas de cada um. O interesse nacional tem de estar acima dos interesses particulares ou de grupo, para que prevaleça a defesa do bem comum, discursou o Jlo.

Já a Juíza Conselheira Presidente do Tribunal Constitucional, Laurinda Monteiro Cardoso, pediu ao Presidente da República a exercer funções para todos os angolanos dizendo:
“Todo o poder investido pelo Estado tem como contrapartida a responsabilidade pelo seu povo”

A Presidente do Tribunal Constitucional avançou ainda que Angola é um Estado independente, democrático e de direito, que visa a construção de uma sociedade livre e baseada na paz, no progresso e na justiça social, cuja legitimidade política tem como primado a soberania popular, nos termos da Constituição.

O aprofundamento desses valores, que constituem os alicerces do nosso Estado, levam-nos ao periódico exercício colectivo de realização de eleições, baseadas no voto livre, universal, igual, directo e secreto, conducentes à escolha do Presidente da República e dos Deputados à Assembleia Nacional.

As Eleições não são cheques em branco do Povo para os vencedores, não sendo as eleições um fim em si mesmo, é imperiosa a compreensão de que a democracia se deve expressar, sobretudo, na acção consequente e responsável daqueles que as vencem, concluiu a juíza.

Satisfação

Já a empresária Carla Torrão, defende que os cidadãos devem estar disponíveis para ouvir o chamado do Estado, porque sozinho não consegue fazer tudo.

“Façamos o nosso papel e estejamos disponíveis para contribuir e dar o nosso melhor. Não é só criticar, é olhar também para o que é feito e para o que já está feito”.

O docente universitário, Guilherme Agostinho, incentiva cada angolano no seu sector, a dar o seu melhor.

“Nós só olhamos o lado crítico e não ajudamos a melhorar o nosso país. Eu como cidadão devo contribuir no meu sector, que é de formar as futuras gerações e continuar a dar o melhor para ajudar o nosso líder”.

O novo mandato que agora inicia é aguardado com muita expectativa pelo cidadão Franco Mutunda. Ele almeja que as condições de vida da população sejam melhoradas e acredita nas promessas do Executivo, particularmente na redução dos preços da cesta básica e no aumento de postos de trabalho.

“O senhor Presidente, enquanto candidato, esteve na Lunda Sul e apresentou a visão do Governo e os jovens da Lunda Sul acreditam no Presidente. Com essa tomada de posse temos expectativas de que esses cinco anos serão cinco anos de muita prosperidade e realizações”, referiu.

A prioridade, na sua visão de Guilherme Agostinho, deve ser para os sectores da saúde e da educação.

“Acompanhamos atentamente que o Presidente trabalhou fortemente na saúde. Queremos que este sector chegue até às aldeias. Durante a campanha acompanhamos atentamente que algumas coisas têm que melhorar, como o sector da educação, concretamente no ensino superior, que é o sector no qual eu trabalho”.

A ministra das Finanças, Vera Daves, afirmou que um dos objectivos do Executivo neste segundo mandato é criar condições para a garantia de mais empregos.

“Podemos assegurar que o objectivo é criar as condições para que sejam criados mais empregos, para que a economia angolana cresça de forma inclusiva e cada angolano se sinta orgulhoso de o ser. Esse é o objetivo central”, referiu.

Sebastião Pai Querido, PCA da Sonangol, acredita que o Chefe de Estado neste mandato vai, certamente, levar a cabo um conjunto de acções para consolidar não só as conquistas e os trabalhos já realizados nos primeiros cinco anos, como continuar a apostar bastante no desenvolvimento do país.

“Vai elevar até o grau de empregabilidade, a aposta na juventude, vai ser muito mais apurado”, disse.

No ensino superior, as expectativas para os próximos cinco anos são de melhoria na qualidade de ensino e da investigação científica, segundo a ministra do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação, Maria do Rosário Bragança.

“A nível do ensino superior, tal como o programa do Governo demonstrou, é um programa muito focado para a melhoria da qualidade do ensino superior e da investigação científica, sabendo que tudo isto acarreta uma série de acções, desde a qualificação melhor dos recursos humanos, docentes e não docente, incluindo aqui os investigadores científicos”, frisou.

A ministra garante que o desenvolvimento do ensino superior continuará a ser um facto, realçando a existência de projectos já em curso e de outros a serem estudados.

No sector da saúde, há garantias de continuação dos investimentos importantes a todos os níveis.

“Vamos consolidar os ganhos que já tivemos e continuar a investir no homem, quer na sua formação, quer na melhoria das condições de trabalho. É um pacote”, afirmou Silvia Lutucuta.

O candidato do MPLA João Lourenço, venceu as 5° Eleições Gerais com 51,17% dos votos no pleito de 24 de agosto de acordo com os resultados divulgados pelo presidente da Comissão Nacional Eleitoral (CNE), Manuel Pereira da Silva “Manico”, que lhe permite colocar 124 deputados à Assembleia Nacional.

Reações

Já o Presidente da FNLA partido na oposição, Mimi a Simbi, diz que não espera nada na governação de João Lourenço.

“Para mim não espero nada. Se durante 47 anos não conseguiram resolver os problemas básicos da nação, em 5 anos é que vão resolver? Não acredito” frisou o político na cerimónia da investidura do presidente João Lourenço.

Durante a cerimónia de investidura do Presidente da República, Cinco (5) líderes dos partidos políticos na posição, não se fizeram presentes no evento por discordarem os resultados que deram vitória ao MPLA nas Eleições.



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